“Partilha de vacinas, como faz a UE, deve ser modelo para o restante do mundo”, diz presidente da Covax Facility

Também ex-primeiro-ministro de Portugal, Durão Barroso disse que os países devem deixar diferenças ideológicas de lado pelo bem de todos
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Edição invistaja.info e MarketMsg

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BRASIL | invistaja.info — A compra centralizada de vacinas e partilha proporcional entre os membros da União Europeia é o modelo que deveria ser adotado no restante do mundo para tentar diminuir a desigualdade de distribuição dos imunizantes contra a Covid-19 que existe hoje. A avaliação é de José Manuel Durão Barroso, ex-primeiro-ministro português e atual presidente do consórcio internacional encabeçado pela ONU (Organizações das Nações Unidas), Covax Facility.

“A União Europeia já vacinou relativamente muito mais gente que os Estados Unidos, por exemplo. Estou seguro que, se não tivesse sido a União Europeia, alguns países europeus não teriam tido acesso às vacinas, como tiveram”, disse Durão Barroso durante a Expert 2021 nesta quinta-feira (26). “Portanto, esse modelo de partilha, que na Europa se fez, deve ser o modelo que se deve fazer a nível global”, completou.

O ex-primeiro-ministro ressaltou, no entanto, que é preciso considerar que há diferenças políticas, geopolíticas e ideológicas muito graves, citando o conflito entre os Estados Unidos e a China, mas que tais diferenças precisam ser colocadas de lado. “Estamos numa daquelas situações em que não se pode dizer ‘ei, você aí, esse lado do barco está afundando’, pois podemos afundar a todos”, afirmou.

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Durão Barroso disse que há muito mais casos de Covid-19 no mundo do que o oficialmente reportado pelos países, já que muitos infectados não puderam ser testados nos países pobres. “Essa pandemia mostrou uma grande vitória da ciência, mas uma derrota da política”, ressaltou o presidente da Covax.

Ele falou sobre a pandemia no Brasil: “a pandemia já provocou mais de 4 milhões de mortos no mundo todo. O Brasil, aliás, conhece bem a situação, embora agora esteja bem melhor a situação de vacinação no Brasil, a verdade é que o país foi e ainda é, dado a sua imensa dimensão, um dos países mais atingidos por essa pandemia”, disse.

A velocidade da descoberta da vacina foi elogiada por Durão Barroso, que citou que o imunizante comprovadamente eficaz foi feito apenas 10 meses após o sequenciamento genético do vírus. No passado, esse tempo geralmente era de seis a sete anos.

“Os nossos governos, em geral, não estavam preparados para uma pandemia desta dimensão, incluindo alguns dos países mais desenvolvidos, mais ricos, mais poderosos do mundo, que tiveram um número extremamente elevado de mortes. (…) Não foi a vitória do multilateralismo. Pelo contrário, vimos e estamos vendo ainda muito nacionalismo, muito populismo. Vimos e estamos ainda a ver, e é um dos grandes riscos, o negacionismo”, disse.

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O ex-primeiro-ministro citou os Estados Unidos como exemplo de país onde o negacionismo tem criado dificuldade para o avanço de toda a população. “E tem a falta de igualdade. Os países de renda alta, em geral, já vacinaram mais de 60% de sua população com pelo menos uma dose, enquanto que os países de renda baixa estão em torno de 2,15%. Ou seja, nos países mais ricos uma em cada duas pessoas já está imunizada. Nos países de renda baixa, essa relação é de uma em cada 47 pessoas”, afirmou.

Durão Barroso disse que essa diferença acontece porque tem havido “mal comportamento de alguns governos e também de alguns fabricantes de vacinas”, e há uma falta de transparência, além de problemas naturais de produção e distribuição, que são compreensíveis. No entanto, segundo ele, houve também problemas de má gestão política das respostas à pandemia.

Ele defende que os países mais ricos devem se unir para ajudar os países mais pobres a imunizarem sua população. “A ideia da Covax é unir praticamente todos os países do mundo: uns que conseguem financiar e outros que são os países pobres, ou menos desenvolvidos, que contam com essa solidariedade para a vacinação. A Covax conseguiu contratos para distribuição de mais de 5 milhões de doses de vacinas até o momento”, disse.

O português disse que não há vacinas suficientes por problemas de produção e supply chain, mas que também houve, por exemplo, restrições a exportações de vacinas, como na Índia, o principal país produtor de vacinas do mundo. “Neste momento é impossível exportar vacinas a partir da Índia. As razões são compreensíveis, a Índia está a dar prioridade à sua população, mas é verdade que isso causou um grande problema a nível global.”

Durão Barroso criticou a atitude de alguns países mais ricos que compraram de 4 a 5 vezes mais doses de vacinas do que necessitavam, de acordo com seus programas nacionais de vacinação. Segundo ele, não adianta os países mais ricos vacinarem 100% de sua população se o restante do mundo não conseguir vacinar também, por isso é preciso que haja um esforço internacional para imunizar as pessoas de países pobres.

“No one is safe until everyone is safe. Ninguém está seguro até que todos estejam seguros. Isso é verdade. Isso não é um slogan. Se não garantirmos também a imunização aos países menos ricos, a verdade é que se dá mais tempo ao vírus para circular. E quanto mais tempo esse vírus circular, maior é a probabilidade de novas transmissões e novas variantes, potencialmente mais mortíferas, mais letais, mais perigosas. Por isso que é preciso acelerar, num espírito de equidade, a resposta a essa terrível pandemia”, completou.

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GLEBA PALHANO | economia | invistaja.info – “Partilha de vacinas, como faz a UE, deve ser modelo para o restante do mundo”, diz presidente da Covax Facility

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