Ibovespa Futuro cai com recuo das commodities após dados de importações da China; dólar sobe

Pré-market mostra desempenho negativo conforme investidores repercutem o dia de sell-off no petróleo e no minério de ferro
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Notícias do mercado financeiro

Edição invistaja.info e MarketMsg

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BRASIL | invistaja.info — O Ibovespa Futuro abre em queda nesta segunda-feira (9) em meio ao recuo dos preços das commodities, que reflete os números mais fracos de importações da China em julho. Por aqui, a semana é agitada no front político, com entrega prevista para hoje da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) dos precatórios e da Medida Provisória (MP) que aumenta o benefício do Bolsa Família.

Neste fim de semana, a Administração Geral Aduaneira da China divulgou que o país teve um crescimento de 19,3% nas suas exportações em julho, um pouco abaixo dos 20% esperados pelo mercado, e de 28,1% nas importações, número consideravelmente menor que os 31,7% previstos e desacelerando ante a expansão de 36,7% em junho.

Há preocupações com o avanço da variante delta do coronavírus e com as enchentes e condições climáticas extremas que impactaram fábricas e portos no mês passado. As compras de petróleo na China ficaram abaixo de 10 milhões de barris por dia pelo quarto mês seguido em julho e mostram queda de quase 6% no ano, motivo por que hoje o barril do petróleo tipo Brent – usado como referência pela Petrobras – cai 3,7% a US$ 68,10.

+Commodities da China sentem efeito de demanda fraca e inflação

Os contratos futuros do minério de ferro negociados na Bolsa de Dalian, por sua vez, despencaram 4,43%, e ficaram cotados a 852,5 iuanes, equivalente hoje a US$ 131,59 por tonelada. No caso dessas commodity, as medidas chinesas de proteção do meio ambiente levaram o país a registrar no mês passado sua primeira redução na produção diária de aço em comparação com o ano anterior.

Foi divulgado também o índice de inflação do consumidor relativo a julho na China, que teve alta de 1% em relação a um ano antes, frente ganho de 1,1% no mês anterior e abaixo da meta do governo de 3% em relação a um ano antes.

Ainda no exterior, no domingo, senadores americanos se reuniram para discutir a aprovação de uma lei que investirá US$ 1 trilhão em infraestrutura, uma prioridade política do presidente Joe Biden. Assim, o Senado deverá realizar a votação final do projeto na terça.

Às 9h11 (horário de Brasília), o contrato futuro do Ibovespa com vencimento em agosto de 2021 tinha queda de 0,57%, a 122.380 pontos.

Enquanto isso, o dólar comercial opera em alta de 0,27% a R$ 5,25 na compra e a R$ 5,25 na venda. Já o dólar futuro com vencimento em setembro registra alta de 0,3% a R$ 5,263.

No mercado de juros futuros, o DI para janeiro de 2022 sobe dois pontos-base a 6,50%, DI para janeiro de 2023 tem alta de três pontos-base a 8,20%, DI para janeiro de 2025 avança seis pontos-base a 9,10% e DI para janeiro de 2027 registra variação positiva de cinco pontos-base a 9,43%.

Voltando ao cenário político doméstico, as medidas almejadas por Bolsonaro para 2022 compiladas pela Folha, caso aprovadas, teriam um custo total de R$ 67 bilhões – desoneração do diesel (R$ 26 bilhões), ampliação do Bolsa Família (R$ 25 bilhões), reforma tributária (R$ 7,7 bilhões), aumento de salários ao funcionalismo (R$ 5 bilhões), vale-gás (R$ 3 bilhões) e programas de emprego (R$ 300 milhões).

Também no radar, o relator do projeto de reforma do Imposto de Renda, Celso Sabino (PSDB-PA), acredita na votação da proposta já nesta terça-feira.

Relatório Focus

Os economistas do mercado financeiro elevaram mais uma vez suas projeções para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), segundo o Relatório Focus do Banco Central. De 6,79% na semana passada, agora a mediana das projeções para o indicador oficial de inflação é de 6,88% para o ano de 2021.

Já para 2022, as expectativas foram elevadas de 3,81% para 3,84%.

Em relação ao Produto Interno Bruto (PIB), as estimativas se mantiveram em crescimento de 5,3% para 2021, mas foram reduzidas de 2,10% para 2,05% em 2022.

