Carregando cotações…

Irã segue EUA e suspende ataques enquanto negocia com Omã novas regras para Ormuz

Conteúdo atualizado recentemente — áudio ou mídia podem ainda estar sendo processados.

Notícias de investidor para investidor

Edição invistaja.info e MarketMsg

palavras-chave: Irã segue EUA e suspende ataques enquanto negocia com Omã novas regras para Ormuz; invistaja.info;


(invistaja.info) — Os EUA interromperam pela segunda noite seguida uma sequência de quase duas semanas de ataques contra o Irã, enquanto a República Islâmica sinalizou que se absteria de qualquer retaliação e mantinha conversas com Omã sobre o Estreito de Ormuz.

Após atacar o Irã por 13 dias, os EUA aparentemente se contiveram desde o final de sexta-feira, sem qualquer explicação ou anúncio, levantando questões sobre o próximo movimento do presidente Donald Trump. O exército do Irã disse neste domingo (26) que Teerã havia interrompido suas respostas como resultado disso.

“Os EUA podem ter elaborado outros cenários para os próximos dias, mas a situação atual não é o que eles desejam”, disse o porta-voz iraniano Mohammad Akraminia à TV estatal. “Se os americanos insistirem em continuar a guerra e os ataques aéreos, a geografia da guerra se expandirá.”

A trégua ocorreu enquanto uma reunião de fim de semana entre autoridades iranianas e omanitas indicava uma nova tentativa de resolver a questão crucial da navegação ao redor de Ormuz, um gargalo global que tem estado no centro do conflito que os EUA e Israel iniciaram no final de fevereiro.

Perguntado no programa Meet the Press da NBC neste domingo se Trump havia decidido não escalar o conflito, o embaixador dos EUA nas Nações Unidas, Mike Waltz, disse que “não iria tão longe”.

“O presidente está mantendo todas as opções na mesa”, disse Waltz. “O que o presidente está fazendo agora, como vimos o tempo todo, é dar espaço às negociações.”

O embaixador descreveu as negociações como “contínuas, acontecendo em todos os níveis”, desde discussões sobre questões técnicas até “o mais alto nível” da liderança iraniana e norte-americana. Ele não deu detalhes.

Tensão no Mar Vermelho

Com o tráfego na crucial via navegável de Ormuz essencialmente paralisado, confrontos entre os militantes houthis do Iêmen e a Arábia Saudita também aumentaram as tensões ligadas a outro gargalo — o Estreito Bab el-Mandeb, no sul do Mar Vermelho.

Os houthis, apoiados pelo Irã, afirmaram ter disparado mísseis e drones contra instalações ligadas à gigante do petróleo Saudi Aramco nas cidades portuárias de Jizan e Yanbu no sábado. Não houve confirmação imediata do governo saudita ou da Aramco.

As autoridades sauditas emitiram brevemente alertas de emergência, antes de declarar que o perigo havia passado. Uma coalizão liderada pela Arábia Saudita respondeu atacando posições militares houthis no final de sábado, segundo a Yemen TV, um canal afiliado ao governo internacionalmente reconhecido do país.

A escalada no Mar Vermelho agrava uma pressão já severa sobre os fluxos regionais de energia causada pela paralisação quase total do tráfego via Ormuz, anteriormente o canal para um quinto do suprimento global de petróleo bruto.

Na sexta-feira, a coalizão liderada pela Arábia Saudita atacou o porto de onde normalmente se originam os ataques marítimos dos houthis no Mar Vermelho. Os houthis também anunciaram que bloqueariam portos sauditas e atacaram três petroleiros ligados à Arábia Saudita no mar.

Leia também: Gargalo marítimo não está apenas em Ormuz: conheça os estreitos mais vitais do mundo

hotWords:para novas ataques enquanto

Seja anunciante no invistaja.info

Preço do petróleo em risco

Qualquer interrupção sustentada nas rotas de exportação da Arábia Saudita no Mar Vermelho — pelas quais o país está enviando milhões de barris de petróleo por dia como rota alternativa, principalmente de Yanbu — provavelmente elevaria ainda mais os preços do petróleo bruto.

O petróleo Brent disparou cerca de 27% nas últimas duas semanas, com o agravamento dos confrontos entre EUA e Irã e a abertura efetiva de uma segunda frente pelos houthis na guerra. O índice de referência global fechou na sexta-feira a US$ 96,78 o barril.

Trump, cada vez mais frustrado com Teerã por se recusar a reabrir Ormuz, disse no final de sexta-feira que os EUA estão “com as armas carregadas e prontos” para grandes ataques contra o Irã. Ele acrescentou que não havia decidido se seguiria adiante, depois de dizer ao Axios alguns dias atrás que estava considerando um “ataque massivo”.

O New York Times noticiou que Trump e seus conselheiros decidiram, por enquanto, adiar os planos de escalar os ataques dos EUA, em parte devido a preocupações de que a guerra pudesse esgotar os estoques já reduzidos de interceptores antimísseis Patriot e outras armas de defesa aérea na região.

Waltz negou isso no domingo, afirmando que os militares dos EUA têm tudo o que precisam para conduzir sua campanha.

Leia também: Os três pontos que reacenderam o temor com inflação global e abalaram os mercados

Em busca de acordo

Trump tem dito consistentemente que “prefere uma solução diplomática, mas continua mantendo todas as opções se o Irã continuar com atividades terroristas no Estreito de Ormuz ou contra aliados”, disse o porta-voz da Casa Branca, Steven Cheung, em comunicado. Seria “sensato para o Irã trabalhar em direção a um acordo negociado”.

Os vice-ministros das Relações Exteriores do Irã e de Omã se encontraram em Teerã na sexta e no sábado para discutir a gestão da navegação marítima no Estreito de Ormuz, disse o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da República Islâmica, Esmail Baghaei, no Telegram.

“As conversas foram construtivas e alguns progressos foram feitos”, disse Baghaei, sem dar detalhes. Ele afirmou que consultas técnicas e políticas estavam em andamento e que não houve mudança no status do tráfego através do estreito.

A aparente nova agressão dos houthis no Mar Vermelho ocorreu apesar de uma trégua instável entre o reino saudita e o Iêmen, que está em guerra civil há 12 anos.

Os houthis sobreviveram a uma campanha de bombardeios de aproximadamente sete anos liderada pela Arábia Saudita e pelos Emirados Árabes Unidos e ainda controlam áreas que contêm a maior parte da população do Iêmen, de mais de 40 milhões de pessoas. O Irã é o principal financiador e patrocinador dos houthis, embora o grupo seja mais autônomo do que outros proxies, como o Hezbollah no Líbano.

©2026 Bloomberg L.P.

BRASIL | mundo | invistaja.info - Irã segue EUA e suspende ataques enquanto negocia com Omã novas regras para Ormuz

REFLEXÃO: Bill Mann, da Motley Fool Asset Management: Busque investir em conjunto com grandes gestores, depois, é só ser paciente.

Tópicos mais acessados:

Entre em contato para anunciar no invistaja.info