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Edição invistaja.info e MarketMsg
palavras-chave: MP processa influenciador que defendeu retirar direito de voto de pessoas pobres; invistaja.info;
O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) ajuizou uma ação civil pública contra o influenciador Leonardo Marcondes por considerar discriminatórias declarações em que ele defende que pessoas pobres não deveriam ter direito ao voto.
A ação, protocolada na última quinta-feira (25), também inclui a Meta, responsável por plataformas como Instagram e Facebook, onde o conteúdo foi publicado.
Segundo o MP-SP, os vídeos compartilhados por Marcondes promovem discurso de ódio contra pessoas em situação de vulnerabilidade econômica ao associar pobreza à incapacidade de exercer direitos políticos. O caso é conduzido pela Promotoria de Justiça de Direitos Humanos da capital paulista.
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Em um dos vídeos, publicado no Instagram em dezembro de 2025, o influenciador afirma que pessoas pobres “não souberam tomar boas decisões” para a própria vida e, por isso, não deveriam participar da escolha dos governantes.
“Você já parou para pensar que pobre não devia ter direito de votar? (…) Uma pessoa que é pobre, ela não soube tomar boas decisões para ter o melhor para sua família e para si mesma”, afirmou Marcondes na gravação.
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Na sequência, ele sustenta que o poder de decisão sobre os rumos do país deveria ficar restrito aos ricos até que pessoas de baixa renda alcançassem melhores condições financeiras.
Conhecido nas redes sociais como Léo Marcondes, o influenciador reúne cerca de 1,3 milhão de seguidores no Instagram. Ex-atleta profissional de vôlei, ele se apresenta como educador financeiro, comercializa cursos voltados à organização das finanças pessoais e é fundador de um programa de mentorias sediado em Balneário Camboriú (SC).
Na ação, o promotor Ricardo Manuel Castro afirma que as declarações extrapolam o debate político e reforçam estereótipos contra pessoas pobres. Segundo ele, a mensagem associa a condição econômica à falta de responsabilidade e de capacidade para participar da vida democrática.
Para o Ministério Público, esse tipo de discurso caracteriza aporofobia, termo utilizado para designar discriminação ou hostilidade dirigida a pessoas em situação de pobreza.
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