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palavras-chave: Trump volta a pedir fim do comércio com a Espanha, que chama de “parceira terrível”; invistaja.info;
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a defender o fim das relações comerciais com a Espanha, citando a falta de apoio do país à guerra no Irã e o que classificou como descumprimento de compromissos assumidos na Otan.
“A Espanha é um caso perdido”, disse Trump nesta quarta-feira, ao lado do secretário-geral da Otan, Mark Rutte, em Ancara, onde líderes da aliança militar realizavam sua cúpula anual. “Não queremos mais fazer negócios comerciais com a Espanha.”
“Eu gostaria que você cortasse isso”, disse Trump, voltando-se para o secretário do Tesouro, Scott Bessent, que também estava na sala. “A Espanha é uma parceira terrível na Otan. Eles não participam, não pagam. Não quero ter nada a ver com a Espanha.”
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O índice de ações Ibex, da Espanha, caiu 2,1% após os comentários de Trump.
Minutos depois das declarações, um porta-voz do governo espanhol afirmou que o país “recebe essas falas com calma e naturalidade”. O representante ressaltou que os dois países mantêm uma relação “excelente” e observou que os EUA têm superávit comercial com a Espanha.
“Os vínculos econômicos são construídos por empresas privadas, não por governos”, acrescentou o porta-voz.
Não é a primeira vez que Trump ameaça cortar laços econômicos com a Espanha. Em março, ele já havia dito que orientara Bessent a “interromper todo o comércio com a Espanha”.
A declaração veio depois de o primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, negar acesso às bases militares do país para a campanha de bombardeios dos EUA contra o Irã. Ao contrário de alguns líderes europeus que tentaram apaziguar Trump, Sánchez percebeu que sua posição doméstica foi fortalecida ao criticar as ações do presidente americano.
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A Espanha também foi alvo de críticas na cúpula da Otan de 2025, quando Sánchez foi o único líder entre os 32 países da aliança a se recusar a assumir a meta de gastos com defesa equivalente a 5% do PIB. O país elevou esse gasto de 1,42% do PIB em 2024 para 2% em 2025 e não pretende ultrapassar 2,1%, mesmo com a pressão de outros aliados por despesas militares maiores.
Rutte tentou ao mesmo tempo defender a Espanha e atribuir a Trump parte do mérito pelo aumento dos gastos militares do país.
“Atá você conseguiu fazer a Espanha pagar 2%”, disse ele, em referência à antiga meta de gastos da aliança. “Eles deram um grande passo no ano passado. Há questões que precisamos resolver, mas até a Espanha chegou aos 2%.”
Trump não explicou como poderia cumprir suas ameaças contra a Espanha, dado que o país integra a União Europeia, responsável por conduzir a política comercial externa de todo o bloco. Ainda assim, ele já sugeriu que o presidente dos EUA pode impor um embargo total a produtos de qualquer país.
A Comissão Europeia, braço executivo da UE, destacou que o bloco mantém um acordo comercial com os Estados Unidos, recentemente ratificado.
“Esperamos que os EUA honrem seus compromissos”, disse o porta-voz da Comissão, Olof Gill, a jornalistas em Bruxelas, ao classificar a relação econômica transatlântica como “mutuamente benéfica”.
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