Os 5 assuntos que vão movimentar o mercado nesta terça-feira – 20/7

Bolsas mundiais sobem após sell-off da véspera, mas variante delta segue no radar; início da temporada de balanços e mais
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BRASIL | invistaja.info — Após uma segunda-feira (19) bastante turbulenta para os mercados em meio aos temores sobre o risco de disseminação da variante delta do COVID-19 e seus possíveis impactos para a recuperação da economia global, a terça-feira começa mais calma para os principais índices mundiais, ainda que a cautela siga no radar.

Por aqui, os investidores acompanham o início da temporada de resultados do segundo trimestre, com os números da Neoenergia, além de repercutir os dados de produção do segundo trimestre da Vale. Já o presidente Jair Bolsonaro afirmou que deve vetar o aumento para o fundo eleitoral. Confira os destaques:

1.Bolsas mundiais

+Em discurso, Biden celebra crescimento dos EUA e vê inflação temporária

Os índices futuros americanos e as bolsas europeias sobem nesta terça-feira (20) pela manhã, após uma segunda marcada por temores quanto ao impacto do avanço da variante delta do coronavírus sobre a recuperação da economia mundial. As bolsas asiáticas fecharam a terça em queda.

Na segunda, as principais bolsas americanas recuaram, em meio a temores de que a propagação da variante delta do coronavírus prejudique a recuperação econômica. O Dow caiu mais de 700 pontos, em seu pior desempenho desde outubro; o S&P caiu 1,6%; e o Nasdaq recuou 1,1%.

Teme-se que a propagação da variante delta leve economias a reduzirem as atividades, em um momento em que há pressão inflacionária, levando a um potencial cenário de estagflação.

Novos casos de Covid voltaram a se acelerar nos Estados Unidos, especialmente entre a população não vacinada. Segundo dados do governo, o país registrou em média 26 mil novos casos por dia nos últimos sete dias, mais do que o dobro dos registrados há um mês.

Na véspera, ações de empresas diretamente ligadas à reabertura da economia, como companhias aéreas e operadoras de cruzeiros foram as principais prejudicadas. As operadoras Carnival e Norwegian Cruise Line recuaram mais de 5%; as da Royal Caribbean perderam 4%; e as da United Airlines perderam 5,5%.

Os setores cíclicos da economia, de energia e de finanças, tiveram as maiores perdas, de 3,6% e 2,8% respectivamente. O rendimento dos títulos do Tesouro recuou 0,12 ponto percentual, a 1,17%, o nível mais baixo desde fevereiro, sinalizando o temor de desaceleração econômica.

Apesar disso, o S&P continua a apenas 3,1% de distância do patamar elevado atingido na semana passada.

As bolsas asiáticas tiveram uma terça-feira de quedas, seguindo o desempenho negativo dos Estados Unidos no dia anterior. Vários países do Sudeste da Ásia vêm passando por ressurgência de infecções pelo coronavírus, e o banco Goldman Sachs reduziu recentemente suas previsões para o crescimento de 2021 da maioria das economias da região.

No Japão, o Nikkei recuou 0,96%, acumulando queda de mais de 10% em relação ao patamar de fevereiro; na Coreia do Sul, o Kospi fechou em queda de 0,35%; na China continental, o Shanghai composto oscilou negativamente, a 3.536,79 pontos; em Hong Kong, o índice Hang Seng recuou 0,7%.

Na terça, a China manteve sua taxa referencial de empréstimos corporativos e para famílias, correspondendo à expectativa de analistas ouvidos pela agência internacional de notícias Reuters. A taxa básica para empréstimos com vencimento em um ano se manteve em 3,85%, enquanto que a taxa com vencimento em cinco anos foi mantida em 4,65%.

Nesta terça, as bolsas europeias têm em sua maioria altas, após uma segunda marcada por insegurança com a propagação da variante delta, que levou investidores a venderem principalmente ações de empresas associadas à recuperação da economia.

O índice Stoxx 600, que reúne as ações de 600 empresas de todos os principais setores de 17 países europeus, sobe 0,57%, com destaque positivo para o setor de recursos básicos.

O preço do Bitcoin também sofreu impacto com a instabilidade dos mercados, recuando a menos de US$ 30 mil pela primeira vez em quase um mês. Cerca de US$ 98 bilhões foram retirados do mercado de criptomoedas em 24 horas.

2. Agenda

Às 9h30 são divulgados dados sobre licenças de construção e construção de novas casas, relativos a junho nos Estados Unidos. Às 17h30, são revelados os dados preliminares de estoques de petróleo semanais pelo API. Depois do fechamento, também serão divulgados os dados da Netflix.

Às 20h50 são divulgados dados sobre a balança comercial, relativos a junho no Japão. No mesmo horário é divulgada a ata da reunião de política monetária do Banco do Japão.

