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Natura (NATU3) prevê queda de até 10% na receita do 2º tri, pressionada por Brasil

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Edição MarketMsg e invistaja.info

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A Natura (NATU3) informou que estima receita líquida consolidada entre R$ 5,1 bilhões e R$ 5,2 bilhões no segundo trimestre de 2026, o que implica uma queda anual entre 9% e 10%.

Em fato relevante divulgado ao mercado, a companhia afirmou que “o ambiente de consumo desaquecido no Brasil, somado a desafios e ajustes operacionais internos, pressionou a receita líquida do segundo trimestre de 2026 no país em uma magnitude maior do que a inicialmente prevista”.

Segundo a empresa, a pressão sobre a operação brasileira foi forte o suficiente para não ser compensada pelo desempenho positivo da região Hispânica. A Natura afirmou que “a combinação dos fatores acima pressionou a receita líquida no Brasil em magnitude que não pôde ser compensada pelo crescimento anual positivo em moeda constante (CC) em todos os mercados da região Hispânica, onde houve mais um trimestre de avanço consistente”.

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As informações divulgadas são preliminares, não auditadas e ainda estão sujeitas a revisão no processo de fechamento contábil. Os resultados completos do segundo trimestre serão publicados em 10 de agosto.

Brasil pesa sobre resultado

A Natura atribuiu a piora no desempenho no Brasil a uma combinação de fatores operacionais, comerciais e macroeconômicos.

Entre os principais pontos, a companhia citou uma “severa escassez de produtos” durante a estabilização do novo sistema de Planejamento Integrado, a atualização do sistema SAP e a realocação de volumes após o fechamento da fábrica de Interlagos.

A falta de produtos, somada ao cenário macroeconômico mais desafiador, provocou queda relevante de volume no canal de venda por relações. Segundo a companhia, esse movimento se traduziu em redução anual na atividade e na produtividade das consultoras, ainda que tenha havido recuperação do canal na comparação com o trimestre anterior.

A Natura também apontou impacto da implementação de novas políticas de preços e regras comerciais entre canais. A medida, segundo a empresa, é considerada essencial para viabilizar uma nova fase de crescimento dos canais D2C, mas levou a uma desaceleração de curto prazo no canal online.

Outro fator citado foi a transição de 100% dos contratos de franquia para um novo modelo baseado nas vendas sell-out. A mudança provocou uma redução momentânea dos estoques nas lojas franqueadas e, como consequência, desaceleração nas vendas para as franquias, no conceito sell-in.

A companhia também mencionou um descasamento temporário de tributos, com efeito concentrado no segundo trimestre, decorrente de mudanças no imposto sobre consumo no estado de São Paulo, o ICMS-ST.

Região Hispânica cresce, mas não compensa queda no Brasil

Apesar da pressão no mercado brasileiro, a Natura afirmou que todos os mercados da região Hispânica registraram crescimento anual positivo em moeda constante.

Ainda assim, o avanço não foi suficiente para compensar a queda da receita no Brasil, que segue como principal fator de pressão sobre o resultado consolidado do trimestre.

Com base nas informações gerenciais disponíveis até o momento, a companhia estima receita líquida consolidada entre R$ 5,1 bilhões e R$ 5,2 bilhões no 2T26, abaixo do registrado no mesmo período do ano anterior.

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Margem EBITDA deve melhorar na comparação trimestral

Na rentabilidade, a Natura indicou um cenário menos negativo. A companhia afirmou que espera expansão trimestral da margem EBITDA reportada.

“Quanto à rentabilidade, por outro lado, espera-se uma expansão trimestral (T/T) na margem EBITDA reportada, em função de menores despesas sequenciais com rescisões e captura de eficiências do novo modelo operacional”, informou a empresa.

Segundo a Natura, essa melhora está alinhada às expectativas divulgadas no resultado do primeiro trimestre de 2026 e compensa parcialmente o impacto negativo da desalavancagem operacional.

Companhia lista medidas para recuperar receita

A Natura afirmou que a administração vem executando iniciativas para impulsionar a receita no Brasil.

Entre as medidas estão reconfigurações na cadeia de abastecimento, envolvendo ativos produtivos, fornecedores, fluxos de materiais e sistemas. Segundo a companhia, essas ações têm potencial para gerar ganhos no curto prazo.

A empresa também citou ajustes nos incentivos da força de vendas, combinados com comunicação e ofertas mais regionalizadas e focadas em categorias de alto giro, para tentar melhorar o desempenho do canal de venda por relações.

No digital, a Natura informou que trabalha em novos formatos de venda, incluindo expansão para novos marketplaces e aceleração da nova loja digital das consultoras, chamada “Minha Loja”.

A companhia também afirmou que pretende retomar o ritmo acelerado de abertura de lojas, com novas franquias já dentro do novo modelo de contrato.

Resultado sai em agosto

A Natura reforçou que os dados compartilhados são preliminares, não auditados e sujeitos a revisão, ajustes e acréscimos durante os procedimentos regulares de fechamento contábil e revisão das informações financeiras trimestrais.

A companhia disse que a divulgação excepcional busca garantir a disseminação ampla, simultânea e equitativa de informações relevantes ao mercado, diante da evolução dos dados disponíveis à administração durante o processo de fechamento trimestral.

A Natura entrará em período de silêncio em 12 de julho, que será encerrado após a divulgação oficial dos resultados do segundo trimestre.

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REFLEXÃO: Bill Mann, da Motley Fool Asset Management: Busque investir em conjunto com grandes gestores, depois, é só ser paciente.

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