As 5 maiores quedas e as 5 maiores altas do Ibovespa no turbulento mês de fevereiro

Mesmo com a turbulência com Petrobras, quem liderou a queda foi Via Varejo, mas a petroleira também teve forte baixa; entre as altas, Embraer foi destaque
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Edição invistaja.info e MarketMsg

palavras-chave: As 5 maiores quedas e as 5 maiores altas do Ibovespa no turbulento mês de fevereiro; invistaja.info;


HBOR3 | EV/EBIT: -181.16 | P/VP: 0.93 | P/Ativo: 0.258 | EV/EBITDA: -971.43 | Pat.Liq: 1246960000.0 | Mrg.Ebit: -0.0096

PORTO ALEGRE | invistaja.info — O mês de fevereiro foi de bastante turbulência para o Ibovespa, que fechou em baixa de 4,4% no período tanto por fatores externos  – com os temores do impacto no mercado de ações de um aumento da inflação nos EUA – quanto por fatores internos, novamente com destaque para os sinais de interferência política nas estatais.

Com isso, as ações da companhia mais afetada pelas atitudes do governo estão no “top 5” entre as que mais tiveram queda percentual no segundo mês do ano. Trata-se da Petrobras (PETR3, R$ 22,15, -18,95%;PETR4, R$ 22,24, -16,67%) que, em cerca de um mês, passou de uma companhia com um cenário promissor para voltar a ser uma estatal nebulosa para os investidores em meio ao noticiário de maior interferência.

O começo do mês já havia sido turbulento em meio à polêmica sobre a revelação da política de análises de preços da companhia, informação esta vinda à nota pela Reuters. A agência informou que a empresa tinha ampliado o período de apuração do resultado da política de preços de combustíveis em relação à paridade internacional de três meses para um ano, gerando muitas dúvidas sobre o impacto desses parâmetros de reajustes no resultado da empresa. Isso suscitou uma onda de revisões de recomendações para baixo para a companhia – mas o pior ainda estaria por vir.

+Presidente do Banco do Brasil coloca cargo à disposição, diz jornal; ações fecham em baixa de quase 5%

Houve um certo alívio no mercado quando a Petrobras anunciou um reajuste de 15% no preço do diesel e de 10% na gasolina, uma vez que o “gap” ante os preços cobrados externamente diminuiria. Contudo, esse reajuste também suscitou diversas reclamações por parte do presidente Jair Bolsonaro.

Após uma última sexta-feira (19) bastante tensa no mercado, o governo anunciou durante a noite a indicação do general da reserva Joaquim Silva e Luna para o lugar de Roberto Castello Branco no comando da Petrobras, o que levou a mais uma onda de cortes de recomendações. Somada, a perda de valor de mercado para a Petrobras nas sessões entre sexta e segunda-feira foi de R$ 102 bilhões.

Em meio à forte volatilidade, as ações até registraram uma recuperação expressiva na última terça-feira (23), com alguns analistas destacando que ainda era cedo para saber como seria a gestão de Silva e Luna à frente da estatal e também com notícias que apontavam que as finanças da Petrobras poderiam não ser impactadas tão severamente em caso de maior controle de preços (como no caso de fundos de estabilização, entre outros).

De qualquer forma, as ações PETR3 e PETR4 se tornaram ainda mais sensíveis a quaisquer declarações políticas, principalmente vindas de Bolsonaro.

Ontem, as ações fecharam em forte queda. Um dos motivos foi a afirmação de Bolsonaro em discurso durante cerimônia que todas as estatais precisam cumprir uma função social e que “não se pode admitir um presidente de estatal que não tenha essa visão”. Ele ainda afirmou ainda que o general Joaquim Silva e Luna, indicado para o Conselho de Administração e a presidência da Petrobras, dará uma nova dimensão à empresa.

“Na nossa visão, a fala colabora para uma maior percepção de risco para as ações da Petrobras, principalmente no que diz respeito à manutenção de uma política de preços de combustíveis alinhada com referências internacionais de preços de petróleo e câmbio. Mantemos recomendação de venda nas ações da Petrobras, com preços-alvo de R$ 24 por ação para PETR4/PETR3”, aponta a XP Investimentos.

