Os 5 assuntos que vão movimentar o mercado nesta sexta-feira – 25/6

Expectativa por dados de inflação nos EUA; reforma tributária no Congresso, CPI da Covid e IPCA-15 movimentam noticiário nesta sessão
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Negociando na bolsa de valores

Edição MarketMsg e invistaja.info

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BRASIL | invistaja.info — A sexta-feira (25) é movimentada para os mercados mundiais. Nos Estados Unidos, atenção para os dados de inflação de maio após a alta das bolsas na véspera em meio à chegada de um acordo para definição do plano de infraestrutura proposto por Joe Biden. Nesta sexta, as altas continuam com dados corporativos positivos da Nike e resultados positivos do teste de estresse do Federal Reserve sobre a capacidade dos bancos.

No Brasil, atenção para mais uma sinalização importante sobre a inflação com a divulgação do IPCA-15. Na véspera, o Conselho Monetário Nacional (CMN) estipulou a meta de inflação de 2024 em 3%, com intervalo de tolerância de 1.5 ponto percentual. Já a proposta de reformulação das regras de tributação do Imposto de Renda das empresas e das pessoas físicas será entregue nesta sexta-feira ao Congresso. No radar político, atenção para a CPI da Covid, que ouve à tarde o deputado federal Luis Claudio Fernandes Miranda e o servidor Luis Ricardo Fernandes Miranda, que denunciaram possíveis irregularidades na compra da vacina indiana Covaxin pelo governo federal.

Confira os destaques:

1.Bolsas mundiais

Os índices futuros americanos têm altas nesta sexta-feira (25), caminhando para fechar uma semana positiva.

Na quinta (24), o Dow Jones subiu 322 pontos; o S&P 500 atingiu um novo patamar recorde, de 4.266,49 pontos, depois de subir 0,6%; e o Nasdaq composto subiu também a um novo recorde, de 14.369,71 pontos.

Também na quinta, Joe Biden, presidente dos Estados Unidos, afirmou ter sido fechado um acordo bipartidário com o Senado para renovar estradas, pontes e rodovias do país e ajudar a estimular a economia – um grande avanço em um de seus principais objetivos de política doméstica. “Temos um acordo”, disse Biden a repórteres, acompanhado por senadores democratas e republicanos que redigiram a proposta de infraestrutura que se seguiu a meses de negociações entre a Casa Branca e parlamentares.

A proposta original da Casa Branca foi reduzida, com US$ 579 bilhões em novos gastos – acima do investimento esperado na esfera federal -, somando US$ 973 bilhões em cinco anos e que pode chegar a US$ 1,2 trilhão se continuar por oito anos.

Os US$ 579 bilhões de dólares em novos gastos incluem grandes investimentos na rede elétrica do país, serviços de Internet de banda larga e transporte ferroviário de passageiros e carga.

Mas o projeto não contém outras prioridades-chave para Biden e os democratas progressistas, como novos gastos com assistência médica domiciliar e assistência infantil, o que Biden apresentou como “infraestrutura humana”. Os democratas, que controlam o Congresso por margens estreitas, pretendem cobrir essas áreas em outro pacote de gastos que eles desejam manobrar no Senado sem votos republicanos.

Na semana passada, as principais bolsas americanas tiveram quedas, após o Fed elevar suas previsões para inflação e antecipar o plano de elevar juros para 2023. Nesta semana, o Dow tem alta de 2,7%, e o S&P acumula alta de 2,4%; o Nasdaq, também de 2,4%.

As ações da Nike chegaram a subir 14,1% no after market ontem após a empresa informar rendimentos de US$ 0,93 aos acionistas, superando a estimativa da Refinitiv, de US$ 0,42 por ação. A receita do quarto trimestre fiscal ficou em US$ 12,34 bilhões, superando a estimativa de US$ 11,1 bilhões.

Apesar de o FedEx ter divulgado faturamento bruto e receita líquida acima da expectativa, e ter divulgado previsões fortes para o ano, suas ações recuaram 4%.

