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palavras-chave: Flávio diz aos EUA que tarifa sobre Brasil fortaleceria Lula: “Pior momento possível”; invistaja.info;
O senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) pediu em audiência nos EUA o cancelamento das sobretaxas de 25% sobre produtos brasileiros. Segundo ele, as novas sanções acabariam favorecendo politicamente o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e outras autoridades que o governo americano tenta punir.
Em nota, a assessoria do senador afirma que Flávio alertou integrantes do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) de que os dados de 2025 mostraram que as tarifas não produziram os resultados pretendidos por Donald Trump e, ao contrário, tiveram efeito oposto.
“Em vez disso, elas foram exploradas politicamente pelo atual governo brasileiro. Uma tarifa de 25% penaliza todo o povo brasileiro — exceto justamente as autoridades responsáveis por essas decisões”, disse.
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O senador também afirmou que este é o “pior momento possível” para a adoção da medida e defendeu seu adiamento. “Punir aqueles que arcaram com as consequências seria agir no pior momento possível. O Brasil realizará eleições presidenciais em outubro. Em apenas noventa dias, o cenário político mudará completamente. Ele [Lula] representa uma ameaça terrível, difícil de reverter”, declarou, em discurso em inglês.
Em outro trecho, Flávio saiu em defesa do Pix, alvo de questionamentos nos Estados Unidos por ser visto por setores americanos como um modelo de competição injusta com empresas do país.
“O PIX não é um problema a ser corrigido. É uma solução. Ele ampliou a inclusão financeira ao trazer milhões de brasileiros, especialmente os mais pobres, para a economia formal. Esse avanço também beneficiou diretamente empresas americanas, já que o volume de transações processadas por cartões de pagamento emitidos por bandeiras dos Estados Unidos continuou crescendo paralelamente à ampla adoção do PIX, uma vez que essas empresas prestam serviços que se complementam, e não competem com o sistema brasileiro de pagamentos instantâneos”, explicou Flávio.
“O Pix não é um problema a ser corrigido. É uma solução. Ele ampliou a inclusão financeira ao trazer milhões de brasileiros, especialmente os mais pobres, para a economia formal”, afirmou.
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Durante a audiência pública, Flávio também abordou o tema da corrupção e fez críticas mais duras ao presidente Lula. “A corrupção é um dos maiores problemas enfrentados pelo povo brasileiro. Não há consenso sobre tudo, mas a corrupção tem perpetradores identificáveis. A fraude envolvendo o INSS, na qual o próprio filho do presidente está entre os investigados”, disse, ao citar o caso como exemplo.
Resposta do governo
O governo brasileiro também acompanhou a audiência. O Itamaraty informou na segunda-feira que enviou uma observadora da Embaixada do Brasil em Washington para acompanhar os dois dias de sessões promovidos pelo USTR.
Além disso, o Ministério das Relações Exteriores enviou ao governo americano um documento assinado pelo chanceler Mauro Vieira, no qual argumenta que o USTR não comprovou que políticas brasileiras sejam discriminatórias ou criem barreiras ao comércio e às empresas e instituições financeiras dos Estados Unidos.
O governo federal também sustentou que as críticas ao Pix e às decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) não dizem respeito a questões comerciais, mas a divergências externas às políticas internas do Brasil.
Segundo o documento, esses temas não são negociáveis e não deveriam servir de base para sanções, já que seu uso para justificar tarifas ampliaria excessivamente o alcance da legislação americana sobre o país e geraria desequilíbrio na relação entre as duas nações.
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