Na sessão desta sexta-feira, os papéis voltaram a cair com novos rumores movimentando o mercado, e que também levaram também o Banco do Brasil (BBAS3) a registrar uma das maiores perdas da Bolsa em fevereiro, ainda que não entre as cinco maiores baixas. Desta vez, o jornal O Globo informou que André Brandão, presidente do BB, teria colocado o seu cargo à disposição, o que afetou os ativos de todas as estatais na sessão (veja mais aqui).

Além das estatais, quem também registrou fortes perdas foi a Via Varejo (VVAR3, R$ 11,87, -19,20%). Conforme destaca Danniela Eiger, analista da XP Investimentos, a queda pode ser atribuída ao aumento da percepção de maior competição com o acordo para a fusão entre B2W (BTOW3 ) e Lojas Americanas (LAME4) – também anunciado no final da semana passada (veja mais clicando aqui).

No comunicado, ao justificar a intenção de união, as companhias Americanas e B2W afirmaram que a combinação criará um “poderoso motor de fusões e aquisições”. Juntas, as empresas possuem uma rede de 1.700 lojas físicas em 750 cidades do país e um marketplace online com mais de 87 mil vendedores. As companhias também citaram que a união poderá criar um “poderoso negócio” de publicidade integrado, reunindo fornecedores, vendedores e outros parceiros.

No início de fevereiro, a XP Investimentos reduziu a recomendação para as ações da Via Varejo de compra para neutra, com um preço-alvo de R$ 20 (ante valor anterior de R$ 28). Danniela, Marco Nardini e Thiago Suedt, que assinam o relatório, apontam que, embora vejam muito potencial de crescimento, a empresa pode decepcionar as expectativas dos investidores devido a obstáculos de curto prazo, principalmente relacionados a um ambiente competitivo mais desafiador

Assim, já tinham a projeção de que, depois de 2020, em que os consumidores inundaram o canal digital, seriam vistos fortes ​​investimentos dos principais competidores para atrair clientes em 2021 e entregar crescimento em comparação com a base difícil de 2020. “Como resultado, acreditamos que a Via Varejo pode enfrentar algumas dificuldades para entregar seu turnaround em meio a uma competição mais acirrada”, avaliaram.

Também entre as grandes baixas, estiveram os papéis da SulAmérica (SULA11, R$ 33,03, -17,24% ), empresa que soltou resultado durante a semana que não agradou os investidores e analistas de mercado. A seguradora registrou lucro líquido de R$ 42,7 milhões no quarto trimestre, queda de 90% em relação a igual período do ano anterior e de 85,1% na comparação com o terceiro trimestre. No ano, a queda do lucro foi de 23%, a R$ 797,2 milhões.

A seguradora foi afetada principalmente pelo resultado financeiro que, com a redução da taxa Selic para 2% ao ano, menor nível da história, caiu 73,2% em 2020, para R$ 123,6 milhões. No quarto trimestre, alcançou R$ 33 milhões, queda de 69,4% ante igual período do ano anterior.

Marcel Campos, analista da XP Investimentos, apontou que o resultado foi pior do que o esperado. As principais áreas que impactaram o resultado foram: i) sinistralidade, que aumentou 4,4 pontos percentuais no trimestre, para 80%, devido a uma combinação de aumento de internações por COVID-19 e a volta dos procedimentos eletivos por usuários; ii) resultado financeiro, que caiu 76% no trimestre, para R$ 33 milhões; e iii) por fim, o índice de despesas administrativas piorou 0,9 ponto percentual anualmente e 3,3 pontos percentuais no trimestre, para 10,7%.

Contudo, o analista reiterou recomendação de compra para a ação, com preço-alvo de R$ 58. “Gostamos da seguradora no longo prazo, acreditamos que este trimestre não deva ser tratado como recorrente e a retomada da economia deve gerar aumento de prêmios para a SulAmérica”, avaliou.

Também entre as maiores baixas, mesmo com as iniciativas positivas, estão os papéis de duas das maiores quedas do Ibovespa em 2020: Cogna (COGN3, R$ 3,74, -17,26%) e IRB (IRBR3, R$ 6,00, -16,67%).

