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Gerald Blake Lee, ex-Azul e dono da Modern Logistics, prevê captar US$ 250 mi para comprar aviões e conectar produtores

Empresário de logística diz ver no avião um ativo eficiente de marketplace; companhia criada em 2015 alcança 3.000 municípios com uso de caminhões
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Edição MarketMsg e invistaja.info

palavras-chave: Gerald Blake Lee, ex-Azul e dono da Modern Logistics, prevê captar US$ 250 mi para comprar aviões e conectar produtores; invistaja.info;


CPLE3 | P/VP: 0.7 | EV/EBITDA: 4.18 | Div.Brut/Pat.: 0.49 | P/Cap.Giro: 6.87 | Pat.Liq: 21564100000.0 | DY: 0.25

Gerald Blake Lee surge, na entrevista virtual concedida ao (invistaja.info), de coque samurai, braços “fechados” por tatuagens, na companhia de muitos livros e de seu animal de estimação: o Mr. Butters, nome de seu gato.

Do escritório em São Paulo, metrópole que adotou como lar desde que ingressou na aviação comercial, o executivo diz não seguir o “dress code” do mundo corporativo.

Americano com ascendência chinesa, Lee já foi policial, advogado e, quando criança, vendia de um tudo nas ruas das cidades dos Estados Unidos por onde viveu.

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É um dos fundadores da Azul Linhas Aéreas, que também opera no mesmo segmento de sua atual empresa, a Modern Logistics, que faz transporte de cargas e logística integrada.

O executivo costuma dizer que a empresa, criada em 2015, não está focada apenas em transporte. “Temos aviões, mas não somos cargueiros. Temos aviões, mas não somos transportadores”, afirma, repetidas vezes.

Lee busca pavimentar uma ponte ainda complexa à realidade brasileira: a conexão entre quem produz e quem consome, com escala, menor tempo e qualidade. “É como você, estando no Sudeste, conseguir comer um açaí do Pará que foi colhido há poucas horas”, compara.

Para o executivo, o avião é o ativo estratégico no marketplace lançado recentemente pela companhia, que quer tirar de cena os atravessadores e remunerar com preço justo quem fornece a matéria-prima.

Nessa busca por uma logística mais eficiente, o empresário diz que vai precisar investir muito —as cifras atingem a casa dos milhões de dólares. O aporte necessário previsto pelo empresário para o próximo ciclo da empresa beira os US$ 250 milhões que, na cotação atual, passa fácil de R$ 1,2 bilhão.

O investimento será usado para dobrar a atual frota de aeronaves da empresa —de quatro para oito, sendo todas próprias.

Com mais aeronaves em operação, Lee diz que começará a dar conta das dimensões continentais do Brasil e passará a olhar para os demais mercados no futuro próximo.

Na nova frota, ao menos quatro aviões turboélices serão inseridos já nos primeiros meses de 2022. De menor porte, essas aeronaves conseguem aterrissar em qualquer pista dos pequenos aeroportos do país e gastam 30% de combustível de um jato, calcula o executivo.

“Para o Brasil, esse tipo de avião é fantástico na logística porque dá a chance de criar capilaridade a um custo bem mais baixo”, diz. “Também vamos comprar pelo menos dois boeings e até aviões maiores”.

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O executivo não revela quem são os investidores por trás da captação, mas diz pretender se associar a uma companhia com propósito especial de aquisição, ou SPAC. “Esse é o caminho mais rápido para o IPO”, diz ele, sobre a possibilidade de, também no futuro, abrir o capital da Modern Logistics.

“Foi o mesmo que eu fiz na Azul: abrimos o capital quando a janela estava propícia para isso”.

Operações na pandemia

Na fase mais aguda da pandemia de Covid-19, quando as aéreas focadas em transporte de passageiros viram suas operações reduzirem drasticamente, Lee afirma que seu ramo prosperou. “As pessoas deixaram de viajar, mas os produtos, não”, afirma.

Transportou de tudo: smartphones, motos, eletroeletrônicos e, com mais força, produtos farmacêuticos e equipamentos de saúde, estes últimos são reflexos da demanda gerada na crise sanitária que deve perdurar. E incrementou, neste ano, o número de colaboradores: já são 400, alta de 20% em relação a 2020.

Para chegar aos pontos mais distantes do país, Lee também conta com o uso de caminhões parceiros que buscam os itens nos aeroportos regionais e os levam para as cidades do interior. No momento, seis mil veículos pesados estão em operação, mas esse número flutua e pode chegar a 14 mil.

De janeiro a outubro, foram atendidos cerca de mil clientes. No mesmo período, a empresa diz ter feito a cobertura de 122 localidades (a partir de aeroportos). Com o uso de caminhões, a empresa afirma que essa cobertura salta para 3.000 municípios ou 68% do país.

Lee diz querer desmistificar um “modus operandi” de seu setor que, segundo ele, cria uma trava. “Os empresários acham que para voar tem que ser transportado itens de alto valor agregado.” “O que tem que ter alto valor agregado é o meu serviço. Veja: transporto produtos que custam poucos centavos por kg, mas que são fundamentais na agricultura, por exemplo”, afirma.

“Se for preciso fazer parcerias com outras companhias, eu farei. Caso eu estenda o meu nível de serviço, posso montar uma solução com outras empresas, como a Azul Cargo, por exemplo”, planeja.

Sobre 2022, ano das eleições presidenciais, Gerald Blake Lee vê um cenário de crise fiscal, social e de piora na pandemia. “A moeda vai continuar a passar por várias quedas, mas nosso negócio foi desenhado para ser útil em qualquer situação”, diz.

Olhando para o seu mundo, de asas e turbinas, o executivo vê um caminho para o país gerar mais renda e ampliar o emprego: “a solução é destravar a cadeia logística”.

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