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Depois de forte rali, preços do milho caem ao menor patamar de maio e soja desacelera

Preços cederam após relatório do Departamento de Agricultura dos EUA, que previu queda nas exportações dos EUA e do Brasil
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Notícias do mercado financeiro

Edição MarketMsg e invistaja.info

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COGN3 | DY: 0.0 | Pat.Liq: 13127600000.0 | EV/EBIT: -24.67 | EV/EBITDA: 50.98 | Cotacao: 3.87 | Mrg.Ebit: -0.114

BRASIL | invistaja.info — Os preços do milho na Bolsa de Chicago caíram ao menor patamar do mês, depois de terem alcançado o maior nível em oito anos. As perdas ocorreram nesta semana, após o relatório mensal de oferta e demanda mundial divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) na última quarta-feira (12).

O documento contrariou as expectativas do mercado, que esperava um aumento na estimativa de exportação dos Estados Unidos, após a entidade ter reduzido a projeção para a produção e exportação de milho do Brasil.

No relatório da última quarta-feira, o USDA reduziu em 7 milhões de toneladas sua projeção para a safra brasileira de milho do ciclo 2020/21, para 102 milhões de toneladas.

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Ao mesmo tempo, as exportações do Brasil foram revisadas em 4 milhões de toneladas, recuando para 35 milhões de toneladas. Nesse contexto, o mercado esperava que o volume que deixará de ser vendido pelo Brasil fosse transferido para os Estados Unidos. Contudo, o USDA reduziu a estimativa de vendas externas americanas em 8,2 milhões de toneladas para 62,2 milhões de toneladas

Como resultado, o contrato do milho para julho negociado na Bolsa de Chicago fechou o último pregão da semana em US$ 6,448 por bushel (US$ 15,23 por saca), com uma queda diária de 4,4% e um recuo semanal de 11,8%. Mesmo no menor patamar do mês de maio, as cotações do cereal ainda acumulam ganhos de 13,5% em 30 dias.

Soja

Depois da ressaca gerada pelo relatório do USDA, os preços da soja terminaram o pregão desta sexta-feira (14) em alta. O contrato para julho fechou o dia em US$ 15,910 por bushel (US$ 35,08 por saca), com ganhos de 0,4%. Na semana, as cotações de soja ficaram praticamente estáveis, acumulando um modesto ganho de 0,1%.

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Após a divulgação das previsões do USDA, as cotações da soja iniciaram um movimento de realização de lucros, depois de terem alcançado os maiores patamares desde 2012 nas últimas semanas.

Além da melhora nas condições climáticas que tendem a garantir o avanço do plantio nos Estados Unidos e o desenvolvimento das lavouras de uma forma tranquila, pelo menos pelos próximos dez dias, os preços da soja também foram influenciados pelo bloqueio do fluxo de cargas no Rio Mississipi após a queda de uma ponte. O tráfego, contudo, já foi restabelecido e a liberação ajudou na recuperação do mercado nesta sexta-feira.

Entre perdas e ganhos, o mercado reavalia agora os dados de estoques americanos de soja acima do esperado. O USDA manteve a previsão de estoque final da safra 2020/21 em 3,27 milhões de toneladas, quando a expectativa dos operadores era que o volume fosse reduzido para 3,21 milhões. Já para a safra 2021/22, que está sendo plantada neste momento, os estoques finais foram estimados em 3,81 milhões de toneladas, também acima das 3,59 milhões de toneladas estimadas pelo mercado.

No Brasil, apesar da queda de quase 2% no pregão dessa sexta-feira, os preços do milho para julho na B3 acumulam ganhos semanais superiores a 2%. Essa alta é explicada pela retração na oferta por conta da resistência dos produtores em elevar a disponibilidade. Devido à seca que atinge o Brasil, ainda há incertezas sobre a capacidade de se manter os compromissos já assumidos.

A Datagro informou que a comercialização da primeira safra de milho já chega a 57,1%. O volume representa um avanço sobre os 44,2% registrados em abril, mas é um volume menor aos 66,4% negociados no mesmo período do ano passado. No caso da segunda safra, que ainda será colhida, a venda antecipada está em 51,1%, abaixo dos 55,8% registrados em maio do ano passado.

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REFLEXÃO: Rich Greifner, da Motley Fool: Pense a longo prazo, seja paciente e busque por retornos assimétricos.

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