Sobre o câmbio, a previsão mediana é de que o dólar encerre o ano cotado a R$ 5,10, mesmo número esperado na semana passada. Para 2022, também se mantiveram as estimativas de dólar a R$ 5,20.

Por fim, para a taxa básica de juros, Selic, as projeções foram elevadas de 7,00% ao ano ao fim de 2021 para 7,25% ao ano no final do mesmo período. A revisão reflete o tom menos tolerante com inflação adotado pelo Copom na última decisão de juros. Em 2022 os economistas também esperam Selic a 7,25% ao longo de todo o ano.

Covid no Brasil

No domingo (8), a média móvel de mortes por Covid em 7 dias no Brasil ficou em 941, queda de 15% em comparação com o patamar de 14 dias antes. Em apenas um dia, foram registradas 388 mortes. As informações são do consórcio de veículos de imprensa que sistematiza dados sobre Covid coletados por secretarias de Saúde no Brasil, que divulgou, às 20h, o avanço da pandemia em 24 h.

A média móvel de novos casos em sete dias foi de 35.529, o que representa queda de 28% em relação ao patamar de 14 dias antes. Em apenas um dia foram registrados 13.691 casos.

Chegou a 107.100.798 o número de pessoas que receberam a primeira dose da vacina contra a Covid no Brasil, o equivalente a 50,58% da população. A segunda dose ou a vacina de dose única foi aplicada em 45.513.921 pessoas, ou 21,49% da população.

Na sexta o ministro da Saúde Marcelo Queiroga e o secretário de Saúde de São Paulo, Jean Gorinchteyn, disseram que as áreas técnicas do ministério e da secretária analisarão se São Paulo retirou doses a mais da CoronaVac, envasada pelo Instituto Butantan, vinculado ao governo do Estado. Em caso positivo, discutirão juntos como será feita a compensação.

Na quarta, autoridades de saúde paulistas haviam afirmado que o Estado recebeu somente metade das doses previstas da vacina da Pfizer contra Covid-19 e cobraram o envio imediato do montante que estaria faltando.

No mesmo dia, o ministério afirmou que foi feita uma compensação, pois São Paulo teria retirado mais doses da CoronaVac do que o previsto em remessas passadas, o que foi negado pelo governo paulista.

Na sexta, a A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) entregou hoje mais 1 milhão de doses da vacina AstraZeneca ao Ministério da Saúde para reforçar o Programa Nacional de Imunizações (PNI), sendo dividida por todas as unidades da federação.E no domingo chegou ao Brasil um lote de 1 milhão de doses de vacinas contra covid-19 da Pfizer.

Radar Político

Ainda em destaque, segundo reportagem de capa publicada nesta segunda no jornal O Estado de S. Paulo, a Controladoria-Geral da União (CGU) identificou “risco extremo de sobrepreço” convênios do Ministério do Desenvolvimento Regional (M-DR) para a compra de tratores e equipamentos secretos.

Os recursos partem do chamado “orçamento secreto”, revelado pelo jornal paulista. Em troca de apoio no Congresso, um grupo de deputados e senadores passou a definir a distribuição de ao menos R$ 3 bilhões sem que o valor passasse por órgãos de controle. Uma parte do dinheiro foi usada para a compra de máquinas pesadas a preços indicados pelos políticos que ficam acima da tabela de referência do ministério, em uma operação que ficou conhecida como “tratoraço”.

Segundo o Estadão, na época em que a reportagem foi publicada, o ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho, questionou o risco de sobrepreço, e pediu a auditoria da CGU, que apontou que, em 115 convênios celebrados “o risco de sobrepreço foi considerado alto (valores entre 10% e 25% acima dos praticados no mercado) ou extremo (acima de 25%)”.

Além disso, segundo duas fontes ouvidas pela agência internacional de notícias Reuters, a equipe do ministro da Economia, Paulo Guedes, desaprova a ideia de excluir precatórios do teto de gastos. Líderes parlamentares vêm avaliando a medida como solução para a pressão que essas despesas exercem hoje sobre o Orçamento.

Precatórios são requisições de pagamento expedidas pela Justiça em favor de pessoas jurídicas e físicas após derrotas definitivas sofridas pelo governo em processos judiciais. Dentro do ministério, prevalece a ideia de que a melhor saída para equacionar a questão seria dar à União aval para parcelar os precatórios.

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Com o parcelamento haveria abertura de espaço de R$ 30 bilhões no Orçamento. Com a retirada dos precatórios do teto de gastos, seriam abertos R$ 50 bilhões no Orçamento.