3. Covid e CPI

Na segunda (19), a média móvel de mortes por Covid em 7 dias no Brasil ficou em 1.244, queda de 21% em comparação com o patamar de 14 dias antes. Em apenas um dia, foram registradas 615 mortes. As informações são do consórcio de veículos de imprensa que sistematiza dados sobre Covid coletados por secretarias de Saúde no Brasil, que divulgou, às 20h, o avanço da pandemia em 24 h.

A média móvel de novos casos em sete dias foi de 40.594, queda de 17% em relação ao patamar de 14 dias antes. Em apenas um dia foram registrados 16.347 casos.

Chegou a 90.026.281 o número de pessoas que receberam a primeira dose da vacina contra a Covid no Brasil, o equivalente a 42,51% da população. A segunda dose ou a vacina de dose única foi aplicada em 34.357.342 pessoas, ou 16,22% da população.

Em comunicado divulgado na segunda, a Polícia Federal afirmou que atingiu a marca de 100 operações de repressão ao desvio e à utilização indevida de verbas públicas federais destinadas ao combate à pandemia de Covid-19. Os contratos de produtos e serviços sob investigação atingem o valor de R$ 3,2 bilhões.

A PF afirmou que cumpriu desde abril do ano passado 158 mandados de prisão temporária, 17 de prisão preventiva e 1.536 de busca e apreensão em 205 municípios de 26 unidades da federação. Os valores apreendidos chegam próximo a R$ 190 milhões.

O Pará é a unidade da federação com o maior montante de contratos investigados, com R$ 1,4 bilhão de reais; seguido pelo Rio de Janeiro, com R$ 850 milhões; e Pernambuco, com R$ 198 milhões.

O governo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e aliados defendem que a CPI da Covid do Senado deveria se aprofundar nas investigações voltadas a estados e municípios, em meio ao avanço das apurações do colegiado sobre suspeitas de irregularidades na aquisição federal de vacinas contra coronavírus.

Segundo reportagem publicada na noite de segunda pelo jornal Folha de S. Paulo, documentos em mãos da CPI da Covid expõem participação e contradições de Paulo Guedes e sua equipe sobre a elaboração da medida provisória (MP) das vacinas.

A pasta comandada por Guedes participou de debates sobre a MP em dezembro. A CPI está investigando por que um dispositivo que facilitava a compra de doses de vacinas da Pfizer e da Janssen foi eliminado da MP publicada em janeiro. Uma das minutas da MP autorizava a União a assumir riscos e custos de eventuais efeitos adversos das vacinas.

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Mas, de acordo com o jornal, Bolsonaro e Guedes temiam, além dos efeitos colaterais, a ameaça de judicialização, que poderia aumentar os gastos da União. O contrato com a Pfizer só foi fechado em março após a aprovação de uma lei de iniciativa do Congresso que permitiu repassar o ônus ao poder público.

Segundo o jornal, preocupação com risco fiscal e negacionismo científico teriam atrasado o acordo com a Pfizer, e dado espaço para negociações suspeitas com intermediários para a aquisição de imunizantes. No caso do contrato de compra da Covaxin, o valor negociado por unidade de imunizante foi o mais caro entre todas as alternativas, e a pasta cogitou comprar a CoronaVac de um intermediário pelo triplo do preço pago ao Instituto Butantan.

Além disso, a pasta da Saúde comprou dez milhões de doses da vacina russa Sputnik do laboratório brasileiro União Química, por cerca e US$ 12 po dose. Enquanto isso, governadores do Nordeste compraram a mesma vacina do Fundo Russo de Investimento Direto por cerca de US$ 10.

Além disso, segundo reportagem de bastidores do mesmo jornal, o servidor do Ministério da Saúde, Luís Ricardo Miranda, disse em depoimento à PF que não se lembra se ele e seu irmão, Luís Miranda (DEM-DF) mostraram a Bolsonaro, no encontro de 20 de março, a invoice (fatura) de compra da Covaxin, que traria indícios de irregularidades.

Em depoimento à CPI da Covid, Luís Ricardo disse que havia mostrado o documento ao presidente, no que é apontado como um indício de que Bolsonaro teria prevaricado sobre o caso. Ao jornal, ele disse acreditar que informações estariam sendo vazadas seletivamente para contaminar a imprensa.

Também na segunda, o estado de São Paulo anunciou que iniciará uma nova campanha de vacinação contra a Covid-19 em 17 de janeiro de 2022, um ano após a primeira aplicação de um imunizante contra a doença no Brasil. Segundo o jornal O Estado de S. Paulo, o plano é priorizar, como terceira dose, a aplicação da Butanvac, imunizante desenvolvido pelo Instituto Butantan que está na fase 1 de testes clínicos. O anúncio foi avaliado como prematuro pelo ministro da Saúde, Marcelo Queiroga.

“Nós não conseguimos avançar ainda em 100% da população com a primeira dose da vacina. Qual é a evidência científica disponível que nós devamos já começar a falar numa terceira dose? Isso só leva a mais insegurança à população. ‘Ah, vou precisar tomar uma terceira dose agora’. Então quando nós dissermos isso à população é necessário que nós tenhamos uma evidência científica sólida, inclusive como nós devemos fazer”, disse Queiroga.

