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palavras-chave: De Petrobras a BB: as ações que devem se destacar – “para o bem e para o mal” – no 2T; invistaja.info;
A temporada de resultados entra em destaque e a expectativa geral do mercado é de resultados positivos. Para a equipe de estrategistas do Bradesco BBI, liderada por Pedro Grimaldi, a expectativa é de um crescimento robusto de lucros: 38% em relação ao ano passado.
Contudo, alguns setores e empresas devem se destacar mais do que os outros – tanto positiva quanto negativamente. Além disso, também há aquelas ações que podem ser oportunidade de compra em caso de queda após o balanço.
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Confira abaixo as ações que podem ser destaque positivo e negativo nesta temporada:
Destaques positivos
Bradesco (BBDC4)
O Santander projeta, para o Bradesco, lucro líquido recorrente de R$ 6,966 bilhões no 2T26, alta de 15% na comparação anual e de 2% frente ao trimestre anterior, em linha com o consenso, com ROAE (Retorno sobre o Patrimônio Médio) de 16,0%. A margem financeira (NII) deve continuar crescendo tanto na comparação trimestral quanto anual, com o NIM estável na base trimestral e ligeiramente maior na anual, em torno de 9%.
Além disso, apesar da volatilidade na curva de juros, não vê riscos relevantes de queda para a NII de mercado, que vinha sendo um ponto de preocupação para os investidores. Por fim, a alíquota de imposto deve permanecer dentro da faixa indicativa de 16% a 21%.
Frasle (FRAS3)
A expectativa para a Frasle é de um 2T26 forte, segundo o Santander, com a rentabilidade mostrando melhora relevante na comparação trimestral, impulsionada pela normalização dos efeitos temporais de custos relacionados ao câmbio e por uma alavancagem operacional mais forte.
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Embora a base de custos parcialmente dolarizada da companhia (COGS) tenha pressionado as margens no 1T26, o real mais apreciado no 2T26 deve ser gradualmente refletido no custo dos produtos vendidos à medida que os estoques forem renovados. Combinado a volumes mais altos, isso deve sustentar uma rentabilidade sólida.
Gerdau (GGBR4)
No Brasil, o banco espera que os volumes da Gerdau avancem 7% na comparação trimestral, para 1,419 milhão de toneladas (+5% na anual), sustentados por uma demanda melhor, enquanto acreditamos que os preços realizados subam 4,5% frente ao trimestre anterior, diante dos reajustes recentes.
“Avaliamos que os custos devem pressionar os resultados do trimestre, devido ao carvão mais caro e aos preços mais altos do minério de ferro. Projetamos Ebitda [lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações] de R$ 677 milhões (+17% na base trimestral, -23% ano a ano), com margem de 9,4% para o segmento Brasil”, aponta.
Já na América do Norte, espera mais um trimestre forte, com Ebitda de R$ 2,565 bilhões e margem de 26%, apoiados por aumentos de preços de 5%, leve crescimento de volumes de 1% ante o 1T26 e inflação de custos moderada, embora paradas para manutenção e fretes mais altos devam limitar uma expansão adicional de margens. Na América do Sul, espera volumes e preços amplamente estáveis, com leve redução de custos mantendo as margens praticamente estáveis na comparação trimestral. A expectativa é de Ebitda consolidado de R$ 3,365 bilhões no 2T26, com margem de 18%.
Multiplan (MULT3)
O Santander espera mais um trimestre forte para a Multiplan, impulsionado por créditos tributários não recorrentes. A projeção é de receita líquida de R$ 845,2 milhões (+23,7% anualmente), refletindo: o repasse do IGP-DI; a contribuição da expansão do MorumbiShopping, Parque Shopping Maceió e da participação adicional de 7,5% no BarraShopping; o reconhecimento de R$ 253 milhões em créditos tributários não recorrentes de PIS/COFINS.
Com isso, a projeção é de AFFO (Fundo ajustado das operações) de R$ 472,4 milhões (+61,5% anualmente). Ainda assim, excluindo o impacto positivo desse reconhecimento de créditos, estima AFFO de R$ 276 milhões, queda de 5,6% anualmente, refletindo uma base de comparação mais difícil devido à reversão de despesas de períodos anteriores reconhecida no 2T25, além de resultados financeiros mais fracos.
Nubank (BDR: ROXO34)
O Santander projeta, para o Nubank, lucro líquido de US$ 960 milhões no 2T26, alta de 10% na comparação trimestral e de 51% na comparação anual, ligeiramente acima do consenso, com ROAE de 29%. Na visão do banco, a expansão dos lucros deve ser impulsionada principalmente por uma recuperação do NIM ajustado ao risco, que deve subir 50 pontos-base frente ao trimestre anterior, apoiado por um crescimento da receita superior ao custo de risco.
Por outro lado, o Santander espera uma aceleração no crescimento das despesas, o que deve levar a uma piora de 100 pontos-base no índice de eficiência na comparação trimestral. Além disso, as projeções não consideram eventuais efeitos do programa Desenrola 2.0, implementado ao longo do 2T26, que pode trazer suporte adicional ao resultado final.
