ADRs da Petrobras caem mais de 9% em Nova York após Bolsonaro pedir troca de comando da empresa

Analistas destacam reação imediata negativa com a indicação de alguém que não atua na área e já se preparam para queda das ações na segunda-feira
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CURITIBA | invistaja.info — Os ADRs da Petrobras negociados na Bolsa de Nova York caem mais de 9% na noite desta sexta-feira (19) após o presidente Jair Bolsonaro anunciar nas redes sociais a indicação do general Joaquim Silva e Luna para ser o novo presidente da estatal.

Às 20h10 (horário de Brasília), os ativos da companhia operavam com perdas de 9,25% no after market, cotados a US$ 9,12, depois de uma queda de 7,12% no pregão regular.

O sócio da Acqua Investimentos, Bruno Musa, destaca que o general não é da área de atuação da Petrobras e por isso a reação do mercado é ainda pior. “Interferência política nunca é bem vista pelo mercado e os investidores já estão refletindo isso”, afirma.

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Já Roberto Attuch, CEO da Ohmresearch, diz que “não é exagero dizer que a Petrobras ficou uninvestable (não investível)”. Para ele, essa é uma situação de “perde-perde”.

“(A Petrobras) Não vai se beneficiar da recuperação dos preços do petróleo, independente do desfecho desse caso. E como não tem estratégia nenhuma em renováveis, muito pelo contrário, a tese de médio prazo fica comprometida”, avalia.

Para Alex Agostini, economista-chefe da Austin Rating, essa é uma das atitudes mais negativas possíveis do presidente Bolsonaro com relação à gestão da Petrobras.

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“A repercussão com certeza é muito negativa. Com certeza, na segunda-feira, a ação vai cair ainda mais porque fica evidente que essa decisão recai pelo fato de que a Petrobras, que tem como seu sócio majoritário a União, é também uma empresa de capital aberto, então ela deve satisfação ao mercado, ela tem que cumprir as regras de compliance”, diz.

“Fica clara e evidente a ingerência, principalmente na sistemática de reajuste de preços da Petrobras na qual o presidente sempre foi contra. Vale lembrar que em 2018 ocorreu a greve dos caminhoneiros e o Bolsonaro teve um forte apoio dos caminhoneiros naquela eleição, naquela greve, ficou na rodovia, então ele sabe que isso poderia acontecer”, completa o economista.

Agostini lembra ainda que Castello Branco foi uma indicação do ministro da Economia, Paulo Guedes. “Bolsonaro já queria trocar o Castello Branco, o Guedes acabou convenceu o presidente a mantê-lo e lembrou dos problemas de uma possível troca. Em meio a esse cenário, a avaliação é de que os mercados de juros, câmbio, Bolsa também podem ter uma forte queda na segunda-feira”, afirma.

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