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Edição MarketMsg e invistaja.info
palavras-chave: Amil será vendida? O que pode em meio a rumores sobre mudanças na companhia; invistaja.info;
A movimentação nos bastidores da saúde suplementar indica que a Amil pode passar por uma profunda reestruturação em seu quadro de investidores. Em relatório da XP Investimentos divulgado nesta segunda-feira (29), o analista Gustavo Tiseo aponta que há informações no mercado que mostram o interesse da Advent International e da Bain Capital na compra de uma fatia da operadora, o que promete mexer com a concorrência no setor.
O formato definitivo do negócio ainda gera dúvidas nas mesas de operação, dividindo opiniões sobre o tamanho da influência que os novos sócios terão na gestão cotidiana.
“Enquanto algumas reportagens sugerem que José Seripieri Filho (dono da Amil) poderia vender uma participação minoritária e manter o controle da empresa, outras indicam que as gestoras de private equity poderiam buscar uma posição de controle, a uma avaliação de aproximadamente 10 vezes o EV/EBITDA (Valor da Firma sobre Lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização), cerca de R$ 17 bilhões em valor da firma”, diz o relatório.
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Projeções de valuation
O analista explica que apesar das primeiras especulações avaliarem a empresa na casa dos R$ 17 bilhões, a conta da XP indica um valor diferente ao aplicar indicadores setoriais sobre os resultados da operadora.
Levando em conta o histórico de empresas integradas de saúde, o montante implícito para a companhia se posiciona acima do que foi divulgado pela imprensa, segundo o relatório.
O cálculo do banco leva em consideração um ajuste contábil no lucro do último ano para refletir o verdadeiro potencial de ganho da empresa.
“Com base em um lucro líquido ajustado para 2025 de aproximadamente R$ 2,1 bilhões (versus lucro líquido reportado de R$ 5,4 bilhões) e em uma faixa considerada justa de 10x-13x P/L (Preço sobre Lucro) para uma operadora integrada de planos de saúde e hospitais, chegamos a um valor da firma (EV) implícito entre R$ 21 bilhões e R$ 27 bilhões, acima da avaliação de aproximadamente R$ 17 bilhões mencionada em reportagens recentes”, explica o analista.
Se a entrada dos novos fundos envolver um montante próximo de R$ 10 bilhões, a participação adquirida representaria algo entre 35% e 55% do negócio. Mesmo no teto dessa projeção, os modelos da corretora apontam que Seripieri Filho seguiria no comando majoritário, afastando os rumores de que ele viraria um sócio minoritário.
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Implicações e governança
Outro ponto ressaltado pela análise da XP é que a entrada de investidores institucionais desse porte costuma impor uma nova dinâmica corporativa. Para o mercado, o principal ganho da Amil com esse casamento será a sofisticação administrativa e uma folga financeira inédita para competir.“Entre os potenciais benefícios estão o fortalecimento das práticas de governança, uma alocação de capital mais eficiente e maior flexibilidade financeira”, detalha o documento.
Essa situação financeira “extra” deve ser direcionada para a ampliação da rede de atendimento médico, segundo a XP. O plano é dar velocidade aos investimentos em unidades hospitalares próprias, diminuindo a dependência de terceiros.
Vale lembrar que, além de seus hospitais de bandeira exclusiva, a operadora possui leitos compartilhados em uma parceria estratégica firmada com a Dasa (DASA3).
Estratégia de preços
No campo comercial, a empresa parece abandonar a estratégia de agressividade tarifária que adotou ao longo do ano passado. O analista frisa que no ano passado, o foco foi acelerar a captação de clientes por meio de planos mais baratos, como a linha Amil Bronze, mas a conta dessa expansão pesou e gerou uma correção de rota imediata.
Sondagens feitas junto a canais de venda e corretores revelam que a Amil aplicou reajustes severos de cerca de 20% logo na largada de 2026.
“Em nossa visão, isso pode sinalizar uma mudança de foco em direção à recuperação da disciplina de preços e da rentabilidade, embora a trajetória futura deva depender das dinâmicas competitivas do setor e das prioridades estratégicas da companhia após a transação”, conclui o relatório da XP Investimentos.
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REFLEXÃO: Bill Mann, da Motley Fool Asset Management: Busque investir em conjunto com grandes gestores, depois, é só ser paciente.
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