Os 5 assuntos que vão movimentar o mercado nesta segunda-feira – 17/5

Bolsas mundiais registram leve queda com investidores monitorando inflação nos EUA e dados da China; final da temporada de balanços e mais
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BRASIL | invistaja.info — A sessão desta segunda-feira (17) é de leve queda para as bolsas mundiais: apesar da preocupação com a inflação nos EUA ter diminuído nas últimas sessões, o tema continuará sendo um fator de atenção para os investidores. Ainda em destaque, está a bateria de dados da China, com alguns números, em especial o de vendas no varejo, ficando abaixo do esperado.

Por aqui, atenção para a reta final da temporada de resultados, com a repercussão dos números de CVC, Cemig, Cosan, entre outras companhias. Confira os destaques:

1.Bolsas mundiais

Nesta segunda-feira pela manhã, os índices futuros americanos têm em sua maioria quedas, após uma semana marcada por temor inflacionário e instabilidade para as bolsas dos Estados Unidos.

Dados divulgados pelo governo indicaram que o Índice de Preços ao Consumidor subiu a 4,2% em abril em comparação com o ano anterior, o ritmo mais forte desde 2008, intensificando o temor de que o Fed seja forçado a abrir mão de sua política monetária atual.

Os três principais índices tiveram seus piores resultados desde 26 de fevereiro. O índice S&P 500 chegou a cair 4% em meio ao temor inflacionário. Após recuperação, o índice fechou a semana com queda de 1,4%.

Devido ao grande número de ações do setor de tecnologia, o índice Nasdaq é especialmente vulnerável a pressões inflacionárias. Na semana passada, recuou 2,3%. O índice Dow caiu 1,1%.

Na quarta-feira será divulgada a ata do Federal Open Market Committee (Fomc), que pode oferecer novas pistas sobre a visão dos formuladores de políticas públicas sobre a inflação.

Além disso, no domingo, o valor do Bitcoin desabou a menos de US$ 43 mil. Na semana anterior, o presidente e dono da fabricante de carros elétricos Tesla, Elon Musk, havia afirmado que a empresa não aceitaria mais a criptomoeda para a compra de carros, devido a preocupações ambientais.

Musk vem sendo um grande entusiasta de criptomoedas como o Bitcoin, e contribuiu para propagar seu uso. Mas, como a estrutura para as transações da moeda se baseia em operações computacionais, ela custa energia, obtida por meio de combustíveis fósseis.

A queda da Bitcoin no domingo veio após Musk insinuar, por meio de sua conta no Twitter, que a Tesla havia aberto mão de seus investimentos na criptomoeda.

Nesta segunda, os preços do Bitcoin se recuperam após Musk afirmar em um tuíte: “Para esclarecer a especulação, a Tesla não vendeu nenhum Bitcoin”. O preço da Bitcoin tem uma recuperação parcial, chegando a US$ 45.053,92.

Na Ásia, investidores acompanham a divulgação de resultados econômicos pela China. A produção industrial cresceu 9,8% em abril em relação a um ano antes, segundo dados do Bureau Nacional de Estatísticas, em linha com a expectativa de analistas ouvidos pela agência internacional de notícias Reuters.

Dados oficiais também indicaram que as vendas no varejo da China saltaram 17,7% em abril, também na comparação anual. Este patamar ficou, no entanto, abaixo da expectativa de analistas ouvidos pela Reuters, de alta de 24,9%.

As bolsas asiáticas têm resultados variados entre si. O índice Shanghai composto, da China continental, sobe 0,78%. O Hang Seng Index, de Hong Kong sobe 0,7%. Já o índice Taiex, de Taiwan, cai 2,99%, com investidores monitorando a situação da pandemia de Covid na ilha.

Na Europa, o índice Eurostoxx, que reúne as ações de 600 empresas de todos os principais setores de 17 países europeus, recua 0,15%. Investidores seguem a instabilidade observada nas bolsas dos Estados Unidos e da Ásia.

A pandemia de Covid continua a ser motivo de apreensão, em meio à reabertura de economias importantes. O Reino Unido deve continuar a relaxar as medidas de distanciamento social nesta segunda. Pubs e restaurantes devem reabrir para atividades em espaços fechados. Museus e cinemas também devem reabrir.

O primeiro-ministro Britânico Boris Johnson defende uma reabertura cautelosa, e alerta que a propagação da nova variante originada na Índia pode ameaçar a reabertura prevista até 21 de junho. Até o domingo, o Reino Unido havia vacinado 53,87% de sua população, e mantinha o patamar de cerca de 1.900 novos casos diários.