Petrobras (PETR4) e PRIO (PRIO3)
Para Petrobras e PRIO, o Santander espera resultados fortes no 2T26, beneficiados pela alta sustentada dos preços do petróleo e por uma execução operacional robusta, fatores que devem mais do que compensar o impacto negativo do imposto de 12% sobre as exportações de petróleo.
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No caso da PRIO, os resultados também devem refletir a contribuição de Wahoo e custos de extração mais baixos. Já para a Petrobras, a expectativa é de um segmento de exploração e produção (E&P) forte, enquanto a área de refino deve permanecer resiliente, apoiada por subsídios do governo aos combustíveis.
Smart Fit (SMFT3)
A expectativa do Santander para a Smart Fit é de um trimestre sólido no 2T26, com crescimento de 22% na receita na comparação anual e alta de 12% no lucro líquido.
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Embora o banco reconheça que a entrada de novos alunos no Brasil e no México deve continuar desafiadora, a avaliação é que o ritmo de crescimento do Totalpass deve seguir forte, sustentando o desempenho operacional da companhia.
TIM (TIMS3)
O Santander projeta, para a TIM, receita líquida consolidada de R$ 7,0 bilhões no 2T26, o que representa crescimento de 6% na comparação anual. Embora a expectativa seja de uma desaceleração natural no crescimento da receita de serviços móveis (MSR) frente ao 1T, em razão dos reajustes de preços terem sido feitos em fevereiro, o banco ainda vê uma expansão saudável de 4,9% na base anual, ajudada pelo forte crescimento no segmento B2B, que deve continuar contribuindo nos próximos trimestres.
A receita de serviços fixos também deve manter um ritmo forte de expansão, com alta de 25% na comparação anual, impulsionada pela aquisição recente da V8.Tech. Em termos de rentabilidade, o Santander estima que a TIM reporte EBITDA de R$ 3,6 bilhões, alta de 7,2% na comparação anual, com margem de 51,4%, avanço de 60 pontos-base em relação ao mesmo período do ano anterior. O banco também espera alguma normalização na linha de custos de “rede e interconexão”, apoiada por menores despesas com roaming e pela incorporação recente da I-Systems.
Usiminas (USIM5)
Para a Usiminas, o Santander espera que a divisão de aço reporte volumes estáveis na comparação trimestral, à medida que a companhia segue priorizando valor em vez de volume, com um mix doméstico melhor. A expectativa é de que os preços médios realizados avancem 3,5% frente ao trimestre anterior, sustentados por aumentos nos canais de distribuição e industrial, parcialmente compensados por descontos concedidos ao setor automotivo no início das negociações do ano.
Do lado dos custos, o banco projeta alta de 3% na comparação trimestral, pressionada por placas compradas. Com isso, a expectativa é de EBITDA de aço de R$ 641 milhões, com margem de 12%.
Na divisão de minério de ferro, o Santander projeta recuperação de volumes de 6% frente ao trimestre anterior, para 2,07 milhões de toneladas, ainda com queda de 16% na comparação anual. Custos mais altos com frete e combustíveis, porém, devem compensar preços realizados mais elevados. Como resultado, o banco estima EBITDA de minério de ferro de R$ 60 milhões, com margem de 7%. No consolidado, a projeção é de Ebitda de R$ 714 milhões, com margem de 12%.
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Copel (CPLE3)
Já a Copel, na visão do HSBC, a elétrica é uma das maiores beneficiárias da alta dos preços da energia no país e da perspectiva de queda dos custos financeiros.
A expectativa no segundo trimestre é de Ebitda de R$ 1,63 bilhão, alta de 3% na comparação anual, impulsionado pelos preços mais altos na região Sul, além da disciplina na alocação de capital e da venda de ativos. Revisão tarifária realizada em junho e novos contratos de receita baseados em capacidade também estão no radar.
RD Saúde (RADL3)
O HSBC tem uma visão positiva para RD Saúde, apontando o caráter defensivo do setor farmacêutico, impulsionado pelo envelhecimento da população, maior gasto com saúde e demanda resiliente por medicamentos. Espera-se crescimento de 18,5% da receita no segundo trimestre, ainda que em ritmo mais moderado do que no início de 2026, com base de comparação mais forte e reajustes menores de preços dos medicamentos em 2026.
Vivo (VIVT3)
Para o HSBC, o mercado exagerou os temores em relação a maior concorrência no segmento móvel para a Vivo, ou Telefônica Brasil. Reajustes de preços, expansão da fibra óptica e dos serviços para empresas (B2B), redução de custos decorrente da mudança do regime de concessão para autorização, devem sustentar o crescimento.
Destaques negativos
Aura Minerals (AURA33)
O Santander espera que os resultados da Aura Minerals no 2T26 mostrem queda de 5% na produção de ouro na comparação trimestral, para 78 mil GEO, ainda com avanço de 21% na comparação anual. Segundo o banco, o desempenho deve refletir o atual plano de sequenciamento das minas e a parada de MSG.