No caso da Cogna, algumas iniciativas positivas para a empresa de educação foram tomadas ao longo do mês. Em destaque, depois de muitas especulações e negociações, a companhia e a Eleva Educação (que tem Jorge Paulo Lemann como um dos sócios) anunciaram um acordo classificado pelas duas empresas o maior do setor de ensino básico do Brasil.

Com ele, a Eleva vai pagar R$ 964 milhões para ficar com 51 escolas hoje operadas pela Cogna. Já a Cogna, por meio da Vasta (sua subsidiária com ações listadas na Nasdaq), comprará por R$ 580 milhões o sistema de ensino da Eleva.

O Bradesco BBI apontou que o acordo é positivo para a Cogna, já que seu negócio de sistemas de aprendizagem é a área que os analistas mais veem com maior potencial e destacam que a transação não impacta tão significativamente na alavancagem da companhia, um dos pontos de preocupação no mercado, destacando que os termos da aquisição foram atrativos, ainda mais considerando as possíveis sinergias a serem extraídas do negócio. Porém, os analistas seguem com recomendação neutra para os ativos, visão esta compartilhada por boa parte dos analistas de mercado, ainda esperando por maior recuperação para os números da companhia, ainda bastante afetados com as operações da Kroton, de ensino superior (veja mais aqui e aqui).

Depois da troca de ativos com a Eleva, vale ressaltar, fontes ouvidas pelo Valor apontaram que a Cogna está na fase final do processo competitivo da Pearson, que está vendendo seus sistemas de ensino COC e Dom Bosco, utilizados por cerca de 250 mil alunos. A outra finalista seria a Arco.

O ambiente de maior cautela também prevalece para o IRB, apesar das iniciativas da gestão serem elogiadas pelo mercado. Depois do turbulento ano de 2020, as ações seguem em forte baixa em 2021, com os investidores ainda “esperando para ver” como se dará a evolução dos resultados, sendo que os do quarto trimestre decepcionaram o mercado quando foram divulgados, na noite de 18 de fevereiro.

O ano passado terminou com um prejuízo líquido acumulado para o ressegurador de 1,5213 bilhão, ante lucro de R$ 1,210 bilhão no mesmo período de 2019. Apenas no quarto trimestre do ano passado, o prejuízo totalizou R$ 620,2 milhões, comparável a um lucro de R$ 654,4 milhões nos últimos três meses de 2019 e ante o prejuízo de R$ 229,8 milhões no terceiro trimestre de 2020.

Conforme destaca a Safra Corretora, o resultado negativo é reflexo de números fracos nas principais linhas do balanço e da perda pontual em baixa de crédito tributário do escritório de Londres; a expectativa dos analistas do banco era de um prejuízo menor, de R$ 158 milhões nos últimos quatro meses de 2020. A Levante Ideias de Investimentos também aponta que as perdas se deram principalmente devido a uma menor arrecadação com prêmios ganhos e prêmios retidos, além dos ajustes feitos na operação da resseguradora através da “retrocessão”, ou seja, repassar operações para outros resseguradores.

Durante a teleconferência, os executivos da companhia reforçaram o discurso de que estão limpando o balanço da companhia, além de destacarem as perspectivas mais positivas para 2021.

Contudo, a cautela é a palavra de ordem para as casas de análise que cobrem o papel, conforme apontam dados da Refinitiv: de 8 casas que cobrem a ação, 4 possuem recomendação neutra e 4 de venda. Conforme destaca a Levante, a companhia segue líder em seu setor e as medidas feitas ao longo do ano mostram comprometimento no turnaround [virada] da companhia, “porém o grande problema da IRB Brasil não é apenas operacional, mas reputacional e quebra da confiança é uma ferida que pode demorar a cicatrizar”, depois de um turbulento ano de 2020 repleto de acusações de fraude contábil e de saída dos principais executivos da empresa. Veja mais clicando aqui. 

Confira as maiores quedas do Ibovespa em fevereiro: 

*incluímos 6 ações de 5 empresas neste mês por conta de duas das maiores quedas serem de Petrobras

Embraer lidera alta do mês

A fabricante de aeronaves Embraer (EMBR3, R$ ) após fortes quedas nos últimos meses, liderou com folga as maiores altas de fevereiro no Ibovespa, puxada principalmente pela notícia de que ela está discutindo com a companhia aérea alemã Lufthansa a venda de aeronaves.

