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Tenda (TEND3) e Cury (CURY3) caem forte após dados abaixo das expectativas

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Edição invistaja.info e MarketMsg

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As ações das construtoras Tenda (TEND3) e Cury (CURY3) figuram entre as maiores perdas da Bolsa na sessão desta quarta-feira (8), após divulgação de suas respectivas prévias operacionais.

Por volta das 11h20, TEND3 recuava 3,14%, cotada a R$ 33,90, enquanto CURY3 recuava 5,35%, a R$ 32,18. Já próximo das 12h, TEND3 reduzia as perdas, para menos 1,86%, a R$ 34,35, mas CURY3 mantinha o mesmo patamar de queda, com menos 5,47%, a R$ 32,14.

O JPMorgan e o Goldman Sachs avaliaram que a prévia operacional da Tenda no segundo trimestre ficou abaixo das expectativas, mas mantiveram recomendação de compra para as ações, entendendo que parte da desaceleração já era esperada pelo mercado.

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Para o JPMorgan, embora os números tenham decepcionado, a reação negativa das ações deve ser limitada, uma vez que a companhia já vinha sinalizando uma desaceleração na velocidade de vendas e os papéis haviam acumulado queda antes da divulgação.

Os lançamentos somaram R$ 1,77 bilhão, alta de 59% na comparação anual, ficando 14% acima da estimativa do banco e 21% acima do primeiro trimestre. Ao todo, a Tenda lançou 14 empreendimentos na operação principal e outros três projetos pela Alea.

Apesar disso, as vendas líquidas totalizaram R$ 1,40 bilhão, avanço de 17% em um ano, mas ficaram 3% abaixo da projeção do JPMorgan e recuaram 9% frente ao trimestre anterior.

Com isso, a velocidade de vendas sobre a oferta (SoS) consolidada ficou em 24,8%, 1,7 ponto percentual abaixo da estimativa do banco e 3,5 pontos percentuais inferior tanto na comparação anual quanto trimestral. Segundo o JPMorgan, o desempenho refletiu a estratégia da companhia de elevar preços.

Os distratos somaram R$ 207 milhões, alta de 21% em um ano, representando 13,6% das vendas brutas. O banco atribui esse aumento principalmente ao cancelamento de um empreendimento recém-lançado por questões relacionadas ao licenciamento ambiental.

O Goldman Sachs também considerou a prévia operacional fraca. O banco destacou que a VSO da operação principal ficou em 24%, abaixo da meta da companhia, de 25% a 30%.

Na avaliação do Goldman, as vendas líquidas ficaram 7% abaixo de suas estimativas, enquanto os lançamentos superaram as projeções em 24%, atingindo um recorde de R$ 1,7 bilhão em Valor Geral de Vendas (VGV).

Segundo a companhia, o desempenho foi consequência de uma estratégia de aumento de preços para compensar a inflação dos custos de construção no início do trimestre. Como a pressão sobre os custos diminuiu ao longo do período, a administração afirmou que voltará a priorizar o aumento da velocidade de vendas para a faixa-alvo.

O Goldman Sachs acrescenta que os investidores seguem atentos à evolução da velocidade de vendas, da geração de caixa e ao potencial de distribuição de dividendos mais elevados, fatores que podem sustentar uma reavaliação positiva das ações no médio prazo.

Apesar da leitura cautelosa sobre os resultados, JPMorgan e Goldman Sachs mantiveram recomendação de compra para a Tenda, com preços-alvo de R$ 48,50 e R$ 37, respectivamente.

Cury (CURY3)

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O Goldman Sachs classifica a prévia operacional da Cury como fraca e já esperava reação negativa das ações, após um desempenho abaixo das expectativas no segundo trimestre de 2026.

Segundo o banco, as vendas líquidas ficaram 18% abaixo de sua estimativa, resultado semelhante à frustração observada nos lançamentos, que também vieram abaixo do esperado, com uma diferença de aproximadamente 20%.

De acordo com conversas do Goldman Sachs com a companhia, parte desse desempenho foi explicada pelo adiamento de um lançamento previsto para o segundo trimestre, o que afetou os números do período.

O banco destaca que os empreendimentos lançados recentemente representam cerca de 60% das vendas da Cury, o que torna o cronograma de lançamentos um fator importante para o desempenho comercial.

Na avaliação do banco, um dos principais pontos de atenção daqui para frente será verificar se a companhia conseguirá acelerar novamente a velocidade de vendas e recuperar o indicador de SoS.

Apesar da prévia mais fraca, o Goldman Sachs observa que muitos investidores continuam enxergando a Cury como uma das principais escolhas do setor, sustentada por uma avaliação considerada atrativa, com as ações negociando a cerca de 7 vezes o lucro estimado para 2027, além de um dividend yield estimado em aproximadamente 10% para 2027.

O JPMorgan avaliou que a prévia operacional da Cury como negativa, após a quarta frustração seguida nos lançamentos. Segundo relatório, este foi o quarto trimestre consecutivo em que os lançamentos da Cury ficaram abaixo de suas estimativas.

O banco também ressalta que as ações da companhia acumulavam alta de 18% no último mês, desempenho superior ao de Direcional (+9%) e do Ibovespa (+2%), o que pode ampliar a reação negativa diante da frustração com os números.

Segundo o banco, os lançamentos atribuíveis à companhia somaram R$ 1,94 bilhão, queda de 1% na comparação anual e 17% abaixo da estimativa do JPMorgan. Já as vendas líquidas ficaram em R$ 1,75 bilhão, recuo de 13% em relação ao segundo trimestre de 2025 e 12% abaixo da projeção do banco.

A velocidade de vendas sobre a oferta (SoS) atingiu 40,4%, ficando 3,1 pontos percentuais abaixo da estimativa do JPMorgan e 7,1 pontos percentuais inferior à registrada um ano antes. O banco atribui o desempenho mais fraco principalmente à desaceleração das vendas de estoques, cuja velocidade caiu para 24%, retração de 11,7 pontos percentuais na comparação anual e de 9,3 pontos percentuais frente ao trimestre anterior.

Apesar da decepção operacional, o JPMorgan destaca um ponto positivo: o segundo trimestre marcou o 29º trimestre consecutivo de geração positiva de fluxo de caixa operacional, que atingiu R$ 145 milhões, acima dos R$ 103 milhões registrados um ano antes.

Atualmente, a Cury negocia a cerca de 7,1 vezes o lucro estimado para 2027, ante 6,5 vezes da Direcional, 5,1 vezes da Tenda e 4 vezes da MRV.

O Goldman Sachs e JPMorgan reiteram recomendação de compra e preço-alvo de R$ 43 e R$ 43,50, nesta ordem.

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