De acordo com uma das fontes, a retirada do teto eliminaria qualquer incentivo para a gestão dessa despesa, que tem crescido vertiginosamente e está estimada em cerca de R$ 90 bilhões para 2022, contra R$ 55 bilhões em 2021. A título de comparação, o orçamento do Bolsa Família para este ano se aproxima de R$ 35 bilhões.

Como os precatórios são gastos obrigatórios, sua expansão acelerada acaba comendo espaço, sob a regra do teto de gastos, para outras despesas do governo, incluindo o almejado aumento do Bolsa Família, que tem sido prometido em bases quase diárias pelo presidente Jair Bolsonaro.

“Fazer exceção ao teto é ruim. Começa com isso e termina com o quê?”, disse a fonte, em referência à regra que é considerada atualmente a única âncora fiscal do país.

A definição do caminho para diminuir a conta de precatórios em 2022 está hoje no centro de um impasse ligado à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) dos Precatórios, que já tinha sido finalizada no meio desta semana pelo Ministério da Economia.

Havia a expectativa de que o texto, que propõe o parcelamento dessas despesas, fosse rapidamente enviado ao Congresso, mas a tramitação acabou sendo empacada por objeções aos pilares da proposta.

O governo tem interesse em liberar espaço no Orçamento para impulsionar a popularidade do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) em ano eleitoral. Segundo o jornal Folha de S. Paulo, entre as medidas estudadas estão isenção para o diesel (R$ 26 bilhões), reajuste salarial para servidores (R$ 5 bilhões) e reforma tributária, que retira R$ 7,7 bilhões de estados e municípios. No total, o pacote soma R$ 67 bilhões, pressionando o Ministério da Economia, afirma o jornal.

Além disso, na sexta o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), afirmou em entrevista à GloboNews que nem o presidente Jair Bolsonaro nem qualquer cidadão pode fazer ataques ao Supremo Tribunal Federal (STF). Ao mesmo tempo, defendeu a manutenção do diálogo entre os Poderes para solucionar o que chamou de uma crise “perene” que, disse, está se abatendo sobre o Brasil há algum tempo.

Pacheco também considerou graves as ameaças feitas na semana passada por Bolsonaro de que poderia jogar fora das quatro linhas da Constituição.

“Evidentemente que nem o presidente da República nem qualquer cidadão pode agredir a Suprema Corte do país. Pode questionar, pode criticar, pode apontar equívocos, mas agressões e ironias não cabem em uma relação que pretende ser institucional, republicana e respeitosa”, afirmou Pacheco à emissora.

Ao mesmo tempo, o presidente do Senado, que também é presidente do Congresso Nacional, disse esperar que, em algum momento, seja realizada uma reunião entre os chefes de Poderes.

Pacheco manifestou confiança no sistema eletrônico de votação, que vem sendo duramente atacado e questionado sem provas pelo presidente Jair Bolsonaro, e disse que a maioria dos senadores é favorável à manutenção do sistema proporcional para escolha de deputados e vereadores.

“Afirmo, em nome do Senado Federal, a minha mais absoluta confiança no sistema eleitoral brasileiro, sobre o qual há questionamentos e críticas, mas não há nenhum fundamento concreto de nenhuma vulnerabilidade ou de alguma prática de fraude, de modo que nós não podemos, com base num discurso ou com base numa teoria, modificar um sistema que até poucos anos atrás era motivo de orgulho para os brasileiros”, disse.

“O Congresso Nacional vai se pronunciar, e começou ontem com uma comissão da Câmara dos Deputados dizendo que não se deve alterar o sistema eleitoral eletrônico no Brasil“, acrescentou ele, afirmando ainda que espera que a discussão sobre o voto impresso esteja em breve exaurida.

“Eu sinto que a vontade da maioria do Congresso Nacional neste momento é a preservação do sistema eletrônico de votação.”

É esperado que o presidente Jair Bolsonaro entregue pessoalmente nesta segunda-feira a Medida Provisória do Auxílio do Brasil e a PEC dos Precatórios ao Congresso Nacional . As medidas almejadas por Bolsonaro para 2022 compiladas pela Folha, caso aprovadas, teriam um custo total de R$ 67 bilhões – desoneração do diesel (R$ 26 bilhões), ampliação do Bolsa Família (R$ 25 bilhões), reforma tributária (R$ 7,7 bilhões), aumento de salários ao funcionalismo (R$ 5 bilhões), vale-gás (R$ 3 bilhões) e programas de emprego (R$ 300 milhões). Já o relator do projeto de reforma do IR, Celso Sabino, acredita na votação da proposta já nesta terça-feira.