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O movimento teve início no dia 17 de fevereiro, quando a Bloomberg divulgou as informações, citando que CEO da Lufthansa, Carsten Spohr, disse que a companhia alemã iria buscar uma reestruturação de frota para lidar com o impacto do coronavírus no setor aéreo.

O maior grupo de companhia aérea da Europa está em negociações com a Airbus SE e a Boeing Co. sobre os pedidos existentes, com os fabricantes mostrando flexibilidade nas discussões, disse Spohr no Simpósio da London School of Economics.

Spohr não entrou em detalhes sobre as mudanças potenciais. Ele disse que duvida que a demanda por viagens de negócios na Europa e nos EUA algum dia retornará aos níveis pré-pandêmicos. A Lufthansa disse anteriormente que estava em negociações sobre a carteira de encomendas de aviões, sem detalhar seus objetivos.

Na ocasião, o CEO disse que a companhia aérea está em negociações de frota com a Embraer, cujos aviões regionais são operados pela Lufthansa, Austrian e Air Dolomiti e competem com o Airbus A220 utilizado pela Swiss. Na ocasião, os papéis EMBR3 dispararam 14%.

Alguns dias depois, após questionamentos feitos pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM), as ações da Embraer voltaram a saltar 7,4% com a confirmação por parte da empresa das negociações com a Lufthansa. Apesar disso, ela destacou que “as discussões não estão em estágio avançado”.

Na sequência, com ganhos também acima de 30% no mês, a petroquímica Braskem (BRKM5, R$ ) teve basicamente duas boas notícias que ajudaram a impulsionar seus papéis.

Logo nos primeiros dias de fevereiro, as ações registraram três dias seguidos de alta de mais de 5% com as avaliações sobre o impacto do fenômeno de afundamento do solo em Maceió que causou a realocação de milhares de famílias na capital alagoana.

Segundo a companhia, serão necessários R$ 10,1 bilhões em provisões totais para cuidar do acontecido. Em apresentação a analistas, a companhia afirmou que já desembolsou R$ 1,2 bilhão do total da provisão e que em 2021 os trabalhos vão consumir R$ 4,1 bilhões. Outros R$ 4,8 bilhões deverão ser desembolsados entre 2022 e 2025.

Ainda de acordo com a Braskem, o desembolso previsto para este ano não vai afetar a geração de caixa operacional da companhia uma vez que a petroquímica possui recursos que incluem R$ 1 bilhão em créditos de PIS/Cofins que espera monetizar neste ano e R$ 1,7 bilhão em reparação a ser recebida de companhias de seguro. Os recursos em caixa da empresa somam cerca de R$ 8,5 bilhões.

Segundo a equipe de analistas do Santander, um dos principais potenciais para os papéis neste momento é a Braskem conseguir pagar essa conta sem utilizar recursos do seu caixa.

Já nesta última semana, os ativos da empresa voltaram a disparar com a notícia de que a Braskem Idesa SAPI está perto de fechar um acordo com o governo mexicano sobre o contrato de fornecimento de gás natural para o complexo Etileno XXI, segundo uma fonte da Bloomberg.

O abastecimento para a petroquímica – uma parceria entre a Braskem e o Grupo Idesa SA de CV, do México – foi interrompido em dezembro pela agência mexicana Cenagas, após o presidente Andrés Manuel López Obrador permitir que o contrato expirasse.

A renovação do contrato desde então se tornou uma moeda de troca em uma batalha mais ampla entre o governo mexicano e a petroquímica sobre o fornecimento de etano pela estatal Petróleos Mexicanos. A Braskem Idesa ainda negocia com a Braskem sobre o fornecimento de etano, disse a fonte.

A companhia elétrica Eletrobras (ELET3;ELET6) teve um fevereiro bastante agitado. Ainda no início do mês, os papéis da empresa subiram em um cenário de recuperação após o choque com a notícia da renúncia do CEO Wilson Ferreira Júnior no fim de janeiro. Nos dias que se seguiram, as ações andaram de lado, para então, na última semana passarem por um “turbilhão”.

