PetroRio reverte prejuízo e lucra R$ 304,6 mi; lucro da Pague Menos salta e outros balanços; aquisições de Locaweb e Petz e mais

Confira os destaques do noticiário corporativo na sessão desta terça-feira (3)
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Informação para o trader investidor

Edição invistaja.info e MarketMsg

palavras-chave: PetroRio reverte prejuízo e lucra R$ 304,6 mi; lucro da Pague Menos salta e outros balanços; aquisições de Locaweb e Petz e mais; invistaja.info;


BRSR3 | ROE: 0.0873 | ROIC: 0.0 | P/Cap.Giro: 0.0 | Cresc.5anos: 0.1018 | Cotacao: 13.88 | Mrg.Ebit: 0.0

O noticiário corporativo desta terça-feira (3) é movimentado, com a repercussão dos números do Itaú, Cielo, PetroRio, Pague Menos, Marcopolo, entre outros companhias.  Depois do fechamento, serão compartilhados os números de Bradesco e Omega Geração; XP, cuja ação é negociada na Nasdaq, também divulgará seus resultados.

No radar de fusões e aquisições, a Locaweb anunciou a compra por R$ 102 milhões da plataforma Octadesk, enquanto a  Petz informou a compra da Zee.Dog. Já a Telefônica Brasil anunciou na segunda-feira que seu conselho de administração autorizou a venda de 20% ações da Telefônica Cloud e Tecnologia para a uma controlada indireta da espanhola Telefónica,

Locaweb (LWSA3)

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A Locaweb anunciou a compra por R$ 102 milhões da plataforma Octadesk, de gestão de conversas. A principal função da empresa é ajudar empresas em geração de leads, vendas e atendimento, conectando consumidores a empresas nos canais digitais.

Esta é a décima segunda aquisição da Locaweb desde sua abertura de capital na B3, em fevereiro do ano passado.

Petz (PETZ3)

A Petz anunciou a compra da Zee.Dog numa transação que avalia a empresa em R$ 715 milhões e traz para dentro de casa uma empresa com know-how de produto, pegada digital e penetração internacional.

A Petz fará o pagamento de R$ 615 milhões no fechamento da operação — 87% em ações e 13% em dinheiro. Outros R$ 100 milhões serão pagos em dinheiro daqui a cinco anos.

Itaú Unibanco (ITUB4)

O Itaú Unibanco, maior banco privado do País, anunciou na segunda que teve lucro de R$ 6,54 bilhões, alta de 55,6% em relação ao mesmo período do ano passado.

Já o retorno recorrente sobre o patrimônio líquido (indicador que mede como os bancos investem os recursos de seus acionistas, chamado de ROE) foi de 18,95%, alta de 5,4 pontos percentuais ante o segundo trimestre de 2020 e leve melhora de 0,4 ponto sobre o período entre janeiro e março deste ano.

Enquanto isso, a carteira de crédito ajustada do maior banco privado do país avançou 12% ante o um ano atrás, para R$ 909,05 bilhões, ficando praticamente estável ao que estava no primeiro trimestre de 2021.

“O avanço reflete o desempenho das carteiras de crédito de pessoas físicas e de micro, pequenas e médias empresas, que avançaram 22,2% e 23,4%, respectivamente, no mesmo período”, avalia o Itaú.

Cielo (CIEL3)

A adquirente de pagamentos Cielo registrou lucro líquido de R$ 180,4 milhões no segundo trimestre deste ano. Há um ano, a companhia registrava o primeiro prejuízo de sua história, de R$ 75,2 milhões, combalida pelos efeitos iniciais da pandemia de covid-19.

Já o lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (Ebitda, na sigla em inglês) foi de R$ 580,8 milhões, alta de 145,9% na base anual, mas queda de 5,3% frente o primeiro trimestre de 2021.

A receita operacional líquida foi de R$ 2,812 bilhões, alta de 14,8% na comparação com igual período de 2020 e variação positiva de 2,2% frente os primeiros três meses desse ano.

O Itaú BBA apontou que a Cielo reportou resultados referentes ao segundo trimestre melhores do que a expectativa dos analistas para volume transacionado, receita e lucro líquido.

“No entanto, apesar dos bons sinais no balanço, continuamos acreditando que os desafios da companhia no longo prazo são significativos. Dessa forma, mantemos nossa visão cautelosa para investimento nas ações da Cielo”, apontam.

