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Dólar hoje sobe mais de 1% com aversão ao risco após divisão na decisão do Copom

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Edição invistaja.info e MarketMsg

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O dólar fechou com forte alta nesta quinta-feira (9), depois que uma decisão dividida pela desaceleração do ritmo de corte da Selic na véspera levantou preocupações sobre mudanças no perfil do colegiado, com o Comitê de Política Monetária (Copom) também destacando em seu comunicado cenários internacional e doméstico muito incertos.

Na noite da última quarta-feira, o Copom decidiu por 5 votos a 4 cortar a taxa básica Selic em 25 pontos-base, para 10,50% ao ano.

+Copom reduz ritmo e corta a Selic em 0,25 p.p., para 10,50%, em decisão dividida

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Qual a cotação do dólar hoje?

O dólar à vista subiu 1,01%, a R$ 5,142 na compra e na venda. Às 17h36 (horário de Brasília), o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento avançava 1,09%, equivalente a 5.151 pontos.

O Banco Central fez neste pregão leilão de até 12 mil contratos de swap cambial tradicional para fins de rolagem do vencimento de 1° de julho de 2024.

Dólar comercial

Venda: R$ 5,142

Compra: R$ 5,142

Dólar turismo

Venda: R$ 5,361

hotWords: risco aversão após sobe hoje divisão

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Compra: R$ 5,181

Leia mais: Tipos de dólar: conheça os principais e qual importância da moeda

O que acontece com o dólar hoje?

A divisa americana subiu forte perante ao real, devido aos receios de maior “interferência política” por conta dos indicados do presidente Lula (PT) que defenderam o corte mais forte de 0,5 ponto na última reunião do Copom.

A diretoria-colegiada do Banco Central terá maioria indicada por Lula em 2025. Atualmente, a cúpula da autarquia é composta por quatro diretores indicados por Lula, enquanto cinco estão no posto desde a gestão de Bolsonaro. Os próximos mandatos a vencer, em dezembro deste ano, são de Roberto Campos Neto, Carolina Barros e Otávio Damaso.

Deste modo, a partir de janeiro os indicados por Lula serão finalmente maioria no colegiado, o que para parte do mercado significa que o BC poderá se tornar mais dovish (brando) no controle da inflação.

“O mercado está com medo de que, em 2025, o Brasil deixe de ter um Banco Central autônomo e passe a ter um BC mais sujeito à influência política”, resumiu Thiago Avallone, especialista em câmbio da Manchester Investimentos. “Obviamente, quando surgem notícias impactantes como a da decisão do Copom, ocorre um primeiro baque: todo mundo faz operações de proteção, ainda que depois haja uma correção”, acrescentou.

(Com Reuters)

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REFLEXÃO: Morgan Housel: Se preocupe somente quando você achar que tiver tudo resolvido.

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