Primeiro o presidente Jair Bolsonaro afirmou que iria “meter o dedo” no setor de energia elétrica, o que chegou a trazer apreensão para os investidores após as mudanças forçadas no comando da Petrobras, levando analistas a precificarem um ambiente mais difícil para a privatização da empresa.

Porém, logo em seguida, o governo entregou a Medida Provisória 1.031 / 2021 referente ao processo de privatização da Eletrobras, que está condicionada à conversão da MP em Lei, estando o processo sujeito à aprovação da Câmara e do Senado.

Pela proposta, a companhia deverá aportar quase R$ 9 bilhões em ações na área de suas hidrelétricas e na região da Amazônia na próxima década, em medidas definidas como contraprartidas. A MP define que o governo deverá desestatizar a empresa, maior elétrica da América Latina, por meio de uma emissão de novas ações que diluiria sua participação na companhia, podendo ainda realizar uma oferta secundária de ações.

Mas, entre as condições para a operação, está a futura aplicação de recursos pela companhia em diversas iniciativas, incluindo contribuição para manutenção do Centro de Pesquisas de Energia Elétrica (Cepel) da estatal, por quatro anos após a privatização.

Apesar da boa notícia e da alta das ações, analistas seguem cautelosos com o futuro da empresa. Entre os pontos destacado estão incertezas relacionadas aos atributos da golden share, que pode dar ao governo o poder de interferir na gestão da companhia, elevando os riscos de governança.

Além disso, ainda não é claro como o Congresso irá receber a proposta, dado que o projeto anterior não foi apreciado devido a oposições políticas. A Safra Corretora aponta ser cedo para dizer se as estimativas preliminares do Ministério de Minas e Energia são justas. “Dito isso, nós reconhecemos que o início do processo pode animar os investidores no curto prazo”, avalia.

Também entre as altas, a Usiminas (USIM5) foi a primeira siderúrgica a divulgar seu resultado de quarto trimestre e iniciou o movimento de boas projeções para o setor conforme seus pares também apresentaram balanços positivos.

A companhia surpreendeu o mercado com números recordes de receita e uma forte alta no lucro, que foi a R$ 1,913 bilhão entre outubro e dezembro, uma alta de 613% em relação aos R$ 268 milhões de lucro em igual período de 2019.

Em 2020, a Usiminas reportou lucro líquido de R$ 1,3 bilhão, o maior resultado em dez anos para a companhia, 243% superior ao registrado em 2019, e muito impulsionado pelo lucro da siderúrgica no quarto trimestre.

De acordo com a XP Investimentos, a Usiminas apresentou resultados sólidos, com melhor demanda por aço no mercado doméstico e preços de minério de ferro mais altos. O Ebitda ajustado foi de R$ 1,46 bilhão, excluindo R$ 151 milhões em vendas de ativos no segmento de siderurgia, alta de 79% na comparação trimestral e 15% acima da estimativa do consenso.

A petrolífera PetroRio (PRIO3, R$ ), por sua vez,  já iniciou o mês com fortes ganhos em meio a realização de oferta de ações no final do mês passado, emitindo 29,7 milhões de novos papéis e movimentando R$ 2,05 bilhões. Os recursos líquidos são destinados ao financiamento de projetos já em andamento e a potenciais novos negócios, como fusões e aquisições.

Além disso, a companhia foi favorecida pela alta do petróleo, que tem mostrado forte recuperação nas últimas semanas, em um cenário também de forte impacto na produção americana por conta da onda de frio que atingiu o país.

Para completar o bom momento da companhia, o cenário relativamente pior para a Petrobras acaba favorecendo a visão para a PetroRio, que já era mais bem vista por muitos analistas exatamente pela visão negativa – que piorou – de sua concorrente na bolsa ser estatal e estar sujeita a movimentos impactados apenas por decisões do governo.

Nesta semana, os analistas do BBI elevaram o preço-alvo para ação PRIO3 de R$ 83 para R$ 90 e destacando que, apesar da recomendação neutra, o papel pode ser um bom nome para surfar em um ciclo positivo do petróleo, oferecendo aos investidores uma liquidez excepcional.

Confira as maiores altas do Ibovespa em fevereiro: 

*incluímos 6 ações de 5 empresas neste mês por conta de duas das maiores altas serem de Eletrobras

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