Tenda lucra R$ 72 mi, balanços de Moura Dubeux, brMalls, Stone e mais; Copel vai desdobrar ações e outros destaques

Confira os destaques do noticiário corporativo desta sexta-feira (12)
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Notícias do mercado financeiro

Edição MarketMsg e invistaja.info

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TIET3 | P/Cap.Giro: -39.95 | P/ACL: -1.12 | Cotacao: 3.23 | Div.Brut/Pat.: 2.85 | P/Ativo: 0.642 | PSR: 3.205

MARINGÁ | invistaja.info — A temporada de resultados segue no radar corporativo, com os números de Tenda, Moura Dubeux, brMalls, RNI, Stone e Energisa. Já a Eletrobras adiou a divulgação dos resultados para segunda-feira.

Já o  novo estatuto da Copel prevê o desdobramento de ações da companhia, na proporção de 1 para 10 papéis, e a formação de Units, sendo cada Unit composta de 5 ações, uma delas ordinária e quatro preferenciais classe B.

Enquanto isso, os investidores acompanham o desempenho das commodities: os contratos futuros de minério de ferro caíram nesta sexta-feira no mercado asiático já que as medidas na China para restringir as operações altamente poluentes das siderúrgicas e reduzir a capacidade de produção pesaram sobre o ânimo. Confira os destaques:

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Vale (VALE3)

O novo conselho da mineradora Vale, cujos 12 nomes foram aprovados pelo atual colegiado na véspera, terá sete membros com ampla experiência em sustentabilidade, além de oito considerados independentes, dentre outras inovações, no que promete ser a maior mudança do órgão administrativo desde que a companhia se tornou privada, em 1997. A eleição dos indicados para o período de 2021 a 2023 será feita pelos acionistas na Assembleia Geral Ordinária, em 30 de abril.

Segundo o jornal Valor, de saída da presidência da Petrobras, o economista Roberto Castello Branco deve disputar uma vaga no conselho da Vale, assim como a presidência do colegiado da mineradora nas eleições para renovar o conselho.

No radar dos mercados, os contratos futuros de minério de ferro caíram nesta sexta-feira no mercado asiático e estavam no caminho de sua segunda maior perda semanal até agora este ano, uma vez que as medidas na China para restringir as operações altamente poluentes das siderúrgicas e reduzir a capacidade de produção pesaram sobre o ânimo.

O minério de ferro mais negociado na Bolsa de Commodities de Dalian DCIOcv1 caiu 0,3% para 1.059 iuanes (US$ 163,11), fechando a semana em queda de 6%. O Ministério da Ecologia e Meio Ambiente da China pediu que Tangshan, a principal cidade siderúrgica do país, reprima aqueles que violam as regras de qualidade do ar, depois que quatro usinas não conseguiram implementar restrições à produção durante dias de forte poluição.

O governo de Tangshan emitiu um alerta de poluição de segundo nível em 8 de março, instando as empresas industriais pesadas, como siderúrgicas e usinas de coque, a cortar a produção.

A medida diminuiu o otimismo do mercado sobre um aumento na demanda após Ano Novo Lunar, fazendo com que os preços caíssem 5,7%, para US$ 166 a tonelada no mesmo dia, com base nos dados da consultoria SteelHome.

“O mercado voltou US$ 10 a tonelada em um dia, pois os investidores financeiros diagnosticaram erroneamente o impacto das recentes restrições ambientais sobre a capacidade de produção de aço de Tangshan”, disse Atilla Widnell, diretor-gerente da Navigate Commodities em Cingapura. Ele disse que agora há “um risco maior de longo prazo para a demanda de minério de ferro da China, já que o governo quer cortar a capacidade de aço e avançar na produção a partir do uso de sucata.

brMalls (BRML3)

A operadora de shopping centers brMalls teve lucro líquido no quarto trimestre do ano passado de R$ 199,4 milhões, 51,1% menor frente os R$ 407,6 milhões de igual trimestre de 2019. No ano passado, o prejuízo foi de R$ 293,8 milhões, revertendo parte do lucro líquido de R$ 1,24 bilhão do ano anterior.