O volume transacionado na Cielo Brasil atingiu R$ 165 bilhões, 4,3% acima das projeções do BBA, evidenciando uma recuperação sequencial e anual influenciada pela reabertura dos pontos de venda físicos. Além disso, a companhia mostrou recuperação sequencial nos volumes transacionados na Cateno (negócio de gestão de cartões) de 7,0%, número também marginalmente superior à expectativa.

Os resultados também foram melhores do que o esperado tanto em volume financeiro quando em receita líquida levaram auma surpresa positiva no lucro líquido da Cielo do segundo trimestre, dessa vez 6,4% acima da projeção do BBA.

“Ainda que haja sinais positivos no resultado trimestral da Cielo, continuamos acreditando que a companhia enfrenta uma batalha complexa, que passa pela competição com players que têm mostrado um nível de dinamismo maior em seus negócios. Além disso, vemos a atual estrutura acionária da companhia como um limitador de velocidade para as mudanças estratégicas necessárias. Por isso, mantemos nossa recomendação de Market Perform (desempenho em linha com o mercado) para as ações da empresa”, apontaram.

PetroRio (PRIO3)

A petroleira PetroRio registrou lucro líquido de R$ 304,6 milhões no segundo trimestre de 2021, revertendo o prejuízo de R$ 76,2 milhões apurado em igual período do ano passado, informou a companhia.

De acordo com a empresa, os principais fatores que impactaram no desempenho financeiro no período foram o volume de “offtakes” realizados, totalizando 2,8 milhões de barris vendidos, e a recuperação do preço do petróleo Brent, com média de US$ 69,08 por barril no trimestre.

O Ebitda ajustado da PetroRio atingiu R$ 642,9 milhões no trimestre encerrado em junho, salto de 267% na comparação anual.

A companhia destacou que a valorização do real frente ao dólar no segundo trimestre gerou um impacto não-caixa positivo de R$ 265 milhões, o que também contribuiu para o resultado líquido do período.

A PetroRio disse ainda que a receita líquida alcançou no segundo trimestre R$ 1 bilhão, aumento de 228% no ano a ano e maior patamar da história da companhia, também impulsionada pelo crescimento nas vendas e pelo preço maior do Brent.

O caixa líquido foi mantido praticamente estável em relação a igual período do ano passado, a US$ 210 milhões, acrescentou a empresa, que disse manter “diligente trabalho de controle” no indicador de alavancagem.

Pague Menos  (PGMN3)

Já a rede de farmácias Pague Menos registrou um salto de 683% do lucro líquido ajustado no segundo trimestre de 2021 na comparação anual, indo de R$ 9,1 milhões para R$ 71,6 milhões, o maior lucro trimestral de sua história.

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O Ebitda foi a R$ 192,3 milhões entre abril e junho deste ano, aumento de 37,7% em relação ao segundo trimestre de 2020. As vendas mesmas lojas apresentaram crescimento de 19,7% e de 18,9% em lojas maduras.

A margem Ebitda foi de 9,4%, incremento de 1,1 ponto percentual em relação ao segundo trimestre de 2020.

Segundo a companhia, no segundo trimestre de 2021, a Pague Menos acelerou o crescimento de vendas e registrou faturamento recorde de R$ 2,0 bilhões, alta de 20,6% na base anual. A categoria de produtos de marcas próprias totalizou R$ 125,2 milhões em vendas no trimestre, aumento de 22,5% na comparação ano a ano, representando 6,2% das vendas totais.

A XP destacou que os resultados foram acima do esperado nos principais indicadores (com o Ebitda vindo 7% acima do esperado pela XP).

Os principais destaques do resultado foram o sólido desempenho de vendas mesmas lojas, beneficiadas pela base de comparação mais fraca e pelo reajuste de preços dos medicamentos, e a rentabilidade, com as margens Ebitda (9,4%) e líquida (3,5%) atingindo níveis recordes para a companhia. “Mantemos nossa recomendação de compra e preço alvo de R$ 13,0 por ação para o fim de 2021”, aponta,.

Copasa (CSMG3)

A Copasa teve lucro líquido de R$ 237,12 milhões no segundo trimestre de 2021, alta de 62% na comparação com igual período do ano passado.

O Ebitda subiu 30,1% no segundo trimestre, na comparação com o mesmo período do no passado, quando totaliza R$ 492,37 milhões.