Veja o desempenho dos principais índices às 6h30 (horário de Brasília):*S&P 500 Futuro (EUA), -0,15%*Nasdaq Futuro (EUA), -0,22%*Dow Jones Futuro (EUA), -0,21%Europa*Dax (Alemanha), +0,02%*FTSE 100 (Reino Unido), -0,35%*CAC 40 (França), -0,22%*FTSE MIB (Itália), +0,24%Ásia*Nikkei (Japão), -0,92% (fechado)*Hang Seng Index (Hong Kong), +0,59% (fechado)*Kospi (Coreia do Sul), -0,6% (fechado)*Shanghai SE (China), +0,78% (fechado)Commodities e bitcoin*Petróleo WTI, -0,8%, a US$ 65,32 o barril*Petróleo Brent, -0,07% a US$ 68,67 o barril*Bitcoin -8,19%, a US$ 45.053,92**Contratos futuros do minério de ferro negociados na bolsa de Dalian com alta de 0,93%, cotados a 1197,5 iuanes, equivalente hoje a US$ 185,97 (nas últimas 24 horas).USD/CNY = 6,44

2. Agenda

O Banco Central (BC) publica às 8h25 o boletim Focus, que compila as projeções econômicas feitas por uma série de instituições. Às 15h, serão divulgados os dados da balança comercial semanal.

Nos EUA, às 9h30, será revelado o dado de atividade industrial Empire State de maio.

Às 11h05, Richard Clarida, membro do Fomc (Comitê Federal do Mercado Aberto) do Fed realiza um discurso. Às 11h15, falará Raphael Bostic, também do Fomc. Às 17h são divulgados dados sobre fluxo líquido de capital nos Estados Unidos.

Às 20h50 serão divulgados dados sobre o PIB e o índice de preços do Japão no primeiro trimestre.

3. Covid no Brasil

No domingo (16), a média móvel de mortes por Covid em 7 dias no Brasil ficou em 1.1915, queda de 19% em comparação com o patamar de 14 dias antes. Em apenas um dia foram registradas 971 mortes.

As informações são do consórcio de veículos de imprensa que sistematiza dados sobre Covid coletados por secretarias estaduais de Saúde no Brasil, que divulgou, às 20h, o avanço da pandemia em 24 h.

A média móvel de novos casos em sete dias foi de 63.286, alta de 5% em relação ao patamar de 14 dias antes. Em apenas um dia foram registrados 34.605 novos casos. 38.756.031 pessoas receberam a primeira dose da vacina contra a Covid no Brasil, o equivalente a 18,3% da população. A segunda dose foi aplicada em 19.175.041 pessoas, ou 9,06% da população.

Segundo levantamento do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), houve 22,6 mil desligamentos por morte no primeiro trimestre de 2021, alta de 71,6% em relação ao mesmo período de 2020. Não há informações detalhadas sobre a causa das mortes, mas é possível que elas tenham relação com a pandemia, que já matou cerca de 435 mil pessoas no Brasil.

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Pesquisa Datafolha divulgada no sábado indica que 82% dos brasileiros acreditam que o Senado acertou a abrir a investigação da CPI da Covid, que vem focando sobre a atuação do governo de Jair Bolsonaro (sem partido) durante a pandemia. Mas 57% afirmam que são céticos quanto ao resultado.

A pesquisa foi realizada presencialmente, com 2.071 pessoas de 146 municípios, entre 11 e 12 de maio, e a margem de erro é de 2 pontos percentuais.

Para 75% das pessoas ouvidas, o governo demorou para comprar vacinas e perdeu boas ofertas. Na semana passada, a CPI ouviu o ex-ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, o ex-secretário da Comunicação Fabio Wajngarten e o representante da farmacêutica Pfizer na América Latina, Carlos Murillo. Eles falaram a respeito da demora do governo de Jair Bolsonaro em reagir a ofertas do imunizante desenvolvido pela parceria entre Pfizer e BioNTech.

Na sexta-feira, o Ministério da Economia admitiu à CPI da Covid do Senado não ter alocado recursos no Orçamento de 2021 para o enfrentamento da pandemia de coronavírus por não ter previsto o recrudescimento da crise sanitária.

A manifestação consta de uma nota informativa encaminhada pela pasta à CPI em atendimento a um requerimento apresentado pelo senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE), que questionou sobre a falta de indicação de recursos para o combate à Covid na peça orçamentária.

“Não obstante à competência originária dos ministérios setoriais em propor a criação de ações orçamentárias para atendimento de suas políticas, a previsão de alocação de dotação orçamentária para combate à Covid-19, no momento da elaboração do Ploa 2021, pelo Poder Executivo, em 2020, tornou-se incerta uma vez que naquele momento não se vislumbrou a continuidade bem como o recrudescimento da pandemia da Covid-19 no patamar atingido em 2021”, respondeu a pasta.

O Congresso Nacional, entretanto, aprovou o Orçamento de 2021 com atraso e somente no final de março, época em que o país já vivia uma escalada de casos e mortes por Covid-19.

Em audiência no Senado de outubro de 2021, o ministro da Economia, Paulo Guedes, chegou a falar que a Covid estaria “indo embora” e que havia uma tendência de redução de programas emergenciais.Senadores chegaram a defender a convocação de Guedes para a CPI, mas não houve consenso.