A receita líquida foi de R$ 266,7 milhões nos últimos três meses de 2020, 23,8% menor frente os números de um ano antes. Em 2020, a receita da companhia foi de R$ 955,9 milhões, queda de 27,7% sobre 2019.

O lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) do quarto trimestre foi de R$ 251,8 milhões, 65,3% menor frente igual trimestre de 2019. No ano passado, o Ebitda da companhia foi negativo, em R$ 241,1 milhões.

Tenda (TEND3)

A construtora e incorporadora Tenda obteve lucro líquido consolidado de R$ 72 milhões no quarto trimestre de 2020, recuo de 5,6% em comparação com o mesmo período de 2019. No acumulado do ano, o lucro totalizou R$ 200,3 milhões, baixa de 24%. A diminuição do lucro reflete os efeitos da pandemia, que provocaram paradas temporárias das obras, com perda de produtividade. Também pesaram os aumentos nos custos de construção no período.

A margem bruta ajustada da companhia ficou em 31,5% no trimestre, queda de 1,9 ponto porcentual. E no ano, chegou a 32,2%, retração de 2,8 pontos.

A Tenda também apurou um prejuízo de R$ 2,7 milhões no trimestre com o seu novo negócio de construção industrializada (chamada pelo jargão de off-site), que ainda está sendo colocado de pé, sem gerar receitas.

O Ebitda ajustado consolidado somou R$ 110,2 milhões no trimestre, alta de 10,3%, e R$ 330,0 milhões no ano, queda de 6,6%. A receita líquida foi de R$ 685,9 milhões no trimestre, alta de 26,3%, e R$ 2,282 bilhões no ano, avanço de 17%, puxada pelo aumento das vendas.

O resultado financeiro gerou uma despesa líquida de R$ 7,1 milhões no trimestre, revertendo a receita líquida de R$ 4 milhões vista um ano antes. A inversão se deu porque a posição de caixa líquido diminuiu, e a queda da Selic reduziu a rentabilidade das aplicações.

A Tenda fechou o quarto trimestre com caixa líquido de R$ 148 milhões, diminuição de 25,8% em um ano.

A companhia reportou ainda queima de caixa de R$ 54,3 milhões no trimestre devido à antecipação das obras para aliviar o efeito do aumento nos custos dos materiais. No ano, houve geração de caixa de R$ 70 milhões.

Moura Dubeux (MNDE3)

A Moura Dubeux reverteu o prejuízo de R$ 31,1 milhões do quarto trimestre de 2019 e lucrou R$ 8,7 milhões de outubro a dezembro de 2020.

Já a receita líquida teve alta de 96,9%, para R$ 190,4 milhões. A empresa elevou sua margem bruta de 20,9% para 27,1%.

RNI (RDNI3)

A RNI elevou seu lucro líquido em 145%, na comparação anual, para R$ 12,9 milhões.

A receita líquida teve baixa de 19%, a R$ 77,8 milhões. A margem bruta foi reduzida de 35,9% para 25,4%.

A RNI passou de despesa financeira líquida de R$ 46 mil em receita financeira líquida de R$ 17,9 milhões. No fim de dezembro, a alavancagem medida por dívida líquida sobre patrimônio líquido da companhia era de 47,3%.

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Stone (STNE.O : Nasdaq)

A processadora da pagamentos Stone STNE.O divulgou nesta quinta-feira lucro líquido ajustado de R$ 357,8 milhões para o quarto trimestre, alta de 30,1% sobre um ano antes.

A receita total da empresa subiu 27,9%, para R$ 1 bilhão enquanto o número de clientes ativos avançou 35,7%.

A companhia afirmou no balanço que espera superar a marca de 1 milhão de clientes ativos em 2021 e que a receita total tenha “aceleração significativa” em relação a 2020.

Enquanto isso, a Stone espera que a margem líquida ajustada seja similar ao nível de 2020, de 28,9%. No quarto trimestre, o indicador foi de 35,7%, recorde para a empresa.