Radar corporativo

A quitação de passivos ambientais pela Petrobras é uma das alternativas avaliadas para o governo federal obter recursos que financiem o chamado vale-gás, programa que beneficiaria famílias carentes atingidas pela disparada do preço do produto, disseram duas fontes próximas nas negociações. Um fundo abastecido com pagamentos das multas ambientais da estatal bancaria o auxílio social que vem sendo anunciado pelo presidente Jair Bolsonaro.

O Palácio do Planalto encomendou estudos para minimizar o custo do gás de cozinha, item básico da população, após o valor do produto da Petrobras às distribuidoras subir cerca de R$ 1 por quilo no acumulado do ano, para R$ 3,60 por quilo. Em 2021, o produto subiu 37,5% e 40% em praças como Paulínia (SP) e Duque de Caxias (RJ), segundo dados da Petrobras, que aprovou seis altas consecutivas neste ano, na esteira da recuperação dos preços do petróleo.

A Eletrobras informou na sexta-feira que a usina hidrelétrica Curuá-Una, cuja concessão pertence à controlada Eletronorte, está incluída no escopo do processo de privatização da companhia e deverá ser objeto de uma nova outorga de geração de eletricidade. Com isso, de acordo com comunicado publicado pela estatal, haverá inclusão, no cálculo do processo, do valor adicionado a ser pago pela Eletrobras pelas novas concessões.

O Carrefour Brasil informou na sexta-feira que seu conselho de administração elegeu Marco Aparecido de Oliveira como presidente da unidade Atacadão. Oliveira já dividia a liderança da divisão nos últimos dois anos com Roberto Müssnich, que seguirá no grupo até o fim deste ano.

A Notre Dame Intermédica informou na sexta-feira que recebeu homologação para prestar serviços de assistência dental a servidores públicos de Belo Horizonte, valendo a partir de 1º de dezembro. Segundo a empresa, cerca de 20 mil servidores da capital mineira optaram por contratar plano de saúde através da modalidade de adesão.

A BRF anunciou nesta sexta-feira investimentos de R$ 171 milhões na operação do Rio Grande do Sul, enquanto os produtores integrados da empresa no Estado também devem alocar um total de R$ 181 milhões em suas estruturas para aumentar a capacidade de alojamento e modernizar as instalações. Segundo comunicado, o aporte da BRF será direcionado para a modernização e ampliação das unidades produtivas em Marau, Serafina Corrêa e em Lajeado, além de uma nova fábrica de rações em Gaurama.

​​A Gerdau anunciou na sexta-feira que vai investir R$ 6 bilhões em Minas Gerais nos próximos cinco anos em aumento de capacidade produtiva de laminados e em outras iniciativas que incluem energia. Executivos da empresa já tinham informado na quarta-feira que a companhia vai instalar um novo laminador de bobinas a quente na usina de Ouro Branco, com capacidade para mil toneladas por ano, além de uma nova máquina de perfis estruturais com capacidade para 500 mil toneladas.

Já a indústria de alimentos M.Dias Branco registrou lucro líquido de R$ 142,3 milhões no segundo trimestre de 2021, o que representa uma retração de 6,6% ante o reportado no mesmo período do ano passado, segundo informações divulgadas pela empresa na sexta.

Depois do fechamento, atenção para os resultados de Blau, BR Partners, Direcional, Iguatemi, Minerva, Mobly, Even, Fras-le, Itaúsa, Melnick, Mitre e São Martinho.

O Conselho de Administração da Unidas aprovou a realização da 21ª emissão de debêntures simples, não conversíveis em ações, no valor de R$ 1,1 bilhão. As debêntures serão em série única, da espécie quirografária, com adicional e prazo de 10 anos. Há possibilidade de a quantidade de 1,1 milhão de debêntures serem elevadas em 20%.

A sessão também marca a estreia das ações da Viveo. A distribuidora de produtos médicos precificou na quinta-feira sua oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) a R$ 19,92 por papel. As ações começam a ser negociadas com o código ‘VVEO3’.

(com Reuters e Estadão Conteúdo)

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