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O que o fechamento de uma corretora cripto diz sobre o destino da Binance nos EUA

Operação que fechou a Bitzlato foi a primeira ação liderada pela equipe do Departamento de Justiça focada em cripto

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Edição MarketMsg e invistaja.info

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OIBR3 | Div.Brut/Pat.: -9.61 | Pat.Liq: -2283720000.0 | ROIC: -0.1116 | P/EBIT: -0.22 | PSR: 0.089 | Mrg.Liq.: -0.2911

*Por Daniel KuhnO Departamento de Justiça dos Estados Unidos (DOJ, na sigla em inglês) anunciou na semana passada o fechamento da exchange cripto pouco conhecida Bitzlato.A divulgação do episódio foi feita de forma espalhafatosa e mostrou que o governo não sabia muito bem o que era a empresa. As autoridades chegaram a escrever incorretamente o nome do negócio ao fazer o upload de documentos judiciais.“Parece que eles ouviram sobre essa exchange pela primeira vez hoje também”, tuitou o pesquisador de criptomoedas Bennett Tomlin, que notou a anomalia.Mas dado o momento conturbado da indústria cripto- com falências de exchanges como a FTX e investigações na cola de grandes grupos, como a Binance – o comportamento do governo norte-americano até que é compreensivel.O que o episódio – criticado por players do setor – mostrou é que os Estados Unidos vão pegar ainda mais pesado com empresas do ramo.Mas o que era a Bitzlato exatamente?A Bitzlato era uma exchange de criptomoedas registrada em Hong Kong e administrada pelo cidadão russo Anatoly Legkodymov (conhecido como “Gandalf”).A acusação alegou que a corretora processou cerca de US$ 4,5 bilhões em transações de criptomoedas desde sua fundação em 2018, dos quais US$ 700 milhões saíram ou foram parar no Hydra, o maior mercardo ilegal da Internet.Além disso, um volume “significativo” supostamente veio de clientes dos EUA – o que significa que o montante estaria sujeito a “salvaguardas regulatórias” do país.A investigação conduzida por várias autoridades – incluindo o DOJ, o Federal Bureau of Investigation (FBI) e o Departamento do Tesouro em conjunto com cerca de meia dúzia de agências europeias – supostamente descobriu que a Bitzlato estava operando sem identificar propriamente a identidade de clientes e foi usada para lavar dinheiro de fontes ilícitas, incluindo ransomware (vírus sequestrador que cobra resgate em cripto) e tráfico de drogas.Legkodymov supostamente estava ciente de que sua exchange era usada pelo que ele chamava de “bandidos” e até a anunciava como tal. Se condenado por operar um negócio ilegal de negociação, Legkodymov enfrentará uma pena máxima de cinco anos.Poucos tinham ouvido falar da Bitzlato ou de seu operador Gandalf antes da coletiva de imprensa. Em seu auge, a corretora detinha apenas US$ 6 milhões em fundos – uma quantia notavelmente minúscula. Da mesma forma, pesquisas semelhantes na Web mostram quão pouco tráfego o site tinha.Tudo isso levanta a questão do porquê as agências se gabam do que parece ser um trabalho policial relativamente simples.As palavras recentes de um procurador-geral adjunto de Mônaco talvez respondam: “as ações (daquele dia) enviam uma mensagem clara: independentemente de você infringir nossas leis na China ou na Europa – ou abusar de nosso sistema financeiro em uma ilha tropical – você pode esperar responder por seus crimes dentro de um tribunal dos Estados Unidos.”O que parece é que a polícia vai atuar e que, embora a indústria cripto possa ser global e “descentralizada”, muito desse trabalho de investigação começará e terminará nos EUA. E isso não é novidade. A superpotência não é chamada de “policial do mundo” à toa. Da mesma forma, o “braço longo da lei” lutou em várias empresas offshore ao longo dos anos.Ainda assim, é uma afirmação forte – e isso pode causar arrepios na espinha do CEO da Binance, Changpeng Zhao. A principal contraparte da Bitzlato foi a Binance, seguida pela Hydra e um suposto esquema Ponzi chamado “Finiko”.Leia mais:Binance foi receptora de exchange de criptomoedas acusada de lavagem de dinheiroO site especializado Protos sugeriu que a investigação da Bitzlato provavelmente foi iniciada, ou acelerada, pela apreensão de documentos do mercado Hydra no ano passado. Se isso fosse verdade, significa que o DOJ, que supostamente já está investigando a Binance, teria dados semelhantes sobre os fluxos entre a Binance e a Hydra.De acordo com pesquisa feita em 2021 por Igor Makarov e Antoinette Schoar do Escritório Nacional de Pesquisa Econômica, uma organização sem fins lucrativos norte-americana, a Bitzlato foi a segunda maior fonte de volumes da Hydra depois da Binance (e acima da rede P2P LocalBitcoins).Isso não foi feito necessariamente para pôr a Binance no alvo, afinal a exchange impulsionou seus procedimentos de verificação de identidade e relacionamentos com reguladores ao longo dos anos.Mas é claro que a Comissão de Valores Mobiliários do EUA (a SEC) está interessada em olhar mais a fundo a corretora. Além disso, a Binance está lidando com acusações de lavagem de dinheiro.No mínimo, a acusação da semana passada do DOJ apenas provou que os reguladores e a polícia têm as ferramentas necessárias à sua disposição para investigar e indiciar supostos “criptocriminosos”. Dado o colapso da FTX e de outras empresas cripto no ano passado, os legisladores começaram a pedir regras mais rígidas e supervisão do setor.De acordo com o jornal Washington Post, a operação que fechou a Bitzlato foi a primeira ação liderada pela equipe do Departamento de Justiça focada em cripto, que foi criada em 2021. Também foi uma oportunidade para a Rede de Repressão a Crimes Financeiros do Departamento do Tesouro dos Estados Undidos (FinCEN) estrear mais poderes concedido por uma lei de autorização de defesa de 2021 para combater crimes financeiros relacionados à Rússia.*Daniel Kuhn é é repórter e editor-assistente de opinião da coluna “Layer 2” do CoinDesk 

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REFLEXÃO: Michael Batnick, gestor de patrimônios da Ritholtz: Evitar erros catastróficos é mais importante do que construir o portfólio perfeito.

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