Energisa (ENGI11)

A elétrica Energisa registrou lucro líquido de R$ 192 milhões  no quarto trimestre de 2020, queda de 45,6% em relação a igual período do ano anterior.

O Ebitda somou R$ 1,12 bilhão no último trimestre do ano passado, avanço de 15,7% na comparação anual.

No ano completo de 2020, a Energisa apurou lucro líquido de R$ 1,6 bilhão, crescimento de 204,9% no ano a ano, enquanto o Ebitda teve aumento de 12,3% na mesma base, para R$ 3,9 bilhões.

IPO da Athena

A Athena, controlada pelo Pátria Investimentos, pediu nesta quinta-feira registro para realizar uma oferta inicial de ações (IPO), uma vez que a pandemia da Covid-19 amplia o foco público sobre operadoras de planos de saúde e de hospitais.

Criada em 2017, a Athena se apresenta como uma das maiores empresas de saúde suplementar do país e tem 5 operadoras, 24 clínicas, 7 pronto atendimentos e 9 hospitais.

No fim de 2020, a Athena tinha uma carteira de 708,4 mil beneficiários de planos de saúde ou odontológicos, crescimento de 374,5% em três anos, resultado da combinação de expansão orgânica e de aquisições.

A companhia diz que seu modelo verticalizado de negócios e sua concentração geográfica fora do eixo Rio-São Paulo são fatores de vantagem comparativa.

A companhia se concentra nos Estados do Piauí, Maranhão e Rio Grande do Norte, Espírito Santo e Paraná. No ano passado, teve receita líquida de 1,359 bilhão de reais, alta de 23,6% em relação ao ano anterior, com a margem Ebitda subindo de 7,4% para 9,5%.

“Possuímos uma vasta gama de potenciais aquisições já mapeadas”, afirma a Athena no prospecto preliminar da oferta, que será coordenada por Bank of America, XP, Bradesco BBI, BTG Pactual, Itaú BBA, Santander e ABC Brasil.

“Excetuando-se as praças dos Estados de São Paulo e do Rio de Janeiro, estão sob análise ativos em praticamente todos demais Estados do país, acrescentou a companhia, que planeja usar os recursos da venda de ações novas para comprar operadoras de planos de saúde, clínicas e hospitais.

Um fundo administrado pelo Pátria, que detém 90,8% da companhia, também venderá uma fatia do negócio.

Copel (CPLE6)

A estatal paranaense de energia Copel viu aprovada em assembleia geral extraordinária de acionistas nesta sexta-feira uma proposta de reforma de seu estatuto social, disse a empresa em comunicado.

O novo estatuto prevê o desdobramento de ações da companhia, na proporção de 1 para 10 papéis, e a formação de Units, sendo cada Unit composta de 5 ações, uma delas ordinária e quatro preferenciais classe B.

O documento também prevê adesão da companhia ao Nível 2 de governança corporativa da B3. Esse movimento, no entanto, está condicionado à realização de uma oferta secundária de ações na qual o governo do Paraná venderia parte de sua fatia na empresa.

Além disso, o número de membros eleitos por acionistas não controladores no conselho de administração da empresa passará de 2 para 3.

O estatuto prevê ainda uma garantia de que o dispositivo que obriga a empresa a aplicar integralmente reajustes tarifários aprovados pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) não poderá ser alterado ou excluído sem aprovação de maioria dos acionistas detentores de ações preferenciais.

Eletrobras (ELET3;ELET6)

A Eletrobras anunciou que adiou a divulgação de seus resultados do quarto trimestre de 2020 de hoje para a próxima segunda-feira (15), após o fechamento do mercado. A teleconferência, que seria realizada na segunda, passou para terça-feira, 16, às 12 horas.

A estatal justifica o adiamento afirmando que o processo de conclusão e revisão das Demonstrações Financeiras não foi finalizado e disponibilizado para deliberação dos órgãos de administração. Segundo a Eletrobras, por conta da pandemia de covid-19, este processo é realizado de forma remota.

(Com Reuters e Estadão Conteúdo)

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