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WEG: a boa e a má notícia para quem tem ou pensa em comprar as ações WEGE3

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Edição MarketMsg e invistaja.info

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Em meio à tamanha volatilidade das ações da WEG (WEGE3) nos últimos resultados, o Bank of America (BofA) apontou, em relatório, uma boa e uma má notícia para os seus investidores – e para quem pretende investir nos ativos.

Rogerio Araújo e Gabriel Frazão, analistas do banco americano, destacam que a expansão da capacidade produtiva da WEG no segmento de transmissão e distribuição (T&D) deve gerar uma pressão temporária sobre as margens da companhia nos próximos trimestres (a má notícia, já que foi um grande ponto de pressão para os ativos), mas reforça a tese de crescimento estrutural da fabricante catarinense para os próximos anos (a boa notícia).

A equipe de análise do banco revisou suas estimativas para refletir um ritmo mais conservador de entrada em operação dos novos projetos, mas manteve recomendação neutra para as ações da companhia e preço-alvo de R$ 53, o que representa potencial de valorização de cerca de 13% sobre o fechamento das ações na véspera.

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Segundo os analistas, a WEG deve ampliar sua capacidade de T&D no Brasil entre o terceiro e o quarto trimestre de 2026, seguida por expansões no México e na Colômbia no início de 2027. Com isso, a capacidade do segmento, que já responde por mais de 20% das receitas da companhia, será aproximadamente dobrada.

O problema, na avaliação do BofA, é que parte dos custos necessários para sustentar essa expansão — especialmente despesas com pessoal — começará a ser reconhecida antes que a nova capacidade esteja plenamente convertida em receitas. Como consequência, a margem Ebitda pode sofrer uma pressão de aproximadamente 1 ponto percentual no segundo semestre de 2026, aproximando-se da faixa inferior do intervalo histórico recente de 22% a 23%.

Apesar desse impacto inicial, o banco avalia que o efeito negativo deve ser parcialmente compensado pelo perfil da carteira de encomendas associada à expansão. Uma parcela relevante dos novos contratos envolve equipamentos de ciclo longo, cuja receita é reconhecida pelo método de percentual de conclusão (PoC), permitindo que parte da produção comece a gerar receita e resultado ainda durante a fase de aceleração operacional.

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Na visão dos analistas do BofA, o impacto tende a se inverter com o avanço da utilização das novas plantas. A estimativa é que a pressão de cerca de 1 ponto percentual observada na margem em 2026 se transforme em um impulso semelhante a partir de 2028, beneficiado pelo aumento da absorção da capacidade instalada e pelo maior peso do segmento de transmissão e distribuição, considerado estruturalmente mais rentável.

Os analistas também enxergam melhora gradual dos resultados operacionais já ao longo deste ano. Após a pressão observada no primeiro trimestre, as margens devem se estabilizar entre o segundo e o terceiro trimestre de 2026, favorecidas pela redução dos impactos das tarifas comerciais nos Estados Unidos, pelo repasse dos preços do cobre e pela recuperação dos volumes de produção.

Além disso, a desvalorização do real diante do dólar contribui para sustentar as receitas da companhia, que possui forte exposição internacional. Ao mesmo tempo, a Selic mais elevada aumenta as receitas financeiras da empresa, que mantém posição líquida de caixa.

O BofA projeta receita líquida de R$ 41,2 bilhões em 2026, crescimento modesto de 1,1% na comparação anual, mas espera aceleração para altas de 15,2% em 2027 e 14% em 2028, impulsionadas principalmente pela expansão do negócio de energia. O lucro líquido estimado é de R$ 6,4 bilhões neste ano, avançando para R$ 7,8 bilhões em 2027 e R$ 9 bilhões em 2028.

Mesmo com esse cenário favorável para os próximos anos, o banco entende que a valorização das ações já incorpora boa parte dessa trajetória de crescimento. Os papéis negociam a cerca de 25 vezes o lucro estimado para 2027, próximo das médias históricas da companhia.

Assim, o BofA acredita que a relação entre risco e retorno permanece equilibrada no momento. Embora destaque o histórico de execução, a qualidade dos ativos e o potencial de crescimento da WEG no mercado global de eletrificação e infraestrutura energética, o banco não vê espaço relevante para revisões positivas de resultados no curto prazo que justifiquem uma postura mais otimista com a ação.

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