As ações de grandes bancos americanos subiram após o Federal Reserve divulgar o seu teste de estresse anual e afirmar que bancos poderiam facilmente suportar uma recessão. Segundo o banco central americano, as 23 instituições testadas em 2021 continuaram “bem acima” dos níveis mínimos de capital exigido durante uma crise. Os papéis do Bank of America e do Wells Fargo subiram 1,8% e 2,7%, respectivamente.

Investidores aguardam pela divulgação de dados pelo Departamento de Comércio americano sobre o núcleo dos gastos com consumo pessoal, ou o PCE. O PCE é o indicador de inflação acompanhado com mais atenção pelos membros do Federal Reserve, e é uma importante baliza para prever mudanças na política monetária da maior economia do mundo.

As bolsas asiáticas fecharam com resultados positivos na sexta, com destaque positivo para ações de Hong Kong e da China continental. O Hang Seng index, de Hong Kong, subiu 1,4%, fechando em 29.288,22. As ações de empresas chinesas de tecnologia tiveram fortes altas. As da Tencent subiram 2,66%; as da Alibaba, 2,57%; as da Meituan, 4,76%.

Na China, o Shanghai composto subiu 1,15%; na Coreia do Sul, o Kospi subiu 0,51%; no Japão, o Nikkei subiu 0,66%.

Na Europa, o índice Stoxx 600, que reúne as ações de 600 empresas de todos os principais setores de 17 países europeus, fica estável. Ações do setor de construção e materiais sobem 0,6%, enquanto que as do setor automobilístico recuam 0,8%.

O Reino Unido deve divulgar planos no próximo mês para suspender restrições de viagens para pessoas completamente vacinadas, excluindo aquelas com os maiores níveis de risco, caso contraiam Covid.

Já entre os indicadores econômicos, a confiança do consumidor alemão melhorou mais do que o esperado em julho, à medida que os compradores se tornaram mais otimistas e dispostos a consumir depois que a maior economia da Europa suspendeu as medidas de bloqueio devido à queda acentuada dos casos de coronavírus, mostrou uma pesquisa nesta sexta-feira. O instituto GfK disse que seu índice de confiança do consumidor, baseado em uma pesquisa com cerca de 2 mil alemães, subiu para -0,3 pontos, seu nível mais alto desde agosto do ano passado e acima de uma leitura revisada de -6,9 pontos no mês anterior.

Veja o desempenho dos principais índices às 7h40 (horário de Brasília):

*Dow Jones Futuro (EUA), +0,27%*S&P 500 Futuro (EUA), +0,08%*Nasdaq Futuro (EUA), +0,14%

Europa*FTSE (Reino Unido) +0,16%*Dax (Alemanha), -0,1%*CAC 40 (França), -0,09%*FTSE MIB (Itália), +0,14%

Ásia*Nikkei (Japão), +0,66% (fechado)*Shanghai SE (China), +1,15% (fechado)*Hang Seng Index (Hong Kong), +1,4% (fechado)*Kospi (Coreia do Sul), +0,51% (fechado)

Commodities e bitcoin*Petróleo WTI, -0,396%, a US$ 73,01 o barril*Petróleo Brent, -0,34% a US$ 75,3 o barril*Bitcoin +1,42%, a US$ 33.722,37**A Bolsa de Dalian fechou com o minério de ferro em alta de 1,24%, cotado a 1185 iuanes, equivalente hoje a US$ 183,64 (nas últimas 24 horas).USD/CNY = 6,45

2. Agenda

A agenda econômica desta sexta-feira é movimentada. O destaque na agenda doméstica fica para o IPCA-15 de junho a ser divulgado às 9h pelo IBGE, que fecha uma semana importante para as projeções de inflação após a Ata do Copom e o Relatório Trimestral de Inflação. A expectativa, segundo consenso Refinitiv, é de alta de 0,86% frente maio de 2021 e de 8,17% na comparação com junho de 2020. O Banco Central, por sua vez, divulga às 9h30 a nota do setor externo, com projeção de US$ 4 bilhões em transações correntes.

Paulo Guedes, ministro da Economia, apresenta segunda fase da reforma tributária ao Congresso às 9h30 e participa de audiência da Comissão Temporária da Covid-19 no Senado às 11h.