Entre abril e junho de 2021, a dívida líquida da companhia encerrou em R$ 2,61 bilhões, pouco mais de 8% em relação ao mesmo intervalo de 2020. Já o índice de alavancagem, medido pela relação Dívida Líquida/Ebitda dos últimos 12 meses ficou, em junho, no mesmo valor registrado em 2020: 1,3 vez.

Ao final do trimestre, a companhia possuía 640 concessões de água e 310 concessões a prestação dos serviços de esgotamento sanitário. Já a receita líquida de água, esgoto e resíduos sólidos totalizou R$ 1,30 bilhão no período, 9,9% superior ao volume do segundo trimestre de 2020.

Marcopolo (POMO4)

A Marcopolo teve lucro líquido consolidado de R$ 200,9 milhões, ante lucro de R$ 1,3 milhão em igual período do ano passado. Essa linha do balanço foi beneficiada pelo resultado financeiro líquido positivo em R$ 182,7 milhões, revertendo o resultado negativo de R$ 16,9 milhões em igual trimestre de 2020. O principal impacto positivo veio da atualização monetária incidente sobre os valores em discussão no processo de exclusão do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) na base de cálculo do PIS/Cofins, o que contribui positivamente com R$ 166,2 milhões.

Já o Ebitda alcançou R$ 140,5 milhões de abril a junho, ante R$ 40,9 milhões no segundo trimestre de 2020.

A empresa destacou que os resultados continuaram pressionados pela pandemia de covid-19, refletindo, no segundo trimestre, as vendas realizadas em um período de aumento do número de casos da doença nos principais mercados, especialmente entre fevereiro e abril.

Enauta (ENAT3)

Além da temporada de resultados, a petroleira Enauta informou nesta segunda-feira que irá devolver à Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) o bloco CE-M-661, localizado na Bacia do Ceará, após o final de seu primeiro período exploratório no local, em novembro deste ano.

A companhia havia adquirido 25% de participação no ativo em rodada de licitações realizada em 2011. No entanto, “baseada em análises geológicas e econômicas, e na busca contínua da otimização de seu portfólio”, decidiu pela devolução do bloco.

Segundo a Enauta, o valor dos compromissos assumidos pela empresa no Programa Exploratório Mínimo do bloco é de R$ 26,9 milhões, enquanto o bônus de assinatura atinge R$ 10,1 milhões.

O valor total de R$ 37 milhões, acrescentou a empresa em fato relevante, será registrado como gasto exploratório no resultado do segundo trimestre deste ano.

Petrobras (PETR3;PETR4)

A Petrobras assinou nesta segunda-feira carta de intenção com a holandesa SBM Offshore para afretamento e prestação de serviços da plataforma do tipo FPSO Alexandre de Gusmão, a quarta a ser instalada no campo de Mero, no pré-sal da Bacia de Santos.

A plataforma, cujo início de produção está previsto para 2025, terá capacidade de processamento de 180 mil barris de óleo e 12 milhões de m³ de gás por dia. Os contratos de afretamento e de serviços terão duração de 22 anos e 6 meses, contados a partir da aceitação final da unidade.

A companhia detalhou que o projeto prevê a interligação de 15 poços ao FPSO, sendo 8 produtores de óleo, 6 injetores de água e gás, 1 poço conversível de produtor para injetor de gás, através de uma infraestrutura submarina composta por dutos rígidos de produção e injeção e dutos flexíveis de serviços.

Mero é o terceiro maior produtor do pré-sal e está na área de Libra, operada pela Petrobras (40%) em parceria com a Shell RDSa.L (20%), TotalEnergies TTEF.PA (20%), CNODC Brasil Petróleo e Gás (10%), CNOOC Petroleum Brasil (10%) e Pré-Sal Petróleo S.A.(PPSA), que exerce papel de gestora desse contrato.

Telefônica Brasil (VIVT3)

A Telefônica Brasil anunciou na segunda-feira que seu conselho de administração autorizou a venda de 20% ações da Telefônica Cloud e Tecnologia para a uma controlada indireta da espanhola Telefónica, por R$ 22 milhões. Além disso, a compradora subscreveu 190 mil ações da CloudCo Brasil por R$ 76 milhões, em duas parcelas. Com isso, 50,01% do capital da CloudCo se mantém com a Telefônica Brasil, com o restante detido pela compradora.

(com Reuters e Estadão Conteúdo)

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