4. Política e economia

O domingo foi marcado pela morte, aos 41 anos, de Bruno Covas (PSDB), prefeito de São Paulo eleito com um discurso de moderação. Covas vinha lutando com um câncer. Em abril, exames constataram que tumores originados no trato digestivo haviam se alastrado para o fígado e para os ossos. Ele se licenciou em 2 de maio.

Em relação à economia, reportagem do jornal Valor publicada nesta segunda afirma que o desempenho acima do esperado da economia nos primeiros meses de 2021 contribuiu para uma arrecadação consolidada do ICMS de 18 estados em R$ 152,2 bilhões entre janeiro e abril, alta de 19,6% em relação a 2020, e de 21,4% em relação a 2019. O levantamento é do Conselho Nacional de Política Fazendária.

A variação ficou acima da inflação acumulada para o período, medida pelo IPCA (Índice Geral de Preços ao Consumidor Amplo), de 6,76% em 12 meses até abril de 2021 e de 9,32% em 24 meses.

Um levantamento junto a 35 instituições realizado pelo serviço Projeções Broadcast, ligado ao jornal O Estado de S. Paulo, indica que a previsão de alta para o PIB em 2021 passou de 3,2% em média para 3,8%.

A melhora das previsões se deve à divulgação de dados melhores do que o esperado no primeiro trimestre, que afastaram o temor de uma recessão. As corretoras XP e Ativa, os bancos de investimento Credit Suisse, UBS, Bank of America e Goldman Sachs e as consultorias MB Associados e Parallaxis Economics estão entre as instituições que elevaram suas projeções.

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Os analistas avaliam que as medidas de isolamento tiveram impacto menor sobre o trimestre, seja por regras menos rígidas, seja pela adesão menor. Epidemiologistas avaliam que o afrouxamento de medidas tem contribuído para o patamar elevado de mortes no Brasil.

Além disso, reportagem do jornal Folha de S. Paulo afirma que o ministro do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, autorizou a Polícia Federal a acessar dados de duas operações ligadas à Lava Jato do Rio de Janeiro. Essa apuração preliminar resultou no pedido de inquérito contra o ministro Dias Toffoli, acusado em delação premiada de Sérgio Cabral, ex-governador do Rio de Janeiro.

Cabral afirma que Toffoli teria recebido R$ 4 milhões para beneficiar dois prefeitos em julgamentos.

5. Radar corporativo

A temporada de resultados chega perto do seu final com a divulgação de números de importantes companhias. A estatal mineira de energia elétrica Cemig registrou lucro líquido de R$ 422,35 milhões entre janeiro e março de 2021, revertendo prejuízo líquido de R$ 68,13 milhões obtido no mesmo período de 2020. Já a empresa de energia e infraestrutura Cosan lucrou R$ 827,7 milhões no primeiro trimestre, avanço de 28% na comparação anual.

Já a operadora de turismo CVC registrou prejuízo de R$ 81,4 milhões no primeiro trimestre de 2021, o que representou uma queda de 92,9% ante as perdas de R$ 1,151 bilhão acumuladas no mesmo período de 2020. A Orizon teve prejuízo líquido de R$ 45,5 milhões no primeiro trimestre de 2021, cerca de cinco vezes acima dos R$ 9,1 milhões registrados no primeiro trimestre de 2020. A Enjoei, por sua vez, subiu seu prejuízo de R$ 1,3 milhão para R$ 31 milhões no primeiro trimestre de 2021.

A Vivara teve lucro líquido de R$ 3,9 milhões no período, queda de 79,4% em relação ao mesmo período de 2020. Já a PDG Realty, em recuperação judicial, teve prejuízo líquido atribuído aos sócios controladores de R$ 220,3 milhões nos primeiros três meses de 2021, alta de 20,5% sobre a perda de R$ 175 milhões em igual período do ano passado.

A Rede D’Or teve lucro líquido de R$ 402,4 milhões, quase quatro vezes o lucro de R$ 113,5 milhões do mesmo período de 2020.

Ainda no radar, estão os resultados da Méliuz; após o fechamento do mercado, serão divulgados os resultados de Cruzeiro do Sul, Focus Energia, Gafisa, Linx e Mosaico.

Ainda em destaque, a JBS, maior produtora de proteína animal do mundo, fechou na sexta-feira a captação de US$ 500 milhões em bonds emitidos nos Estados Unidos, de acordo com informações de bastidores obtidas pela agência Reuters. Os recursos devem ser utilizados para pagar aquisição da empresa Vivera, terceira maior produtora de alimentos de origem vegetal da Europa.

Na sexta-feira, o diretor financeiro da elétrica Energisa, Mauricio Botelho, afirmou que tem visto elevações de preços de diversos produtos necessários a suas operações devido ao atual momento de alta nas cotações das commodities no mercado internacional, o que tem feito a empresa segurar algumas compras.

Nesta segunda, estreiam as ações da GetNinjas, após ações precificadas a R$ 20.

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REFLEXÃO: Michael Kitces, conselheiro financeiro: Invista pensando no longo prazo, não especule, mas, não ignore as flutuações do mercado.

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