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Como BRF (BRFS3), JBS (JBSS3), Minerva (BEEF3) e Marfrig (MRFG3) lidaram com alta de custos, cenário externo e queda no consumo interno?

Enquanto no Brasil as empresas enfrentam impacto da inflação na demanda e nos custos, cenário segue positivo às exportações de carnes
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Edição MarketMsg e invistaja.info

palavras-chave: Como BRF (BRFS3), JBS (JBSS3), Minerva (BEEF3) e Marfrig (MRFG3) lidaram com alta de custos, cenário externo e queda no consumo interno?; invistaja.info;


PETZ3 | P/EBIT: 25.88 | Mrg.Liq.: 0.0306 | P/L: 80.38 | Liq.2meses: 166229000.0 | Pat.Liq: 1768960000.0 | PSR: 2.464

Os balanços das empresas de proteínas nos primeiros meses do ano demonstraram a influência nos resultados da queda do consumo no Brasil, do aumento de custos, da retomada das exportações para a China e do aquecimento das exportações aos países desenvolvidos.

Entretanto, cada uma das principais companhias do setor, listadas na bolsa, teve comportamento bem distinto: JBS (JBSS3) reportou novamente fortes resultados, sendo destaque entre os analistas, Minerva (BEEF3) e a Marfrig (MRFG3) têm pontos de atenção, mas seguem com recomendação de compra, enquanto a BRF (BRFS3) registrou um trimestre a ser esquecido.

Na ponta dos destaques está a JBS, que teve um lucro líquido de R$ 5,1 bilhões no 1º trimestre, representando crescimento de 151,4% em relação ao mesmo período do ano passado, puxada pela atuação no exterior. Além disso, anunciou uma nova rodada de dividendos bilionários.

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“A JBS conta com 90% de suas receitas fora do Brasil”, argumenta o analista da Levante Ideias de Investimentos, Flavio Conde. Segundo ele, as margens da JBS no exterior estão muito altas, em países de renda per capita elevada, onde o aumento de preço não compromete tanto o orçamento familiar.

“As operações nos EUA e na Austrália estão com demanda interna muito forte. E também há demanda à exportação para países asiáticos, como China, Japão e Coreia. Mesmo com cenário de custos para cima, os preços continuam resilientes e a JBS expandindo margens”, acrescenta Pedro Fonseca, analista de Agro, Alimentos e Bebidas da XP.

JBS sente efeitos no mercado interno

Se o desempenho internacional reflete positivamente no balanço da JBS, por aqui o consumo de carne bovina joga contra, após atingir um dos mais baixos patamares de consumo. Segundo o CFO da JBS, Guilherme Cavalcanti, o cenário macroeconômico continua desafiador, pressionando a demanda.

A Seara, marca da JBS, teve queda de margem no primeiro trimestre do ano por causa do cenário doméstico. O analista da Levante ressaltou, no entanto, que a unidade representa apenas 9,5% da receita total da companhia, o que acaba sendo uma contribuição pequena no resultado total.

“A rentabilidade dessa unidade (de carne bovina no Brasil) continua sendo impactada pela alta do preço médio do gado, de cerca de 11%”, disse Cavalcanti. Enquanto isso, o CEO da JBS, Gilberto Tomazoni, aposta nos mercados internacionais, especialmente no chinês, que deve se tornar um “importador de longo prazo”.

Segundo ele, o consumo de carne é muito baixo ainda na China e como o ciclo de criação e produção de gado é demorado, em relação a outras proteínas, a mudança se dará de forma mais lenta, mas ocorrerá, ao longo do tempo.

No primeiro trimestre, as vendas de carne bovina in natura para o exterior tiveram crescimento de 17,3% em termos de volume e de 20% nos preços médios, notadamente com as exportações retomadas para a China, depois de um período no final do ano passado de bloqueio à carne brasileira.

BRF

Ao contrário da JBS, a dependência do mercado interno levou a BRF a registrar um primeiro trimestre a ser esquecido. “A companhia reduziu preço, por conta do reajuste na cadeia de fornecimento, para consegui despachar volume”, pontuou Fonseca, da XP.

“A BRF, entre as quatro grandes do setor (de proteínas), é mais focada em termos proporcionais à receita no Brasil”, afirmou Conde, da Levante, acrescentando que o mercado doméstico está em baixa. Não por acaso a BRF apurou prejuízo de R$ 1,5 bilhão no primeiro trimestre.

Pesou no trimestre da BRF, o reconhecimento de perdas no período de R$ 406 milhões por hedge de grãos – ou seja, a política de proteção da empresa se mostrou inadequada. A companhia relatou no período aumento de 14% no preço do milho e 10% no de soja, dois insumos essenciais ao frango, que representa entre 60 a 70% de seus negócios.

