Fintech que ajuda pequenas empresas a pagarem seus fornecedores recebe R$ 45 milhões

TruePay usa recebíveis do cartão de crédito para conceder um limite para PMEs, que deve ser usado em compras com fornecedores
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Informação para o trader investidor

Edição MarketMsg e invistaja.info

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EEEL3 | Mrg.Ebit: 0.371 | Cresc.5anos: -0.0497 | P/Cap.Giro: 3.91 | P/Ativo: 0.815 | Liq.Corr.: 3.41 | P/EBIT: 8.25

BRASIL | invistaja.info — O Brasil tem mais de 18 milhões de empresas ativas, segundo o Mapa de Empresas do Governo Federal. Muitos desses negócios adotam o cartão de crédito como forma de vender mais ou vender pela internet. Os pagamentos com cartões de débito, de crédito ou pré-pagos chegaram a R$ 2 trilhões em 2020, alta de 8,2% sobre o ano anterior, segundo a Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs).

Porém, permitir o pagamento parcelado pode criar um problema de capital de giro: o fornecedor precisa ser pago logo, mas essas parcelas vão demorar para cair na conta. A TruePay está de olho em resolver esse problema, aproveitando tanto o mercado de PMEs quanto o mercado de cartões de crédito.

A fintech permite que lojistas usem seus recebíveis de cartões para pagar fornecedores, cuidando tanto dessa conexão quanto da análise de crédito aos empreendedores. A ideia atraiu um aporte ambicioso de investidores de peso. A TruePay captou R$ 45 milhões em sua primeira captação com fundos. Essa rodada semente foi liderada pelos fundos Kaszek e Monashees.

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O Do Zero Ao Topo, marca de empreendedorismo do (invistaja.info), entrevistou os fundadores Luis Cascão e Pedro Oliveira sobre o modelo de negócio e os próximos passos da TruePay.

Crédito por recebíveis

A TruePay foi criada por Luis Cascão e Pedro Oliveira em dezembro de 2020. Os dois vieram de famílias empreendedoras e trabalharam em fundos de investimento. Cascão trabalhou no DNA Capital, enquanto Oliveira veio da Kaszek.

“Observamos a situação das nossas famílias e identificamos dois problemas. O primeiro era capital de giro: ter um curto prazo para pagar fornecedores, mas demorar para receber dos clientes. Outro problema era o descaso dos bancos ao atender pequenas e médias empresas, cobrando altas taxas pela falta de prioridade”, diz Oliveira.

O empreendedor acaba recorrendo à negociação com o fornecedor. Esse fornecedor não tem experiência em análise de crédito e pode acabar em duas situações ruins: ou dá condições generosas demais e sofre com a inadimplência dos maus clientes, ou não fornece nenhum tipo de facilidade e perde bons clientes. “Nossa ideia é resolver o problema de capital de giro para o empreendedor dando crédito gratuitamente, ao mesmo tempo que o fornecedor consegue vender mais sem se preocupar com análise de crédito”, afirma Cascão.

A TruePay atende principalmente varejos de produtos, que têm fornecedores em uma ponta e clientes finais na outra. Essas empresas precisam ter recebíveis, ou seja, pagamentos a serem recebidos de transações por cartão de crédito.

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O lojista se cadastra na fintech e recebe um limite de crédito baseado em sua capacidade de geração de novos recebíveis. “A análise tradicional de crédito leva em conta apenas a capacidade atual de pagamento. Nós usamos dados para fazer uma projeção que vai além dos recebíveis e dos estoques atuais, medindo sua capacidade de realizar mais vendas”, explica Cascão.

Após ter seu limite definido, o empreendedor faz um pedido com um fornecedor e escolhe a TruePay como forma de pagamento. A TruePay então transfere a titularidade dos recebíveis do lojista para o fornecedor. O lojista recebe seus produtos, e os fornecedores terão esses recebíveis como pagamento. A TruePay se monetiza por meio de uma taxa descontada dos recebíveis, atuando como avaliadora do risco de crédito.

No primeiro semestre deste ano, Cascão e Oliveira construíram a solução. A TruePay de fato começou a operar em junho, com uma nova regulação do Banco Central sobre registro de recebíveis. “Antes, apenas a adquirente poderia oferecer serviços em cima do recebível do lojista. Essa regulação fez com que o lojista tivesse poder sobre seus recebíveis, inclusive autorizando que nós o usemos como forma de pagamento ao fornecedor”, diz Cascão. A fintech não divulga quantos lojistas e fornecedores atende hoje.

Primeiro investimento institucional

A TruePay captou uma rodada semente de R$ 45 milhões. A rodada semente costuma ser a primeira captação institucional de uma startup, além dos recursos dos próprios fundadores. O valor captado pela TruePay está acima de média, que gira em torno de US$ 1 milhão.

O aporte também foi obtido com fundos de peso. A rodada foi liderada por Kaszek (que investir em negócios como Creditas, Dr. Consulta e Gympass) e Monashees (99, Nubank e Rappi), e completada pelos fundos Global Founders Capital (Facebook, LinkedIn, Trivago) e ONEVC (EmCasa, Kovi, Yuca).

O dinheiro será usado para melhorar a experiência dos usuários e expandir a base de clientes da TruePay. Será preciso expandir a equipe, especialmente nas áreas de desenvolvimento de produto e comercial. As atuais 30 pessoas devem passar para 100 até o final deste ano.

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REFLEXÃO: Ben Carlson, autor de A Wealth of Common Sense – A riqueza do senso comum, em tradução livre: Menos é mais. O processo de investimento deve ser mais importante que os resultados. Comportamento correto na hora de investir é a chave.

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