A expectativa também fica para um possível anúncio da prorrogação do auxílio emergencial até outubro.

Ainda em destaque, na véspera, o Conselho Monetário Nacional (CMN) estipulou a meta de inflação de 2024 em 3%, com intervalo de tolerância de 1.5 ponto percentual.

Na CPI da Covid, o deputado federal Luis Claudio Fernandes Miranda e o servidor Luis Ricardo Fernandes Miranda prestam depoimento às 14h. Eles denunciaram possíveis irregularidades na compra da vacina indiana Covaxin pelo governo federal.

Nos EUA, às 9h30, será divulgado o PCE, ou Índice de preços para gastos de consumo pessoal, referente a maio, principal referência de preços do Federal Reserve. A expectativa é que o núcleo do PCE tenha alta de 0,6% frente abril e avanço de 3,4% na comparação anual.

3. Covaxin no foco da CPI

Na quinta (24), a média móvel de mortes por Covid em 7 dias no Brasil ficou em 1.873, queda de 2% em comparação com o patamar de 14 dias antes. Em apenas um dia, foram registradas 2.042 mortes. As informações são do consórcio de veículos de imprensa que sistematiza dados sobre Covid coletados por secretarias de Saúde no Brasil, que divulgou, às 20h, o avanço da pandemia em 24 h.

A média móvel de novos casos em sete dias foi de 77.050, alta de 14% em relação ao patamar de 14 dias antes. Em apenas um dia foram registrados 72.613 casos.

Chegou a 68.466.736 o número de pessoas que receberam a primeira dose da vacina contra a Covid no Brasil, o equivalente a 32,33% da população. A segunda dose foi aplicada em 24.968.144 pessoas, ou 11,79% da população.

Nesta sexta a CPI da Covid no Senado ouve o servidor da área de Saúde Luis Ricardo Miranda, considerado uma testemunha-chave da CPI por ter levantado suspeitas sobre a negociação de compra da Covaxin, produzida pela indiana Bharat Biotech pelo governo de Jair Bolsonaro (sem partido). Também falará seu irmão, o deputado Luis Miranda (DEM-DF), que afirma que alertou o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) sobre as suspeitas de irregularidade.

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Em depoimento ao Ministério Público Federal, que também investiga o caso, Miranda afirmou que sofreu pressão atípica para fazer avançar o acordo de compra, fechado em abril em US$ 15 por dose, 1.000% mais caro do que o valor informado seis meses antes pela empresa. O negócio foi intermediado pela Precisa Medicamentos, cujo dono, Francisco Emerson Maximiano, deixou de depor na CPI da Covid na quarta, alegando quarentena após uma viagem à Índia.

O valor foi fechado antes da conclusão dos testes, e é o mais caro negociado pelo governo brasileiro por dose de vacina, e totaliza R$ 1,614 bilhão por 20 milhões de doses, das quais 20% seriam importadas com autorização condicional da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). Até o momento, nenhuma dose da Covaxin chegou ao Brasil.

Aliado do governo de Jair Bolsonaro, o irmão do servidor, deputado Luis Miranda afirmou que no dia 20 de março apresentou ao presidente a denúncia sobre indícios de corrupção na compra o imunizante. Bolsonaro teria afirmado ao deputado Miranda que informaria a Polícia Federal sobre o caso, mas o então diretor da PF, Rolando Alexandre de Souza, afirma que não se lembra de nenhum aviso.

Miranda promete entregar à CPI uma fatura, emitida pela Madison Biotech, de Cingapura, apontada como subsidiária da Bharat Biotech, que reforçaria os indícios de irregularidades. Na quarta, o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Onyx Lorenzoni, ressaltou que a compra ainda não foi efetivada, e afirmou que documentos apresentados pelo deputado Miranda a Bolsonaro teriam sido adulterados.

Lorenzoni disse que determinaria à Polícia Federal que investigasse os dois por denunciação caluniosa acionar indevidamente a máquina do Estado para apurar algo que é sabido não constituir crime.

Segundo reportagem de capa do jornal O Globo, no entanto, a fatura a ser apresentada por Miranda à CPI consta no sistema do Ministério da Saúde, e atesta que seriam pagos antecipadamente US$ 45 milhões pela pasta.

