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Edição invistaja.info e MarketMsg
palavras-chave: “Impopularidade foi trunfo para governar e tomar decisões difíceis”, avalia Temer; invistaja.info;
O ex-presidente Michel Temer avaliou que a impopularidade atribuída ao seu governo foi “extremamente útil para o Brasil” durante o seu mandato, entre os anos de 2016 e 2018. A declaração ocorreu durante coletiva de imprensa nesta sexta-feira (26), após a exibição em cabine do documentário “964 dias”, que retrata sua trajetória política e tem previsão de lançamento para setembro deste ano.
Ao ser questionado sobre a crise política sofrida no governo após a denúncia feita pelo então procurador-geral da República, Rodrigo Janot, sobre o suposto envolvimento em uma organização criminosa com outros parlamentares e a repercussão nas ruas, que levou parte da população a também pedir seu impeachment após o processo sofrido pela ex-presidente Dilma Rousseff, Temer ponderou que a baixa popularidade foi um dos fatores que marcaram as decisões tomadas pela sua gestão.
“Quando se fala em odiado, quer dizer impopular, né? [Eu fui] extremamente impopular, o que foi extremamente útil para o Brasil. Se eu estivesse preocupado com a popularidade, eu não teria levado adiante a reforma trabalhista, não teria estabelecido um teto de gastos. Eu não teria recuperado as estatais ou diminuído os juros”, destacou aos jornalistas presentes. “Eu fui um presidente muito impopular, mas confesso a vocês, a partir do documentário do Bruno [Barreto], vou ser um ex-presidente popularista“, brincou.
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Questionado pelo (invistaja.info) sobre como a busca pela popularidade em meio ao ano eleitoral e às pesquisas de rejeição e aprovação podem moldar o comportamento político em ano eleitoral, Temer se limitou a destacar que “o problema do Brasil são medidas populistas, que aumentam a dívida pública e encarecem o preço do país”, e que é preciso entender que medidas “populares” após o resultado trazido são lidas pelo eleitorado como impopulares durante o processo de implementação.
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Sobre o documentário, Temer afirmou que não aceitou participar da produção com o intuito de que a peça servisse como uma retratação histórica sobre o seu governo, mas avalia que o longa-metragem pode servir como uma “recuperação dos fatos”.
“Acho que ele não teve esse objetivo. Até porque, vocês viram quantos ‘Fora Temer” tinha lá, né? Mas, acho que o resultado final, quando você conta a verdade, e é o que o documentário faz, vai retratar os fatos, do princípio até o fim. E confesso que, a esta altura, muita gente já reconhece que nós fizemos um bom governo. Nós conduzimos bem este país, não tenho dúvidas”, reforçou.
Questionado se pretende retornar à vida política, o ex-presidente foi categórico ao afirmar que não tem pretensões de disputar um novo cargo público em eleições futuras. “Não tenho. Só tenho pretensões de que o Brasil melhore de condição. Se nós pudermos colaborar com a nossa experiência do passado, para que o Brasil saia desta angústia, muito radicalizada, e que as pessoas aprendam a discutir projetos e não pessoas, acho que teremos feito um bom trabalho, e eu me disponho a isso e nada mais que isso”, frisou.
Ainda durante a entrevista, Temer afirmou ser a favor da polarização, que precisa ser refletida na pluralidade de ideias e projetos, mas destacou que o momento vivido pelo Brasil se trata de uma “radicalização” das posições políticas.
palavras-chave: “Impopularidade foi trunfo para governar e tomar decisões difíceis”, avalia Temer; invistaja.info;
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