A menor base de produção, somada à inflação de custos decorrente do conflito no Oriente Médio, deve levar os custos unitários a patamares mais elevados, chegando a US$ 1.506 por GEO, alta de 2% frente ao trimestre anterior e de 31% na base anual. Com isso, o Santander projeta EBITDA consolidado de US$ 203 milhões, queda de 17% na comparação trimestral, mas alta de 91% na anual, com margem de 60%.
Banco do Brasil (BBAS3)
Para o Banco do Brasil, o Santander espera apenas uma melhora modesta na comparação trimestral, em linha com o consenso, com as provisões ainda sendo a principal pressão sobre os lucros.
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Na avaliação do banco, o segmento do agro segue como principal fator de oscilação, uma vez que os pagamentos vieram abaixo do esperado e a pontualidade permanece em torno de 70%. Além disso, a incerteza regulatória deve limitar o impacto sobre os resultados do 2T26, deslocando o foco para julho.
Grupo Mateus (GMAT3)
A expectativa do Santander para o Grupo Mateus é de mais um trimestre sem brilho, com SSS (vendas mesmas lojas) em queda de 7,5% na comparação anual, em meio a um ambiente de consumo desafiador.
Além disso, o banco projeta compressão de 112 pontos-base na margem EBITDA em relação ao mesmo período do ano anterior, reforçando a leitura de um trimestre mais fraco para a companhia.
Inter (INBR32)
Para o Inter, o Santander projeta lucro líquido de R$ 411 milhões no 2T26, excluindo minoritários, alta de 30% na comparação anual e de 4% frente ao trimestre anterior, praticamente em linha com o consenso, com ROAE de 16%.
Embora o banco espere mais um trimestre de crescimento sólido da carteira de crédito, a avaliação é de que os benefícios para as receitas de crédito podem ser parcialmente compensados por um custo de risco mais elevado. Com isso, o NIM ajustado ao risco deve permanecer relativamente estável, ainda que o NIM pré-provisões mostre expansão na comparação trimestral. Ao mesmo tempo, o Santander projeta leve queda no índice de eficiência, para 43%.
JBS (JBSS32)
O Santander espera que a JBS apresente resultados mais fracos na comparação anual, pressionados principalmente por dois fatores. O primeiro é o aumento de custos na divisão de carne bovina nos Estados Unidos. O segundo é uma recuperação mais lenta do que o esperado dos preços nos EUA em PPC (Pilgrim’s Pride).
Na visão do banco, esses elementos devem pesar sobre o desempenho da companhia no trimestre.
Marcopolo (POMO4)
A expectativa do Santander é que os resultados da Marcopolo no 2T26 venham abaixo do consenso, refletindo uma combinação de mix desfavorável, menor rentabilidade nas exportações, inflação de custos e um hiato temporário nas entregas de programas governamentais.
Segundo o banco, a mudança de ônibus rodoviários, de maior margem, para micro-ônibus, a conclusão das entregas ao Ministério da Saúde, a ausência de volumes relevantes do programa Caminho da Escola e um desempenho internacional mais fraco devem pressionar as margens da companhia.
Natura (NATU3)
Para a Natura, o Santander vê um trimestre pressionado por uma série de fatores que afetam a receita no Brasil, incluindo atualizações de sistemas e mudanças nas políticas de canais, entre outros elementos.
Diante desse cenário, o banco espera queda de cerca de 10% na receita na comparação anual e compressão de aproximadamente 5 pontos percentuais na margem Ebitda.
Pague Menos (PGMN3)
O Santander projeta, para a Pague Menos, uma desaceleração trimestral do SSS, para 8,1% na comparação anual, após os 17% registrados no 1T26, em meio a bases de comparação mais difíceis.
Além disso, os ganhos de margem Ebitda também devem perder força, com avanço de 16 pontos-base na comparação anual, abaixo dos 80 pontos-base observados no primeiro trimestre de 2026.
Oportunidades se houver queda
Em diferentes análises, o Itaú BBA também apontou quais ações podem ser uma oportunidade após os resultados.
No caso da WEG (WEGE3), o BBA aponta que seria comprador se a ação chegar próximo à marca de R$ 40 se o resultado for mal recebido pelo mercado, o que e implicaria em um múltiplo de preço sobre lucro (P/L) de 25x (vezes) para 2027 e um lucro líquido já revisado de cerca de 4%, para R$ 6,6 bilhões em 2027.
Já para Localiza, o banco acredita que a ação já está sendo negociada a níveis atrativos em sua opinião, o que significa um P/L de 8,7 vezes para 2027, mesmo com um lucro líquido revisado de R$ 4,7 bilhões para 2027.
Uma liquidação nas ações da Marcopolo também poderia criar um ponto de entrada atrativo, já que a avaliação se tornaria cada vez mais convincente em relação à solidez do balanço patrimonial da empresa, ao perfil de geração de caixa e ao potencial de lucros a médio prazo.
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REFLEXÃO: Bill Mann, da Motley Fool Asset Management: Busque investir em conjunto com grandes gestores, depois, é só ser paciente.
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