Anteriormente, Queiroga afirmou que espera concluir a vacinação de todos os brasileiros acima dos 18 anos até setembro de 2021.

O ministro elogiou, por outro lado, a autorização, pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), de um estudo clínico para avaliar a eficácia de uma terceira dose da vacina contra Covid-19 da AstraZeneca.

Queiroga também alertou que o Brasil está distante de acabar com a pandemia de Covid-19, mesmo com a queda em indicadores como média móvel de mortes.

“Nós ainda estamos distantes de pôr fim à pandemia. Existem desafios como, por exemplo, enfrentamento a possíveis variantes desse vírus, a exemplo da variante Delta, que tem tido casos no Brasil”, disse.

O ministro afirmou que a vacinação é a “chave” para o Brasil sair da pandemia.

Ele disse que conversou com o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), que recebeu alta hospitalar no domingo depois de um tratamento contra uma obstrução intestinal, e disse estar satisfeito em ver o presidente “aparentemente restabelecido”. O ministro disse esperar que Bolsonaro siga as orientações de seus médicos.

4. Veto ao fundo eleitoral

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) afirmou na véspera que deverá vetar o aumento no fundo eleitoral de R$ 5,7 bilhões aprovado, na última quinta-feira, pelo Congresso na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para 2022.

“Posso adiantar para você que não será sancionada”, disse o mandatário em entrevista para a Rádio Nacional da Amazônia.  Segundo o presidente, o dinheiro pode ser mais bem empregado na construção de pontes e construção de malha rodoviária, por exemplo.

Bolsonaro também falou sobre o auxílio emergencial que o governo vem pagando aos brasileiros em função da pandemia de covid-19. No ano passado foram pagas 5 parcelas de R$ 600 às famílias que comprovassem necessidade.

“Nós gastamos em auxílio emergencial em 2020 o equivalente a mais dez anos de Bolsa Família”, disse. E comentou que o novo programa de transferência de renda que deverá substituir o Bolsa Família deve ter um incremento de mais de 50% no valor que é pago atualmente.

5. Radar corporativo

Esta terça-feira marca o início da temporada de balanços do segundo trimestre no Brasil com os números de Neoenergia, após o fechamento do mercado.

O Carrefour Brasil anunciou que terá novo presidente. Stéphane Maquaire assume a presidência da operação, sucedendo Noël Prioux.

A Vale produziu 75,7 milhões de toneladas de minério de ferro no segundo trimestre, alta de 12% ante o mesmo período do ano anterior, informou a mineradora em relatório na segunda-feira, mantendo ainda sua meta de extração para o ano. Do lado de metais básicos, no entanto, a Vale informou que irá revisar suas metas de produção para o ano, diante de incertezas relacionadas a greves no Canadá e processo de segurança e manutenção em Sossego e Salobo. As vendas de minério de ferro subiram 23,1%, com a forte demanda chinesa para a produção de aço, que registrou níveis recorde neste ano.

Ainda no radar da companhia, na segunda, o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo) afirmou à agência internacional de notícias Reuters que acredita que um acordo definitivo será fechado neste ano entre as mineradoras Samarco, Vale, BHP e autoridades para reparar danos causados pelo rompimento de barragem em Mariana (MG) em 2015, em um valor de até R$ 100 bilhões a serem desembolsados em cinco anos. O montante total é cerca de quatro vezes maior que um acordo inicial pelo desastre fechado em 2016, que permitiu o início dos trabalhos de reparação e a suspensão temporária de ações na Justiça.

O Valor, por sua vez, informa que a Braskem poderá ser vendida a diferentes compradores, desmembrada em blocos de ativos por região, se esse modelo resultar em retorno mais elevado aos vendedores. Segundo fontes próximas ao processo aberto pela Novonor (antiga Odebrecht) ouvidas pelo jornal, embora a controladora ainda prefira vender a totalidade da fatia de 38,3% que detém na petroquímica em uma única transação, houve mais interesse em operações específicas do que no conjunto de ativos da companhia, o que abre novas alternativas para o desinvestimento. Procurada, a Novonor não comentou o assunto.

A etapa de recebimento de propostas não vinculantes foi concluída e o processo, liderado pelo Morgan Stanley, entra agora na fase de seleção das ofertas que seguirão no páreo.

Ainda em destaque, o governador de Mato Grosso, Mauro Mendes, anunciou na segunda-feira um edital público para construção de ferrovia estadual que vai ligar os municípios de Rondonópolis à capital Cuiabá e às cidades de Lucas do Rio Verde e Nova Mutum, no norte do Estado por meio de dois ramais. A Rumo, responsável pela concessão da ferrovia federal que liga Rondonópolis até o Porto de Santos (SP), já manifestou interesse no projeto, que envolve um trajeto de cerca de 730 quilômetros. Segundo o governo matogrossense, o projeto tem previsão de ser concluído em sete anos e deve envolver investimentos da ordem de R$ 12 bilhões.

(com Reuters, Agência Brasil e Estadão Conteúdo)

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