Segundo a agência internacional de notícias Reuters, na quinta aliados do governo mudaram a estratégia de defesa e, ao invés de desqualificar as denúncias dos irmãos Miranda, passaram a afirmar que o então ministro da Saúde, general Eduardo Pazuello, foi acionado pelo presidente Jair Bolsonaro para verificar suspeitas de irregularidades na contratação da vacina indiana Covaxin. Mas que o ministro não teria constatado qualquer irregularidade.

A estratégia mudou após reunião na quinta de manhã de senadores governistas da CPI com ministros do governo no Palácio do Planalto.

“Bolsonaro falou com Pazuello para verificar e como não tinha nada de errado, a coisa continuou”, disse a jornalistas o senador Jorginho Mello (PL-SC), um dos que participaram do encontro.

Em entrevista à Rádio Bandeirantes na quinta pela manhã, Onyx foi na mesma linha e disse que, após ter sido comunicado pelos irmãos Miranda, Bolsonaro acionou Pazuello para analisar a questão da vacina indiana.

Em discurso na quinta, durante uma solenidade de inauguração de uma barragem no Rio Grande do Norte, o presidente Jair Bolsonaro procurou minimizar o caso Covaxin. “Não adianta inventar vacina, porque não recebemos uma dose sequer dessa que entrou na ordem do dia da imprensa ontem (quarta)”, disse.

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, também procurou mostrar tranquilidade sobre o tema, ao mesmo tempo que repetiu estar trabalhando para garantir uma maior oferta de vacinas aos brasileiros. “Preocupação do Ministério da Saúde com esse assunto Covaxin é zero. Zero!”, garantiu Queiroga a jornalistas.

Segundo reportagem de capa do jornal Folha de S. Paulo, em meio às denúncias, o governo federal avalia rescindir o contrato com a Precisa Medicamentos.

4. Reformas no radar

Prometida desde o início do governo Bolsonaro, a proposta de reformulação das regras de tributação do Imposto de Renda das empresas e das pessoas físicas será entregue nesta sexta-feira ao Congresso.

O projeto é apontado pela equipe econômica como a segunda fase da reforma tributária do governo, que tem por objetivo simplificar o cipoal do sistema tributário brasileiro. A primeira fase já está no Congresso desde o ano passado, sem a indicação de relator até agora, e prevê a criação da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), que vai unificar o PIS/Cofins.

Ainda no radar econômico, o Conselho Monetário Nacional (CMN) fixou na a meta de inflação medida pelo IPCA para 2024 em 3,00%, com margem de tolerância de 1,50 ponto percentual, para mais ou para menos. O CMN confirmou ainda as metas de 3,75% para 2021, 3,50% para 2022 e 3,25% para 2023. O CMN é um órgão colegiado presidido pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, e composto pelo presidente do Banco Central, Roberto Campos, e pelo secretário Especial de Fazenda do Ministério da Economia, Bruno Funchal.

Na nota, o Ministério da Economia avaliou que o processo de consolidação fiscal da economia cria um ambiente favorável para uma redução estrutural da inflação e dos juros de equilíbrio.

Para a pasta, medidas como o teto de gastos e a reforma da Previdência produziram expectativas de uma redução na trajetória de gastos, enquanto a PEC Emergencial, que estabeleceu gatilhos para ajuste de gastos da União, Estados e municípios, se somou à aprovação de outras leis complementares que reforçam o equilíbrio fiscal dos entes federativos.

Além disso, relatório divulgado na quinta pelo Banco Mundial afirma que a pandemia de Covid-19 deixou em 2020 4,7 milhões de pessoas da classe média em situação de vulnerabilidade ou pobreza na América Latina e no Caribe, possivelmente revertendo décadas de avanços sociais.

O impacto é ainda mais dramático se o efeito do programa temporário de auxílio emergencial do governo brasileiro for excluído das projeções. Sem esse efeito, 12 milhões de pessoas na região perderam seu lugar na classe média em 2020.