Diferente da JBS, Marfrig e Minerva, que cria, alimenta, abate e transforma a carne e vende, a BRF não tem tanto controle no custo, porque o frango e o suíno que adquirem são de terceiros, embora ela forneça a ração, no caso o milho e a soja.

“O que acontece é que esses insumos vêm subindo de preço bem mais do que do frango e a margem vêm diminuindo”, diz Conde. O analista da Levante explica que há um mercado informal de frango grande no país, o que deteriora ainda mais o segmento.

O impacto na cadeia representou à empresa, dona das marcas Sadia e Perdigão, perda de R$ 422 milhões computada no balanço do 1T22. O resultado foi um fluxo de caixa operacional de menos R$ 137 milhões, contra R$ 1,4 bilhão no mesmo período do ano passado.

“A empresa já fez vários movimentos de agregar maior valor aos produtos e cobrar mais, mas a margem sempre fica ruim”, relata. O momento delicado da economia brasileira dificulta aplicar a prática.

A analistas, o CEO da BRF, Lorival Luz, reforçou a percepção de que o trimestre ficou “bem aquém” do que a empresa gostaria e de sua capacidade de gerar resultados. Adicionalmente, ele afirmou que os efeitos negativos, registrados no Ebitda, só vão “desaparecer” em 12 meses – ou seja, no primeiro trimestre de 2023.

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Para minimizar os impactos do cenário local, a BRF aposta no mercado internacional, onde enxerga muitas oportunidades. “Isso nos dá muita confiança na reversão dos resultados do 1T22”, afirmou o CEO.

Marfrig

Apesar da visão negativa, numa primeira vista do balanço, quando as ações recuaram, após o frigorífico apontar queda de 61% do lucro no primeiro trimestre, os analistas mantém visão positiva em relação à empresa, especialmente após um avanço de 60,9% do Ebitda.

“Os resultados da Mafrig foram muito fortes, essencialmente por conta das operações na América do Norte”, apontou Fonseca. “Ela deve ter margens pouco abaixo do ano passado, mas acima dos níveis históricos. Os resultados ainda assim serão fortes ao longo do ano”, acrescentou.

Os ganhos de potencial de geração de caixa vieram, sobretudo da forte performance da operação na América do Norte, entretanto, há sinais de melhora das margens das operações da América do Sul. O Itaú BBA escreveu que a América do Norte continua apresentando margens sólidas e às da América do Sul surpreenderam positivamente.

Segundo o CEO da Marfrig, Miguel Gularte, CEO da Marfrig, o mercado doméstico está estável, com uma oferta de gado maior. Neste mercado, ele ressaltou, os investimentos estão concentrados na venda de carne com marcas, que dobraram.

Outro enfoque vem sendo em food services. Além disso, após a pandemia, há hoje maior força no delivery destes serviços no Brasil.

Entre as exportações, 70% vão à China. A diretoria da Marfrig afirmou que a expectativa é que a demanda internacional continue elevada, com o dólar em um patamar “interessante”, acima de R$ 5.

Neste ano, a empresa disse prever uma melhor relação de equilíbrio entre demanda e oferta, com aumento da ocupação da capacidade instalada, algo que deve perdurar.

Minerva

Também mantida com recomendação de compra, a Minerva registrou queda de 55% no lucro do primeiro trimestre, por conta de seus resultados terem sido afetados negativamente pelo aumento das despesas financeiras, diante de operações de hedge cambial.

“A Minerva conseguiu aumentar a margem Ebitda, de 8,4% (1T21) para 8,9% (1T22)”, destacou Conde, mesmo em meio à uma maior pressão de custos. Segundo ele, trata-se de uma empresa muito bem posicionada no mercado.

No 1T22 a Receita Líquida da Minerva Foods foi de R$ 7,2 bilhões, crescimento de 25% quando comparada ao mesmo período do ano anterior.

Entre as quatro maiores empresas do setor, a Minerva Foods foi a única a citar aumento de disponibilidade de gado nesse ano no Brasil, depois de anos difíceis – o que fez o preço da arroba subir.

Pedro Fonseca, analista da XP, reforçou que há sinais claros de virada de ciclo pecuário no Brasil, com maior oferta de gado, o que é positivo para os frigoríficos.

Mas ele acha que isso será mais favorável para exportação do que no mercado interno: “O cenário de demanda no Brasil é nebuloso de como o preço da carne bovina vai responder”.

A previsão de queda na produção de carne bovina nos Estados Unidos anima ainda mais. Na prática, isso representa maiores possibilidades de vendas e ocupação de market share lá fora à indústria brasileira.

“A exportação para China continua muito forte, com preços muito acima dos níveis históricas, lembrando que a demanda chinesa começa a acelerar agora. Então, será um canal muito lucrativo para os frigoríficos brasileiros”, conclui Pedro Fonseca.

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