Voltando ao radar político, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes estendeu na a mais dois casos a suspeição do ex-juiz Sérgio Moro declarada inicialmente pela corte por atuação parcial no julgamento do processo do tríplex do Guarujá (SP) que levou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva à prisão.

Decisão do ministro aponta que há identidade fática e jurídica e que é dever do tribunal declarar a suspeição de Moro, “por isonomia e segurança jurídica”, nas ações penais que tratam do sítio de Atibaia e de imóveis do Instituto Lula.

Na véspera, o plenário do STF concluiu julgamento que confirmou atuação parcial de Moro no julgamento do processo do tríplex do Guarujá (SP), anulando toda a ação, inclusive provas colhidas durante a instrução processual. O plenário manteve decisão anterior da Segunda Turma do STF nesse sentido.

“Nos três processos, houve a persecução penal do paciente em cenário permeado pelas marcantes atuações parciais e ilegítimas do ex-juiz Sergio Fernando Moro. Em todos os casos, a defesa arguiu a suspeição em momento oportuno e a reiterou em todas as instâncias judiciais pertinentes”, argumentou Mendes, na decisão de quinta-feira.

“Além disso, diversos dos fatos ocorridos e que fundamentaram a decisão da Turma pelo reconhecimento da suspeição são compartilhados em todas as ações penais, como os abusos em conduções coercitivas e na decretação de interceptações telefônicas, o levantamento do sigilo da delação premiada de Antônio Palocci Filho com finalidades eleitorais em meio ao pleito em curso naquele momento, entre outros”, apontou.

A decisão de Gilmar Mendes referente aos dois processos anula os atos decisórios de Moro incluindo os praticados na fase pré-processual, e reforça a possibilidade de que Lula concorra nas Eleições de 2022.

5. Radar corporativo

Em destaque entre os frigoríficos, a Marfrig retomou parcialmente os embarques de carne bovina a partir das operações na Argentina, afirmou a companhia em nota nesta quinta-feira, após uma suspensão temporária do governo para baixar os preços locais. As vendas externas da concorrente Minerva, maior exportadora de carnes da América do Sul, também foram retomadas na Argentina, após um acordo com o governo, disse à Reuters uma fonte com conhecimento sobre o assunto na condição de anonimato.

O governo de Minas Gerais informou nesta quinta-feira que a agência reguladora estadual Arsae aprovou redução de até 15% no valor das faturas de clientes da Copasa no Estado a partir de agosto e unificação da tarifa para serviço de esgoto. O governo mineiro afirmou que, em média, os consumidores de água e esgoto da Copasa terão redução de 1,52% na conta, segundo comunicado enviado à imprensa após reunião extraordinária do colegiado da agência.

O Carrefour Brasil informou que concluiu a conversão de todas as 29 lojas adquiridas da rede atacadista Makro, desembolsando R$ 1,96 bilhão no negócio, que ainda inclui 13 postos de combustível. A companhia afirmou que as lojas foram convertidas para sua bandeira de atacarejo Atacadão e que 28 das 29 foram inauguradas em 1 de junho, antes do esperado. Por isso, elevou as projeções de sinergias advindas do negócio.

O conselho da B3 aprovou o pagamento de juros sobre capital próprio (JCP) no valor total de R$ 280 milhões e de dividendos, referentes à apuração do resultado do primeiro trimestre, no montante de R$ 1,023538 bilhão.

Já a Localiza pagará R$ 72,4 milhões em JCP e fará recompra de até 50 milhões de ações.

A mineradora Vale, por sua vez, prevê investir de US$ 4 bilhões a US$ 6 bilhões para reduzir emissões até 2030, em um avanço ante estimativa anterior que previa aportes de ao menos US$ 2 bilhões, segundo apresentação publicada pela companhia nesta quinta-feira. No entanto, no documento apresentado a analistas de mercado, a mineradora manteve as metas de redução de emissões previstas. “O aumento dos investimentos deve-se à maior maturidade adquirida no portfólio de iniciativas de redução das emissões diretas da empresa (escopo 1), a serem implementados até 2030”, disse a Vale em nota. As emissões diretas são provenientes de operações próprias.

(com Reuters e Estadão Conteúdo)

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